Para os tupis, Curupira ou Caapora, Senhor e protetor dos animais, era importantíssimo. Ele escondia a presa, mas também dava sorte ao caçador. Conhecia os segredos das plantas medicinais e dele dependia o crescimento das frutas. Curupira era um espírito poderoso. Tinha a capacidade de assumir as mais variadas formas e exercia influencia sobre os sentimentos dos homens. Apresentava-se ora mandão, atrevido e ruim, ora solicito e amável. Mas não respeitá-lo podia ser fatal. Geralmente, aparecia como homem pequeno, de cabelos vermelhos, pés virados para trás e possuía extraordinária força física. Morava nas profundezas da floresta, sua casa era uma árvore oca e imitava as vozes e ruídos de todos os animais. Era travesso, adorava brincar com o caçador, fazê-lo de bobo. Por isso quando alguém se perdia na floresta, os índios diziam que “foi enfeitiçado por Curupira”.
Livro Deuses Animais de Elizabeth Loibl
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Curupira (desenho animado)
“Curupira” é uma animação nacional dirigida por Humberto Avelar. Fonte: http://canalyttv.blogspot.com/ -
Estava o Curupira andando pela floresta, quando encontrou um índio caçador que dormia profundamente. O Curupira estava com muita fome e cismou em comer o coração do homem. Assim, fez com que ele acordasse. O caçador levou um susto, mas como ele era muito controlado, fingiu que não estava com medo. O Curupira disse-lhe:
- Quero um pedaço de seu coração!
O Caçador, que era muito esperto, lembrando-se que havia atirado num macaco, entregou ao Curupira um pedaço do coração do macaco. O Curupira provou, gostou e quis comer tudo.
- Quero mais! Quero o resto! - pediu ele. O Caçador entregou-lhe o que havia sobrado, mas, em troca, exigiu um pedaço do coração do Curupira.
- Fiz sua vontade, não fiz? Agora você deve dar-me em pagamento um pedaço de seu coração, disse ele.
O Curupira não era muito esperto e acreditou que o Caçador havia arrancado o próprio coração, sem ter sofrido nenhuma dor e sem haver morrido.
- Está certo, respondeu o Curupira, empreste-me sua faca.
O Caçador entregou-lhe a faca e afastou-se o mais que pôde, temendo levar uma facada. O Curupira, porém, estava sendo sincero. Enterrou a faca no próprio peito e tombou, sem vida. O Caçador não esperou mais, disparou pela floresta com tal velocidade que deixaria para trás os bichos mais velozes…Quando chegou à aldeia, estava com a língua de fora e prometeu a si mesmo não voltar nunca mais à floresta. Pensou: “Desta escapei. Noutra é que não caio”
Durante um ano, o índio não quis saber de entrar na mata. Quando lhe perguntavam por que não saía mais da aldeia, ele se desculpava, dizendo estar doente.
O Caçador tinha uma filha que era muito vaidosa. Como haveria uma festa dentro de poucos dias, ela pediu ao pai um colar diferente de todos os que ela já tinha visto.
O índio, pai dedicado, começou a pensar num modo de satisfazer o desejo da filha. Lembrou-se, então, dos dentes verdes do Curupira. Daria um bonito colar, sem dúvida.

Partiu para a floresta e procurou o lugar onde o gênio havia morrido. Depois de algumas voltas, deu com o esqueleto meio encoberto pelo mato. Os dentes verdes brilhavam ao sol, parecendo esmeraldas.
Conseguindo vencer o receio, apanhou o crânio do Curupira e começou a bater com ele no tronco de uma árvore, para que se despedaçasse e soltasse os dentes.
Imaginem a sua surpresa quando, de repente, viu o Curupira voltar à vida! Ali estava ele, exatamente como antes, parecendo que nada havia acontecido!
Por sorte, o Curupira acreditou que o Caçador o ressuscitara de propósito e ficou todo contente:
- Muito obrigado! Você devolveu-me a vida e não sei como agradecer-lhe!
O índio percebeu que estava salvo e respondeu que o Curupira não tinha nada que agradecer, mas ele insistia em demonstrar sua gratidão. Pensou um pouco e disse:
- Tome este arco e esta flecha. São mágicos. Basta que você olhe para a ave ou animal que deseja caçar e atire. A flecha não errará o alvo. Nunca mais lhe faltará caça. Mas, agora, ouça bem: jamais aponte para uma ave ou animal que esteja em bando, pois você seria atacado e despedaçado pelos companheiros dele. Entendeu?
O índio disse que sim e desde aquele momento não mais lhe faltou caça. Era só atirar a flecha e zás! O bicho caía. Tornou-se o maior caçador de sua tribo. Por onde passava, era olhado com respeito e admiração.
Um dia, ele estava caçando com outros companheiros que não tinham mais palavras para elogiá-lo. O índio sentiu-se tão importante que, ao ver um bando de pássaros que se aproximava, esqueceu-se da recomendação do Curupira e atirou…
Matou somente um pássaro e, como o Curupira avisara, foi atacado pelo bando enlouquecido pela perda do companheiro.
De seus amigos, não ficou um: dispararam pela floresta, deixando-o entregue à própria sorte.
O pobre índio foi estraçalhado pelos pássaros. A cabeça estava num lugar, um braço no outro, uma perna aqui, outra longe… O Curupira ficou com pena dele. Arranjou cera e acendeu um fogo para derretê-la. Depois recolheu os pedaços do Caçador e colou-os com a cera. O índio voltou à vida e levantou-se:
- Muito obrigado! Não sei como agradecer-lhe!
- Não tem o que agradecer, respondeu o Curupira, mas preste atenção. Esta foi a primeira e ú1tima vez que pude salvá-lo! Não beba, nem coma nada que esteja quente! Se o fizer, a cera se derreterá e você também!
Durante muito tempo, o índio levou uma vida normal. Ninguém sabia do acontecido. Um dia, porém, sua mulher lhe serviu uma comida quente e apetitosa, tão apetitosa que o índio nem se lembrou que a cera poderia derreter-se. Engoliu a comida e pronto! Não só a cera se derreteu, mas também o próprio índio. _____________________________________________
Texto extraído do livro Histórias e Lendas do Brasil (adaptado do texto original de Gonçalves Ribeiro). - São Paulo: APEL Editora
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raiza disse,
Agosto 19, 2008 às 9:17 pm
O texto retrata sobre a bondade do curupira
ele deu 2 chances ao pobre caçador
primeiro lhe deu um arco e flecha mágico para matar aves e animais para saciar sua fome e lhe disse que quando fosse matar algum animal
que ñ atirace nele se tivesse em um bando
passouse um bom tempo e ele se esqueceu atirou nele
e as aves que estavam ao seu redor
atirouse em cima do probe caçador
ele ficou com a cabeça no lugar do braço
e o braço no lugar da cabeça
o curupira
ajudou e lhe deu a segunda chance
ñ coma nd quente pois vc se derreta-rá
passou-se um bom tempo e ele novamente o indio(caçador)levou uma vida normal e esqueceu que ñ podia comer nd quente e sua esposa lhe serviu uma comida quente e apetitosa ele comeu e ñ só a sera como ele todo
moral:sempre em que um amigo lhe ajudar e lhe disser que vc ñ pode faser uma coisa ñ faça,pois vc se dará mt mau
olá sou raiza rafaela santos cunha,tenho 10 anos e sou da cidade de igrapiúna
xau
sitiocurupira disse,
Agosto 20, 2008 às 7:40 pm
Valeu Raiza, muito obrigado pelo seu comentário, um grande abraço de todos do Sitio Curupira: Simone, Gardel, Poruga, Kika e o Guri.
lidiane disse,
Agosto 21, 2008 às 11:01 am
eu acho uma coisa muito interesante pq tem saci´perere eu gostom + do saci perere e o curupira e a mula sem cabeço tudo isso e as lendo do folclore eu sou fã do folclore
beijokassssssssssssss
adoro todos voces q trabalham assim
eu mando isso com muito carinho para todos voces
xeer?? da sua amiga
bruna disse,
Agosto 24, 2008 às 11:32 am
muito legal mesmo!
Joyce disse,
Agosto 26, 2008 às 10:31 am
Mito legal mesmo. Um otimo trabalho pra quem quer fazer uma pesquisa, tudo mas,pena que e um Poukinho grande mas e muito legal. Pra mim mesmo e uma otma opção.
Bjokas pra quem fez
Ass: Moot Sayra - Tibia
jaciara disse,
Agosto 27, 2008 às 3:04 pm
gostei da historia
lidiane disse,
Agosto 27, 2008 às 5:02 pm
eu acho muito interesante essa lenda e´muito bonita gostei dela
claudiana disse,
Agosto 29, 2008 às 12:48 pm
adorei ter visitado o site de lendas !!!!!é muito interesante…
reginaldo disse,
Setembro 3, 2008 às 10:45 am
esta lenda é fantástica
leticia disse,
Setembro 6, 2008 às 9:17 pm
ei dizem que o curupira cuida dos animais e da floresta . então ele não devia de dar o arco e a flecha porq o indio iria matar os passaros e não protegelos…
estou meio confusa…
bjus…
sitiocurupira disse,
Setembro 8, 2008 às 12:03 pm
Olá Letícia, saudações do Curupira! Vamos ver se consigo me fazer entender, mas se não conseguir peça ajuda para o papai ou a mamãe ler o texto, que tenho certeza que eles irão compreender.
O Curupira é uma lenda ou mito criado pelos índios brasileiros, sua época de criação pode anteceder a o período pré-colombiano que eram aqueles que descendiam dos invasores asiáticos. Como toda lenda sempre haverá uma razão de existir. Na minha visão, o Curupira representa não um salvador ou protetor da floresta ou dos animais, visto como um santo ou divindade, mas sim aquele que faz com que o ser humano (índio ou homem branco) tire da floresta somente o necessário para a sobrevivência. Uma cobra mata uma ave para saciar a sua fome e vem fazendo assim a milhares de anos, e até o aparecimento do homem branco nunca se ouviu falar que as aves entraram em extinção por causa das cobras. Agora quando uma espécie (homem) mata por ganância, imediatismo, para vender a carne, a pele ou por simples prazer, ai sim causa um desequilíbrio e as espécies desaparecem. Mesmo nas tribos mais antigas sempre haviam pessoas que não compreendiam este respeito que todos tinham que ter pela floresta e seus animais. Pessoas que não adiantavam dizer que todo o animal, planta, rio e montanhas eram sagrados e tinham que ser respeitados, e só podíamos tirar da natureza aquilo que fosse indispensável para sua sobrevivência. Daí alguém teve a idéia que criar um mito, uma “história de mentira”, mas se fosse contada de geração para geração as pessoas acreditariam, e passariam a respeitar a natureza não somente bom censo e respeito, mas sim pelo medo daquilo que o Curupira poderia fazer. Mas você pode até pensar: como é triste ver uma raça “homo sapiens (homem sábio e moderno)” tendo que respeitar a vida ou a natureza pelo medo e não pela razão ou ética. Sim é muito triste, mas isso não é exclusividade dos povos primitivos. O homem moderno criou as leis e suas punições pela simples motivo de não conseguir respeitar a natureza e seus semelhantes por essa mesma ética e razão. Por exemplo, boa parte da população não estacionaria numa vaga destinada a deficientes físicos, pois sabem que pessoas com dificuldades especiais necessitam desta vaga. Mas um outro grupo de pessoas não pensam assim, elas terão que vivenciar o “medo” de pagar uma multa ou ter o carro guinchado para não estacionar. A maioria da humanidade não tem respeito nem pela própria vida. Tivemos que criar uma lei que obrigasse as pessoas a usar cintos de segurança nos carros, pois não adiantava mostrar as conseqüências através de estatísticas ou documentários. A única coisa que funcionou foi o medo da multa, de perder dinheiro, que para muitos é mais importante que estar vivo e com saúde. Mas não se preocupe com a humanidade, as pessoas estão mudando o seu comportamento, e você é prova viva de que a nova geração está mais consciente, mais preocupara com o meio ambiente e a todas formas de vida. No instante que recebo um e-mail de uma criança questionado o comportamento do Curupira, de que ele deveria proteger todos os animais sem precisar matar nenhum, vejo que está na hora de dar-mos mais um passo na nossa evolução. Minha amiguinha “ajudante de curupira”, nunca deixe de questionar as coisas, procure saber o porquê das coisas.
Desculpe a grande volta que fiz para lhe fazer entender e se usei argumentos muito fortes para sua compreensão. O que tem que ficar claro é que matar para comer faz parte da vida, sempre foi assim. Isso chama-se cadeia alimentar, é o que faz com que a vida flua em equilíbrio no planeta, pelo menos até agora. O que não pode é matar pela ganância ou para enriquecer, ai causamos o desequilíbrio e a extinção das espécies.
Espero ter ajudado, um grande abraço!
Gardel Silveira, um curupira do sítio.
Brenda disse,
Setembro 9, 2008 às 10:19 am
Gente vlw eu estava presisando mesmoo de um texto do curupira!
jacquilene disse,
Setembro 23, 2008 às 11:53 am
gostaria de saber porque o curupira tem os pes virados para tras
sitiocurupira disse,
Setembro 24, 2008 às 10:15 pm
Jacquilene, os pés do Curupira são virados para trás para poder despistar o caçador. Isto causa uma confusão muito grande, pois o caçador nunca sabia em que direção o Curupira estava indo. Sempre que alguém tentasse seguir suas pegadas acabava se perdendo na mata.