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Alternativas Ecológicas para Prevenção de “Pragas” e Doenças

Nematóide (Popular murchadeira)

Nome Popular: Nematóide

Nome Científico: Meloidogyne spPratylenchus spRadopholus similisAphelenchoides sp

Partes Afetadas: Folhas, flores, caule, raízes, tubérculos e bulbos

Sintomas: Tamanho reduzido de órgãos vegetais, necrose de folhas, raízes e flores, bulbos e tubérculos mal formados.

Os nematóides que parasitam plantas são encontrados nas raízes e no solo. Os danos causados pelos nematóides são principalmente: redução no desenvolvimento das plantas que ficam com todos os órgão com tamanho reduzido, necrose nas folhas e raízes, tubérculos e bulbos mal formados, coloração anormal em folhas e flores. Os nematóides parasitas de plantas mais comuns são: Meloidogyne spPratylenchus spRadopholus similis e Aphelenchoides sp

Os nematóides não têm grande mobilidade, movimentando-se alguns poucos metros durante seu ciclo de vida. As formas mais comuns de disseminação a longas distâncias são: erosão de solos pela água da chuva, comercialização de substrato ou vegetais contaminados, descarte de substratos contaminados.

O controle preventivo certamente é o mais eficaz e econômico contra esta praga. O uso de substrato livre de nematóides, bem como aquisição de plantas sadias, destruição de restos de plantas infectadas. Em áreas maiores como jardins, podem-se cultivar plantas antagônicas aos nematóides como Crotalárias, que tem potencial uso ornamental e/ou Cravo de Defunto Tagetes sp, que além de serem lindas ornamentais, liberam substâncias nematicidas nos substratos. Ainda, a falta de umidade interrompe o ciclo da praga, de forma que secar ao sol o substrato é uma eficaz medida de controle.

Inseticida de Cravo de Defunto (Tagetes sp)

Ingredientes: 100 gramas de ramos e folhas, 100 ml de acetona, 2 litros de álcool.

Modo de preparar: picar bem miudinho os ramos e folhas e juntar a acetona. Deixar repousar por 24 horas. Depois juntar essa porção a 2 litro de álcool.

Modo de usar: para cada litro desta solução usar 10 litros de água e pulverizar sobre o solo.

Outro modo: plantar o cravo de defunto em forma de bordadura ao redor da horta. Esta prática reduz em 90% a infestação de nematóides.

Para prevenir nematóides: faça sempre rotação de culturas, intercalando com a Crotalária ou Cravo de Defunto. Os nematóide são sensíveis a uma série de fungos e bactérias, então uma terra bem adubada de maneira orgânica com o uso de húmus de minhoca, composto orgânico e cobertura de palhada criam o ambiente perfeito para estes fungos e bactérias façam o controle dos nematóides. Uma terra onde é usado herbicidas como (Rondap ou mata-mato), e a adubação é feita de maneira química (NPK ou uréia), e é praticado a monocultura, os nematóides desenvolvem tranquilamente.

Fontes de pesquisa: O livro “Alternativas Ecológicas para Prevenção e Controle de Pragas e Doenças” de Inês Burg e Paulo Mayer. Fonte da foto e parte do texto http://www.jardineiro.net/br/pragas/nematoide.php

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Armadilha para mosca da fruta (Anastrepha fraterculus)

Algumas medidas preventivas podem ajudar a minimizar o ataque de insetos em seu pomar de frutas. O uso de armadilhas para atrair insetos como a mosca da fruta pode minimizar em muito a incidência. Nunca utilize as iscas/armadilhas quando houver flores na planta, pois irá atrair os insetos polinizadores como as abelhas. Abaixo uma ilustração adaptada do site www.todafruta.com.br

Sugiro que façam furos pequenos (quadrado, triangular ou circular), com no máximo 5 mm de diâmetro. Furos grandes facilita a fuga. Estes furos devem ficar logo acima da altura da calda/solução atrativa, assim o inseto ao entrar só terá dois caminhos: para cima onde não há saída, ou para baixo onde o líquido afogará o inseto. Mesmo que a mosca tente voltar para o furo/saída corre o risco de cair na solução, (quase sempre cai). Para fazer a calda pode-se utilizar o suco da fruta do próprio pé. Acrescente um pouco de açúcar mascavo ou melado para a calda ficar mais atrativa. Caso não haja fruta madura pode-se utilizar vinagre de vinho e melado numa proporção de meio a meio. Deixe a isca pendurada por um arame na altura das frutas e sempre virada para o sol.

Dicas importantes

Nunca pulverize veneno/agrotóxico, pois irá eliminar os insetos predadores de suas “pragas” como o louva-deus, aranhas e joaninhas.

Para quebrar o ciclo das “pragas/insetos indesejáveis”, nunca deixe os frutos ficarem no chão do pomar, pois as larvas completarão seu ciclo e botarão mais ovos em frutos não contaminados. Recolha estes frutos para alimentar galinhas, porcos, peixes do açude (tilápias e pacus adoram goiabas, araçás etc), ou faça um buraco e enterre estas frutas. Deixe pelo menos uns 20 cm de terra sobre as frutas.

Também pode-se usar estes frutos para enriquecer a composteira. O calor gerado no núcleo da compostagem (60 a 70 graus) elimina boa parta das larvas, evitando que completem seu ciclo.
Mesmo tomando todas estas medidas você não ira eliminar, por completo, todos estes insetos indesejáveis, mas terá muitas frutas sem larvas para o consumo humano.

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Como controlar lesmas e caracóis

São muito comuns em lugares mais úmidos e sombreados, tornando-se um grande problema nas hortas, principalmente em época de chuvas. Para controlá-las, sugerimos usar:

Sacos de aniagem úmidos: colocar sobre o solo sacos de aniagem umedecido nos locais de maior incidência de lesmas e caracóis, deixando durante um dia. Depois se retira o mesmo e as lesmas ficam agarradas embaixo, podemos então matá-las ou dá-las com alimento para as galinhas ou peixes. Isto funciona porque elas gostam de lugares úmidos e procurarão abrigo durante o dia embaixo dos sacos, ficando ali grudadas.

Iscas de cerveja: colocar num recipiente de pouca fundura, 1 copo de cerveja e 1 colher de sal, enterrá-lo de forma que a altura da borda fique ao nível da terra. Eles são atraídos com o cheiro da cerveja, caem dentro e morrem. É considerado de grande eficácia.

Infusão de losna (Artemísia): derramar 1 litro de água fervente sobre 30 gramas de folhas de losna. Tapar e deixar durante 10 minutos. Depois diluir em 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas e solo.

Cinza ou cal: espalhar à noite, nas bordas dos viveiros ou canteiros uma faixa de 15 centímetros de largura de cinza ou cal, que grudam no corpo, matando-os.

Repelente de lesma

Ingredientes: 10 a 15 lesmas ou caracóis 10 litros de água quente

Modo de preparar: catar as lesmas ou caracóis, sempre da mesma que se quer combater. Sobre ela derramar água quente. Deixar fermentar durante 2 a 3 dias dentro de um recipiente de vidro até estar com cheiro de podre.

Modo de usar: filtrar e diluir esta quantidade em 5 a 10 litros de água e regar sobre as plantas atacadas, de preferência à tardinha. Repetir esta aplicação 2 a 3 vezes em intervalos de 5 dias. Lave muito bem os alimentos que forem consumidos in natura e espere pelos menos uns 5 dias desde a última aplicação.

Fonte: Livro – Alternativas Ecológicas para Prevenção e Controle de Pragas e Doenças – Inês Burg e Paulo Mayer, Editora Grafit.

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O livro “Alternativas Ecológicas para Prevenção e Controle de Pragas e Doenças” está em sua 30ª edição, sendo considerado por seus usuários um dos mais completos materiais de registro de conhecimentos tradicionais sobre práticas alternativas de prevenção e controle de pragas e doenças em plantas e animais. O livro contém mais de 70 receitas de biofertilizantes- como o supermagro, também orientações para elaboração de caldas – calda bordalesa, calda sulfocálcica – , de extratos e inseticidas naturais feitos a base de plantas. Também apresenta métodos para prevenção e controle de parasitas externos e internos em animais (vermes, lombrigas, carrapatos, pulgas, piolhos, ratos, etc). Além disso traz dicas sobre elaboração de compostagem e vermicompostagem e uma composição para fabricação caseira de sal mineral. Para adquirir o livro acesse a página  http://agroecologiaealternativasecologicas.blogspot.com/

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BIOFERTILIZANTE  SUPERMAGRO

Supermagro é um adubo líquido, proveniente de uma mistura de micronutrientes fermentados em um meio orgânico. O resultado da fermentação é uma parte sólida e uma líquida. O sólido é utilizado como adubo no solo e o líquido é utilizado como adubo foliar.

Função: O biofertilizante é utilizado em adubação foliar como complemento à adubação do solo. Também atua como defensivo natural porque inibe o crescimento de fungos e bactérias causadores de doenças nas plantas, além de aumentar a resistência contra insetos e ácaros. Pode ser utilizado em culturas como maçã, uva, pêssego, tomate, batata e hortaliças em geral, bem como em grandes culturas como trigo, soja, feijão e cana-de-açúcar.

Material Necessário

  • 1 tambor de plástico com capacidade de 200 litros
  • 40 kg de esterco fresco de gado não tratado com remédio
  • Leite, água sem cloro, melado ou caldo de cana
  • Ingredientes minerais

Ingredientes Minerais

  • 2 kg de Sulfato de Zinco
  • 300 gramas de Enxofre ventilado (puro)
  • 1 kg Sulfato de Magnésio ou sal amargo
  • 500 gramas de Fosfato Bicálcico
  • 100 gramas de Molibdato de Sódio
  • 50 gramas de Sulfato de Cobalto
  • 300 gramas de Sulfato de Ferro
  • 300 gramas de Sulfato de Manganês
  • 300 gramas de Sulfato de Cobre
  • 2 kg de Cloreto ou Óxido de Cálcio ou 4 kg de calcário
  • 1 kg e meio de Bórax ou Ácido Bórico
  • 160 gramas de Cofermol (Cobalto, Ferro e Molibdênio)
  • 2 kg e 400 gramas de Fosfato Natural
  • 1 kg e 200 gramas de Cinza.

Obs.: Para pulverizar em pessegueiro ou em outras plantas no período da floração, formular um supermagro sem colocar Sulfato de Cobre.

Modo de Preparar: O adubo não deve ser feito em vasilha de ferro, lata ou madeira. Pode-se usar tambor de plástico limpo ou caixa de água de cimento amianto. Manter o mesmo coberto sem fechar completamente para saírem os gases. Não deixar entrar água da chuva ou sujeira. A água utilizada deve ser limpa (não deve ser usada água tratada) e o esterco deve ser de animais que não tenham recebido tratamento com remédios. Manter o tambor na sombra, pois o calor excessivo do sol, pode destruir parte dos nutrientes e as bactérias fermentadoras. Deve-se mexer o produto, pelo menos de dois em dois dias, desde o início (1° dia), até o final da fermentação.

Como fazer

1° DIA: num tambor de 200 litros misturar 40 kg de esterco fresco, 2 litros de leite e 1 litro de melaço em 60 litros de água. Misturar bem e deixar fermentar durante 3 dias. Depois de cada 3 dias acrescentar os itens conforme indica abaixo. Foto ao lado: Gardel despejando esterco de gado e Mônica (estagiária) preparando para colocar melado e soro de leite.

4° DIA: desmanchar, em um pouco de água morna, o Sulfato de Zinco, 200 gramas de Fosfato Natural e 100 gramas de cinza, depois de fazer uma pasta acrescentar 2 litros de leite e l de melaço e misturar com os produtos do tambor. Deixar fermentar mais 3 dias.

7° DIA: desmanchar, em um pouco de água morna, o Sulfato de Magnésio ou sal amargo mais 200 gramas de Fosfato Natural e 100 gramas de cinza. Acrescentar 2 litros de leite e 1 litro de melaço. Deixar fermentar mais 3 dias.

10°DIA: desmanchar, em um pouco de água morna, o Fosfato Bicálcico, 100 gramas de cinza e 200 gramas de Fosfato Natural. Acrescentar 2 litros de leite e 1 de melaço. Deixar fermentar mais 3 dias.

13° DIA: desmanchar, em água morna, o Enxofre, 200 gramas de Fosfato Natural e 100 gramas de cinza. Acrescentar 2 litros de leite e 1 de melaço. Deixar fermentar mais 3 dias.

16° DIA: desmanchar, em um pouco de água morna, o Cloreto ou Óxido de Cálcio ou calcário, mais 100 gramas de cinza e 200 gramas de Fosfato Natural. Acrescentar 2 litros de leite e 1 de melaço. Deixar fermentar mais 3 dias.

19° DIA: desmanchar, em um pouco de água morna, o Bórax ou Ácido Bórico, 200 gramas de Fosfato Natural e 100 gramas de cinza. Acrescentar 2 litros de leite e 1 litro de melaço. Deixar fermentar mais dias.

22° DIA: desmanchar, em um pouco de égua, o Molibdato de Sódio, 100 gramas de cinza e 200 gramas de Fosfato Natural. Acrescentar 1 litro de melaço e 2 litros de leite. Deixar fermentar mais 3 dias.

25° DIA: desmanchar, em um pouco de água, o Sulfato de Cobalto, 100 gramas de cinza e 200 gramas de Fosfato Natural. Acrescentar 1 litro de melaço e 2 litros de leite. Deixar fermentar mais 3 dias.

28° DIA: desmanchar, em um pouco de água, o Sulfato de Ferro, 100 gramas de cinza e 200 gramas de Fosfato Natural. Acrescentar 1 litro de melaço e 2 litros de leite. Deixar fermentar mais 3 dias.

31° DIA: desmanchar, em um pouco de água, o Sulfato de Manganês, 100 gramas de cinza e 200 gramas de Fosfato Natural. Acrescentar 1 litro de melaço e 2 litros de leite. Deixar fermentar mais 3 dias.

34° DIA: desmanchar, em um pouco de água, o Sulfato de Cobre, 100 gramas de cinza e 200 gramas de Fosfato Natural. Acrescentar 1 litro de melaço e 2 litros de leite. Deixar fermentar mais 3 dias. Foto ao lado: tambor plástico fechado e com um “sifão” para saída dos gases. Na saída do “sifão” fica uma garrafa pet com água para impedir a entrada de insetos.

37° DIA: desmanchar, em água morna, o Cofermol, 100 gramas de cinza e 200 gramas de Fosfato Natural. Acrescentar 2 litros de leite e 1 de melaço. Completar o restante do tambor com água, deixando descansar ou fermentar durante um mês. Quando constatar que finalizou a fermentação, o produto estará pronto para o uso. Filtrá-lo, usando tela fina de nylon. Para guardá-lo, pode-se usar garrafas plásticas e armazená-las à sombra. Sabe-se de agricultores que armazenaram o produto por 1 ano sem haver perda da validade.

  • O tempo necessário até o produto ficar pronto, depende da estação. No verão, com o calor, é mais rápido. No inverno demora mais. Quando pronto o produto deve ter um cheiro bom, do contrário não fermentou de maneira correta, possivelmente pela falta de melaço ou leite.
  • Quando o produto der sinal que não está fermentando (borbulhando) pode-se colocar um pouco de esterco fresco, para estimular a fermentação. O rendimento da receita está em torno de 90 litros de produto.

Modo de Usar

A dosagem recomendada sempre é em torno dos 2 a 6 %, dependendo da cultura e sua fase de desenvolvimento. Veja no quadro a seguir, alguns exemplos:

Importante

É preferível que se use concentrações menores de supermagro, em várias aplicações, que o efeito será mais satisfatório do que fazer poucas aplicações em doses maiores. Tomar o cuidado de não aplicar durante floração, pois o Cobre prejudica as flores. Controlar seu uso em melancia, melão ou pepino, pois estas plantas são muito sensíveis. Neste caso usar concentrações menores (2%), em maior número de aplicações, evitando o uso quando estas plantas são muito pequenas.

O biofertilizante (supermagro) pode ser modificado de acordo com a planta que vamos pulverizar, ou seja, de acordo com aquilo que ela mais necessita e conforme as condições do solo. Existem diversos tipos de formulações e diversas formas de fazer o adubo, mas sem dúvida todas elas funcionam.

Nunca se esquecer que, o uso de uma técnica isolada, como o biofertilizante enriquecido (supermagro), pode não trazer o resultado que esperamos. Para prática de uma agricultura orgânica ou ecológica necessitamos trabalhar com um conjunto de técnicas de cultivo e manejo, iniciando pelo solo, até reequilibrar o nosso sistema produtivo.

LEMBRE-SE: A quantidade de supermagro na água de pulverização pode ser aumentada até 6 %, quando a planta estiver grande e aparecer problema de praga ou doença, aonde terá efeito de fungicida ou repelente.

Existe outro modo de preparar o produto de forma mais prática. Da seguinte forma: colocar todos os ingredientes em pó sobre uma lona e misturá-los muito bem. Então, separar em 12 partes iguais, colocar em saquinhos e fechá-los. Estes saquinhos serão usados, misturando um a cada 3 dias, conforme roteiro acima. A diferença que no exemplo acima se coloca um produto a cada 3 dias e neste caso se coloca 1 mistura a cada 3 dias. O melaço e o leite devem ser colocados da mesma forma que o exemplo acima.

Fonte do texto: Alternativas Ecológicas para Prevenção e Controle de Pragas e Doenças, de Inês Claudete Burg e Paulo Henrique Mayer – Editora Grafit. Para pedidos e compras deste livro faça contato com os autores. Paulo Mayer e-mail: pauloenri12@gmail.com , ou com a Inês Burg   e-mail: inescburg@yahoo.com.br

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Técnica do “capote” artificial

Como colher frutos maduros sem ataque de insetos ou aves?

1º) Separe um grampeador e uma revista velha.

2º) Retire o excesso de folhas no entorno dos frutos.

3º) Envolva os frutos com a folha de revista na forma de um cone virado para baixo.

4º) Grampeie onde for necessário para fechar os frutos e formar um “capote” de proteção.

Esta técnica aprendi com a Physalis (juá-de-capote). Ao observar os frutos da Physalis sempre perfeitos e sem ataques de insetos ou pássaros  resolvi aplicar a mesma técnica nas ameixas de inverno, e como o resultado foi satisfatório apliquei nos pêssegos também. Os frutos amadurecem no próprio pé e seu sabor fica incomparável. A natureza é sabia e vive nos ensinado, é só abrir os olhos. Foto abaixo o “capote artificial” nos frutos do tomateiro de árvore.

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FORMIGAS CORTADEIRAS

CORTADEIRAFormigas cortadeiras são insetos encontrados exclusivamente nas regiões tropicais e subtropicais das Américas. Estas formigas desenvolveram um avançado sistema agrícola baseado num mutualismo: elas se alimentam de um fungo específico que cresce nas câmaras subterrâneas de seus ninhos. As formigas cultivam seu fungo, fornecendo vegetais frescos e controlando organismos indesejados, como outros tipos de fungos. Quando as formigas trazem acidentalmente folhas tóxicas colônia, este secreta uma substância química que serve de aviso para quê as formigas não coletem mais este vegetal ou similares (iscas). Fonte da foto e texto: http://www.ahmaxi.com.br/ah/formigas.php

As formigas cortadeiras têm causado sérios danos às culturas. Forçando-nos à busca de controle alternativas, aos produtos químicos utilizados.

Dificuldades no controle e importância dos danos.

  • Quase todas as plantas cultivadas podem ser atacadas, além de árvores, invasoras e pastagens.O que significa que as mesmas não dependem exclusivamente de algumas plantas.
  • Grande número de formigueiros podem surgir numa área e se expandir para outro quando o controle não é feito de forma mais abrangente.
  • Grande número de formigas por formigueiro.
  • O combate pode ter custo elevado se não for acompanhado de práticas preventivas (manejo correto do solo) e regionalizado.
  • Pela dificuldade de envolver comunidades como um todo. Resistência de algumas pessoas cujas propriedades se tornam foco de reinfestação.
  • Danos econômicos significativos:
  • 1 formigueiro adulto pode recolher até 1.000kg de folha e talos por ano;
  • 1 formigueiro de 1m² pode matar 37 árvores, o que representa 8m³ de madeira/alqueire/ano;
  • 10 formigueiros considerados velhos consomem até 21 kg de capim/dia que equivale a um boi e provoca uma redução de 50% da capacidade de pasto;
  • Nas culturas já ocorre redução de produção a partir de 10% de perda da área foliar.

Sobre predadores:

TAMANDUA1 gavião consegue ingerir + – 37/kg insetos/ano
Aves em geral atacam rainhas novas no ar ou na terra quando estão cavando ninho.
1 tamanduá mantém livre de formigas, uma área de 5 a 10 hectare
As práticas de controle devem ser utilizadas em conjunto com a vizinhança, do contrário não trazem bons resultados.

PREVENÇÃO DE DANOS:

a) Tratamento de sementes: usar sabonete diluído em água para tratar semente de hortaliça.

b) Barreiras físicas: proteger árvores e mudas, usar cones invertidos de lata, plástico, folha metálica. O princípio de funcionamento é impedir que formigas cheguem às folhas. Pneus e caneletas de água também funcionam mas são criatórios de mosquitos.

c) Plantas repelentes ou tóxicas: hortelã, batata-doce, salsa, cenoura, mamona e gergelim funcionam como repelentes ou intoxicantes. Deve-se plantá-las em volta de áreas de cultivo.Elas funcionam bem quando a infestação é baixa.

d) Produtos repelentes: casca de ovo moída, carvão vegetal moído e farinha de osso. Colocar numa faixa contínua em volta do local a ser protegido para afastar as cortadeiras.

e) Plantas atraentes ou pasto alternativo: leucena, mandioca, cana-de-açúcar e o gergelim preto. Devemos manter estas plantas na área. Elas são mais atrativas do que as culturas. O gergelim, além de ótima isca também faz o controle. A semente do gergelim é tóxica e destrói o fungo que serve de alimentação às formigas.

PERTURBAÇÃO DE COLÔNIAS:

Os métodos aqui citados, funcionam mais no sentido de desorganizar as colônias, tornando-as inativas por meses.Quando repetimos as técnicas ou as aliamos a outras, podemos até matá-las ou obrigá-las a migrar para outro local.

a) Compactação: técnicas simples e segura quando os formigueiros são novos ou superficiais. Consiste em provocar o desabamento das panelas e danificar as formigas e seu ninho, mantendo-as sempre ocupadas fazendo seu ninho.A atividade de corte pode até parar por dois meses. Este trabalho pode ser feito com soquete manual de construção.

b) Químicos caseiros: várias substâncias químicas caseiras ou de fácil obtenção perturbam um formigueiro, como o sal, cinza, vinagre, cal e calcário. O sal e o vinagre não podem ser usados em terra de plantio, mas sim em calçadas, muros, estradas, pois inibirá o crescimento das plantas.

LIMITAÇÃO DA PRODUÇÃO

Pelo fato de não ser possível nem desejável a exterminação das formigas e sim manter baixa a infestação, torna-se necessário diminuir as revoadas com:

a) Controle antes das revoadas: utilizando as técnicas já citadas.

b) Criação e/ou preservação de inimigos naturais: na revoada, galinhas comuns ou da angola, pássaros, tatus, tamanduás podem evitar até 90% da reinfestação.

DIMINUIÇÃO DE INFESTAÇÃO

a) Aumento da biodiversidade: ou seja, do conjunto de espécies animais e vegetais em uma área (flores, fruto, culturas intercaladas ou em faixas, reflorestamento, marimbondos, aranhas, formigas não cortadeiras, pássaros, tatus, tamanduás, angolistas). Uma situação onde o ambiente é variado, nenhuma espécie se torna praga pois uma controla a outra mantendo um nível de infestação baixos.

b) Manejo do solo: as formigas para se instalar preferem áreas limpas, sem vegetação rasteira, o que facilita a construção e aquecimento das panelas. Ou seja, o solo sem cobertura e pouca matéria orgânica é o ideal para elas. Devemos sempre trabalhar com um solo cheio de vida e rico em matéria orgânica. A resistência das plantas às pragas (inclusive a formigas), melhora com o manejo orgânico do solo, devido ao equilíbrio que permite existir entre os seres que habitam o solo, a presença de nutrientes variados. O sistema de plantio direto ou mesmo de cultivo mínimo, com cobertura de solo, estão comprovadamente, diminuindo a quantidade de formigueiros.

c) Consorciação de plantas: as culturas mais atacadas devem ser plantadas consorciadas com culturas repelentes ou que afastam as cortadeiras. Esta é uma técnicas que evita prejuízos maiores em áreas muito infestadas.

d) Planejamento da produção: planejar a rotação de culturas, espécies mais resistentes ao ataque, plantar culturas em suas épocas recomendadas e na densidade certa, sempre incluindo espécies de adubação verde e respeitar a sucessão de gramíneas e leguminosas.

CONTROLE DAS COLÔNIAS

Após trabalhar com métodos que previnem a infestação a um nível mais elevado, ou seja, o aumento do número de formigueiros, muitas vezes há a necessidade de se partir para o Controle das Colônias. Com os seguintes métodos.

a) Métodos físicos: é uma ação direta sobre o formigueiro. Abrir o formigueiro (buraco), retirar o fungo e as crias (ovos), matar a rainha, ir matando as operárias, tentando prejudicar o máximo possível. O local, por conter nutrientes como Fósforo, Potássio, Cálcio e Magnésio pode servir depois para plantar uma muda.

• Fogo: controla bem formigueiros pequenos, mas sempre tomando cuidado para não provocar incêndios.

• Água quente: funciona para formigueiros pequenos.

• Água corrente: é muito usada para controlar formigueiros grandes.Há necessidade de fazer um canal desviando água para o formigueiro quando possuímos água corrente próxima ou usar uma mangueira, deixando entrar água até encharcar. O formigueiro morrerá afogado ou doente.

• Fumaça de escapamento (gás carbônico): dirigir o escapamento de motores a óleo para as bocas principais (olheiros de entrada), através de mangueiras por alguns minutos. Isto pode provocar morte por asfixia ou intoxicação. Deve-se procurar tapar os olheiros por onde começa a sair s fumaça e parar de colocá-la quando ela retornar pelo buraco por onde a colocamos. A fumaça é tóxica ao homem.

• Caça à rainha: se consegue controle de 100% quando se mata formigueiros com 4 meses após a revoada.

b) Métodos químicos caseiros: usar água com sal, vinagre, creolina, óleo queimado, querosene e gasolina. Podem controlar formigueiros médios. Porém não usar em áreas de plantio, pois podem poluir o solo. Estes produtos devem ser usados com cuidado, pois também causam poluição e intoxicam as pessoas se não forem bem utilizados.

As seguintes receitas são mais eficientes:

• Pegar 2 kg de cal virgem, desmanchar em 10 litros de água quente e aplicar diretamente sobre os olheiros principais das formigas.

• Misturar 500 g de Bórax (ácido bórico) a 500 g de açúcar, misturar bem e jogar sobre os carreiros e olheiros.

c) Métodos Biológicos: quando através do uso de microorganismos se controla a produção dos fungos com os quais as formigas se alimentam. A seguir um exemplo:

Formicida Natural

Ingredientes: 50 litros de água – 10 kg de esterco fresco – 1 kg de melado ou açúcar mascavo

Modo de preparar: misturar bem todos os produtos, depois deixar fermentar durante uma semana.

Modo de usar: coar com um pano e aplicar dentro do formigueiro na proporção 1:10, ou seja, 1 litro de produto para cada 10 litros de água, até inundar o formigueiro.

Obs: a respeito do controle biológico ver também a utilização de Boveril e Metarril. Existem também já disponíveis fatores homeopáticos para controle de formigas.

d) restos de formigueiros: quando abrimos um formigueiro podemos retirar o fungo e crias que podem ser moídos com milho, depois utilizados como isca prejudicial para outros formigueiros.

e) plantas tóxicas: algumas plantas têm substâncias tóxicas para as formigas ou seu fungo

• Mandioca brava: a água de mandioca e a raspa podem ser aplicados diretamente nos formigueiros, controlando-os em poucos dias.Tampar e socar as colônias após a aplicação.

• Gergelim preto: é muito procuradas pelas cortadeiras, principalmente suas sementes que as formigas carregam. Funciona porque é tóxico para o fungo, mas não de modo imediato, assim como a maioria dos controles alternativos. O mais usado é o gergelim preto que é plantado em moitas ao redor das áreas ou dentro de áreas atacadas ou que devem ser protegidas. Este método deve ser usado como complemento dos outros. Semeadura deve ser feita no verão.

• Angico: usar 1 kg de folhas e colocar de molho em 10 litros de água por 8 dias. Aplicar 1 litro desta solução para cada m² de área do formigueiro.

• Outras plantas como: capim fedegoso, pessegueiro bravo, mamona, timbó, batata-doce, podem ser utilizadas com inseticida amassando-se as mesmas e fazendo um suco que, misturado à água é aplicado. Mas ainda está sendo testado para ver qual é a melhor idade da planta a ser usada, quais as formigas controlam, enfim, precisam ser usados em pequenas áreas para ver se funcionam.

f) animais: tamanduás, tatus, galinhas da angola e comuns, passarinhos, consomem muitas formigas.

Fonte do texto: Livro, Alternativas Ecológicas para Prevenção e Controle de Pragas e Doenças de Inês Claudete Burg e Paulo Henrique Mayer, Editora Grafic

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ALELOPATIA

cravoO termo alelopatia foi criado em 1937 pelo pesquisador austríaco Hans Molisch com a união das palavras gregas allélon (mútuo) e pathos (prejuízo). Este fenômeno já era relatado desde a antiguidade e tem se tornado objeto de estudos de diversos pesquisadores ao longo dos séculos.

Atualmente, alelopatia é definida como: “processo que envolve metabólitos secundários produzidos por plantas, algas, bactérias e fungos que influenciam o crescimento e desenvolvimento de sistemas biológicos. Segundo Molisch, alelopatia é “a capacidade de as plantas, superiores ou inferiores, produzirem substâncias químicas que, liberadas no ambiente de outras, influenciam de forma favorável ou desfavorável o seu desenvolvimento”

As plantas produzem e estocam grande número de produtos do metabolismo secundário, os quais são posteriormente liberados para o ambiente. Tais compostos poderão afetar o crescimento, prejudicar o desenvolvimento normal e até mesmo inibir a germinação de outras espécies.

Substâncias alelopáticas podem ser liberadas das plantas através da lixiviação dos tecidos, em que as toxinas solúveis em água são lixiviadas da parte aérea e das raízes; volatilização de compostos aromáticos das folhas, flores, caules e raízes sendo absorvidos por outras plantas; exudação pelas raízes, onde um grande número de compostos alelopáticos é liberado na rizosfera circundante, influindo direta ou indiretamente nas interações planta/planta.

Estudos têm sido realizados com o intuito de se conhecer melhor as espécies de plantas com atividades alelopáticas e as substâncias com efeitos inibitórios, suas fontes e seu comportamento no ambiente com o objetivo de discutir uma possível aplicação destes compostos como bioerbicidas.

No Brasil, em um dos primeiros estudos realizados, Almeida (1993) identificou potencialidades alelopáticas nas gramíneas forrageiras Brachiaria decumbens, Brachiaria humidicola e Brachiaria brizantha cv. Marandu em níveis que possibilitaram reduções expressivas na germinação de diferentes plantas. A Alelopatia é um conceito utilizado também para a aplicação de plantas companheiras, na agricultura alternativa. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alelopatia

Plantas Companheiras

São plantas pertencentes a espécies ou famílias, que se ajudam e complementam mutuamente, não apenas na ocupação do espaço e utilização de água, luz e nutrientes, mas também por meio de interações bioquímicas chamadas de Efeitos Alelopáticos. Estes podem ser tanto de natureza estimuladora quanto inibidora, não somente entre plantas, mas também em relação a insetos e outros animais.

Seguem alguns exemplos :

As plantas da família das solanáceas ( tomate, batata, pimentão, entre outras) e as da família das compostas (Cichoriaceae), como alfaces e chicórias combinam bem entre si. Estas famílias, por sua vez, também combinam com umbelíferas (Apiaceae) como cenoura, salsa, aipo, erva-doce, batata-salsa e com Liliáceas como o alho e a cebola.

As cuburbitáceas (abóbora, pepino, melão, melancia, chuchu) associam-se bem com as solanáceas, com plantas leguminosas(feijão, ervilha) e gramíneas(milho, trigo), conforme seu hábito de crescimento e forma de cultivo; alternado-se fileiras -duplas tutoradas, por exemplo, de tomate, feijão-vagem e pepino, ou na tradicional associação de milho, feijão e abóbora.

A regra geral para uma boa associação ou rotação de culturas é a de escolher sempre uma sequência de plantas de famílias diferentes.

Plantas Antagônicas

Algumas espécies possuem substâncias que afastam ou inibem a ação de insetos, como ocorre, por exemplo, com o piretro, presente no cravo-de-defunto e nos crisântemos. Como qualquer estratégia de manejo agroecológico, o uso de tais plantas não deve ser feito isoladamente e, sim, dentro de uma visão abrangente de promoção do equilibro ecológico em toda a propriedade agrícola. Quanto mais equilibrados estiverem o solo, as plantas e os animais, menor será a necessidade de se apelar para tais estratégias, aproximando a produção orgânica da situação ideal que é a de pouco intervir porque agroecossistema já se tornou capaz de se auto-regular.

a) Cravo-de-defunto (Tagetes minuta) e ou Cravorana (Tagetes sp) silvestre. As plantas inteiras, principalmente no florescimento, são boas repelentes de insetos e nematóides (no solo). Usadas em bordadura das culturas ou em pulverizações na forma de extratos alcoólicos, atuam tanto por ação direta contra as pragas, quanto por “disfarce” das culturas pelo seu forte odor. Fórmula Geral: 200 gramas de planta verde, mascerados por 12 (doze) horas em álcool (aproximadamento 1 litro) e diluídos em 18 a 19 litros de água (20 litros para pulverização)

b) Cinamomo (Melia azedorach L., família Meliaceae). O chá das folhas e o extraído acetônico-alcoólico dos frutos (ambos na dosagem média de 200 gramas para um volume final de 20 litros para pulverização) são inseticidas. Os frutos devem ser moídos e seu pó pode ser usado na conservação de grãos armazenados. Observação: É uma árvore ornamental comum no sul do Brasil, de origem asiática.

c) Saboneteira ( Sapindus saponaria L.) Árvore nativa da América Tropical, usada como ornamental , possui nos frutos um efeito inseticida. Para se ter uma idéia de seu poder de ação, vale mencionar que seis frutos bastam para preservar 60 quilos de grãos armazenados. Os estratos podem ser feitos dos frutos amassados diretamente em água (uso imediato) ou conservados por extração acetônica e/ou alcoólica. Em ambos os casos, 200 gramas são suficientes para o volume de 20 litros de um pulverizador costal.

d) Quássia ou Pau-amargo (Quassia amara, família Simarubaceae). Arbusto alto, nativo da América Central, com ação inseticida especialmente contra moscas e mosquitos, pelo alto teor de substâncias amargas na casca e madeira. Estas partes podem ser usadas em pó ou extrato acetônico-alcoólico, assim como os ramos e folhas, variando apenas a concentração: 200 gramas de cascas ou madeira moída.

e) Mucuna-preta (Mucuna sp ou Stizolobium oterrium). Plantada associada ao milho, evita mais de 90% da instalação dos gorgulhos nas espigas.

Atrativos ou “Plantas-Armadilhas”

Muitas plantas possuem substâncias atrativas específicas para alguns insetos, que podem ser utilizadas como plantas-armadilha para várias pragas. A simples concentração dessas pragas já as torna mais vulneráveis a parasitas e predadores, assim como mais sujeitas a doenças, permitindo também a utilização de métodos agroecológicos de manejo de pragas e doenças.

Seguem alguns exemplos de plantas atrativas de comprovada utilidade na horticultura:

Porongo ou Cabaça (Lagenaria vulgaris). Plantado em bordadura (em forma de cercas-vivas) ou com seus frutos cortados e espalhados na lavoura é o melhor atrativo para o besourinho ou vaquinha verde-amarela (Diabrotica speciosa).

Tajujá (Cayaponia tayuya). Planta da família das cucurbitáceas, atrativa para as vaquinhas. Sua limitação consiste no fato de que as raízes que são a parte mais útil da planta, são de cultivo mais difícil que o do Porongo.

Fonte: http://www.planetaorganico.com.br/alelopatia.htm

 

39 respostas para Alternativas Ecológicas para Prevenção de “Pragas” e Doenças

  1. Oscar Lopes de Faria Junior

    junho 4, 2010 at 1:02 pm

    Procuro algum vegetal ou produto que atraia mosquitos como pernilongo e aedys para que se aproximem de uma armadilha
    Obrigado
    Oscar

     
  2. marcia corina mendes lins

    junho 19, 2010 at 7:14 pm

    gostei de conhecer,aprender e pretendo praticar

     
  3. roselia brandao

    agosto 3, 2010 at 12:24 pm

    tenho uma plantacao copo de leite e esta aparecendo um tipo de lesma ou lagarta e esta fazendo burraco nas flores voce pode me ajudar

     
    • sitiocurupira

      agosto 4, 2010 at 8:40 pm

      As alternativas que conheço estão sugeridas nesta mesma página.

       
  4. thiago henrique carabia

    novembro 9, 2010 at 9:29 pm

    oi
    qual e o preço de produçao deste produto
    e o preço deste podutosai mais barata que o quimico qual estes valores
    e o produto para ser vendido tem preço agregado

    obrigado

     
    • sitiocurupira

      novembro 10, 2010 at 10:11 am

      Olá Thiago.
      Se você se refere ao supermagro creio que ele é mais barato que os biofertilizantes químicos. Nunca fiz esta comparação de preço, pois quem trabalha com produção orgânica jamais poderia utilizar agrotóxicos e outros biofertilizantes químicos. Gostaria de deixar claro que o uso de uma técnica isolada, como o biofertilizante enriquecido (supermagro), pode não trazer o resultado esperado. Para prática de uma agricultura orgânica ou ecológica necessitamos trabalhar com um conjunto de técnicas de cultivo e manejo, iniciando pelo solo, até reequilibrar o nosso sistema produtivo.

       
  5. eliete dos santos

    fevereiro 6, 2011 at 11:32 am

    ola, gostaria de saber , como acabar com aquelas doenças nao sei ao certo oq e, tenho varios pes de frutas pinha e goiabas, so que elas sempre que da fruto elas estao cheios de bicho como acabar com isso ;me ajudem por favor, obrigada,

     
    • sitiocurupira

      fevereiro 7, 2011 at 10:06 am

      Olá Eliete.
      Algumas medidas preventivas podem ajudar a minimizar o ataque de insetos em seu pomar de goiabas e outras frutas. Coloque armadilhas para atrair insetos (mosca da fruta, percevejos…). Nunca utilize as iscas/armadilhas quando houver flores na planta, pois irá atrair os insetos polinizadores (abelhas, moscas…). Logo estarei publicando um passo a passa para construção de iscas/armadilha para atrair insetos indesejáveis em hortas e pomares.
      Nunca utilize veneno (agrotóxico), pois ira eliminar os insetos predadores de suas “pragas” (louva-deus, aranhas, joaninhas…) e ainda irá contaminar o fruto e outros animais.
      Quebre o ciclo das “pragas”. Nunca deixe os frutos ficarem no chão do pomar, pois as larvas completarão seu ciclo e botarão mais ovos em frutos não contaminados. Recolha estes frutos para alimentar galinhas, porcos, peixes do açude (tilápias e pacus adoram goiabas), ou faça um buraco e enterre estas frutas. Deixe pelo menos uns 20 cm de terra sobre as frutas. Pode-se usar estes frutos para enriquecer a composteira, pois o calor gerado na compostagem elimina as larvas e outros insetos.
      Mesmo tomando todas estas medidas você não ira eliminar, por completo, todos estes insetos indesejáveis, mas terá muitas frutas sem larvas para o consumo humano.

       
  6. alexandre

    abril 14, 2011 at 2:31 pm

    valeu pelas dicas…

     
  7. yara batista fioretti

    maio 11, 2011 at 11:29 am

    oi, adorei os seus ensinamentos, moro numa chácara, tenho um pomar pequeno com lima, lima da pérsia, laranja pera e kinkam, além de figo, kiwi e limão rosa. As frutas citricas estão sempre em flor, produzindo, não deixo nochão as que caem, mas mesmo assim tenho muitas abelhas e moscas.
    Relativamente perto, tenho um canil com 200m2 de alambrado, com 15 cães. Esse canil é lavado todos os dias e as fezes recolhidas duas vezes ao dia, mas os insetos, mosquitos, mosquitinhos e pricipalmente abelhas são muitos. O que eu posso usar para combate-los? o que usar ao limpar o local das fezes ? eu não sabia que abelhas se alimentam tb de fezes.
    obrigada
    yara

     
    • Sítio Curupira

      maio 14, 2011 at 1:05 pm

      Olá Yara.
      As fezes, a urina ou simplesmente a presença dos cães são atrativos para uma infinidade de insetos que se alimentam de fezes (moscas, mosquinhas e algumas espécies de abelhas) e sangue (mosquitos, carrapatos e algumas moscas hematófagas. Mesmo que recolha as fezes duas vezes ao dia terá o momento que as fezes ficarão expostas aos insetos. Além disso, o cheiro gerado pela concentração de 15 cães já é o bastante para atrair uma infinidade de “pragas”. O procedimento mais lógico nesta situação é diminuir a fonte de alimento/atração destes insetos, mas para isso teria que reduzir o número de cães. No entanto acho que isso deve estar fora de questão. O que posso sugerir é aplicar algumas medidas preventivas e com o mínimo de impacto ambiental. Borrifar o canil com óleo de citronela diluído em água todos os dias. Óleo de Neen também é muito eficiente. Enterrar sempre as fezes dos cachorros ou fazer compostagem com as mesmas ajuda a eliminar as larvas e outros patógenos encontrados nas fezes. Construir armadilhas com garrafa pet, como sugerido nesta mesma página, também ajuda a diminuir a incidência.
      Espero ter ajudado.

       
  8. Maria da Conceição Ribeiro Macedo Santa Rosa

    agosto 9, 2011 at 4:42 pm

    Tenho uma chácara com várias fruteiras, tais como: pinha, cajá, cajú, manga, groselha, sapoti, jaca, limão, graviola, tangerina, coco, amora, acerola, pitanga e pitanga, a maioria frutifica todo ano, outros não. Porém, ultimamente apresentou uma parasita no caule, um tipo de samambaia(giricó) primeiro na groselha e agora nas pinhas.
    Podei a groselha recentemente. O que devo fazer, estou precisando de ajuda, sou do tipo orgânica, ecologica, tudo no natural.

     
    • Sítio Curupira

      agosto 9, 2011 at 7:58 pm

      Olá Maria.
      Apenas com esta descrição fica muito difícil saber que tipo de “parasita” está no caule das groselhas e pinhas. Tente me enviar uma foto, se possível macro e com foco no “parasita”, para termos um ponto de partida. Como já citei anteriormente, não sou especialista no assunto, apenas um pesquisador autodidata de soluções ecológicas.
      Att. Gardel Silveira
      poruga@terra.com.br

       
  9. Maria da Conceição Ribeiro Macedo Santa Rosa

    agosto 9, 2011 at 4:43 pm

    estou me valendo deste espaço porque considerei muito útil e tem o meu jeito de ver e fazer

     
  10. olindo

    agosto 26, 2011 at 11:00 pm

    boa noiti eu tenhum muitas duvidas como cotrola duesas digamas oseja cual o venenu eu vevu usa eu limuitas dicas di vcs no saite seus mas nao vi falando aesi respeito di duensas di gramas este e meu saite http://www.cprosperomanutencao.com.br obrigado

     
    • Sítio Curupira

      agosto 27, 2011 at 3:33 pm

      Nosso objetivo não é oferecer receitas nem ficar citando detalhes de sua manipulação, no entanto oferecemos várias delas nesta página é só ler com atenção. Se quiseres mais informações e outras receitas sobre técnicas de agroecologia sugiro a compra do livro “Alternativas Ecológicas para Prevenção e Controle de Pragas e Doenças” direto com a autora na página http://agroecologiaealternativasecologicas.blogspot.com/

       
  11. berenice camargo

    setembro 21, 2011 at 1:09 pm

    O

    Olá, gostei muito das informações e gostaria muito de saber se há algo
    comprovadamente eficaz que mate os bichinhos que se alojam dentro das cabaças, espécie de cupim, caroncho em forma de bolinha, marron,
    chamado por coró. Eles fazem furo nos porongos já secos e é muito difícil acabar com eles.
    Obrigadíssima.

     
    • Sítio Curupira

      setembro 23, 2011 at 8:09 pm

      Olá Berenice.
      Não tenho informações para sua questão. No entanto deixarei sua dúvida na página para alguém poder responder.

       
  12. weliton saiter

    outubro 25, 2011 at 5:54 pm

    boa tarde, estou procurando informações sobe CALDA BIOLÓGICA, como preparar, modo de usar etc.
    obrigado!!

     
    • Sítio Curupira

      outubro 26, 2011 at 2:50 pm

      O livro “Alternativas Ecológicas para Prevenção e Controle de Pragas e Doenças” está em sua 30ª edição, sendo considerado por seus usuários um dos mais completos materiais de registro de conhecimentos tradicionais sobre práticas alternativas de prevenção e controle de pragas e doenças em plantas e animais. O livro contém mais de 70 receitas de biofertilizantes – como o supermagro, também orientações para elaboração de caldas – calda bordalesa, calda sulfocálcica – , de extratos e inseticidas naturais feitos a base de plantas. Também apresenta métodos para prevenção e controle de parasitas externos e internos em animais (vermes, lombrigas, carrapatos, pulgas, piolhos, ratos, etc). Além disso traz dicas sobre elaboração de compostagem e vermicompostagem e uma composição para fabricação caseira de sal mineral. Para adquirir o livro acesse a página http://agroecologiaealternativasecologicas.blogspot.com/

       
  13. ALEX ALTOE

    dezembro 13, 2011 at 2:32 pm

    VC TEM ALGUMA DIGA PARA ESPENTAR MARINBONDOS E ABELHAS DO SITIO? POIS AS CRIANÇAS SEMPRE SÃO ATACADAS POR ELES.

     
    • Sítio Curupira

      dezembro 15, 2011 at 11:46 am

      Vespas, marimbondos e abelhas são um problema nesta época do ano, pois os enxames estão fortes e estes insetos são muito territorialistas e se tornam agressivos para defender seu espaço. Para marimbondos e vespas sugiro a queima do ninho. Use um bambu longo com uma tocha na ponta. Não esqueça de fechar as janelas da casa, se o ninho estiver próximo, e não deixe crianças ou animais nas proximidades. Para remover ninhos e enxames de abelhas sugiro que chame um apicultor, pois este é a pessoa mais apropriada para esta remoção. Caso não conheça nenhum apicultor chame os bombeiros, pois eles mantém contato com apicultores de sua região.

       
  14. Georgina Magalhães

    dezembro 27, 2011 at 12:02 pm

    Ola! meu muro parece um pomar mais estou com dois problemas nele :um sao as formigas que estao se espalhando por todos eles e acabando com tudo,outro é a Mangueira e o Abacateiro que quando os frutos estao começando a crescer caem.O que causa isso? Principalmente no Abacateiro,nao consegui aproveitar um abacate ainda,pois caem antes mesmo de crescerem! Agradeço se puder me ajudar!

     
    • Sítio Curupira

      dezembro 27, 2011 at 4:03 pm

      Olá Georgina.
      Informações sobre controle e eliminação de formigas cortadeiras estão nesta mesma página.
      As razões para os seus frutos caírem em pleno crescimento podem ser várias. Sugiro que consulte um técnico agrícola de sua região, pois ele estará mais apto a diagnosticar o problema.

       
  15. Augusto

    janeiro 26, 2012 at 11:42 pm

    Deus os abençõem e permita a vcs o que merecem ……sucesso, paz e um 2012 cheio de realizações………….

     
  16. Evair Vicenssotti

    fevereiro 5, 2012 at 7:19 pm

    Sou trabalhador rural desde que nasci e tenho 42anos, hoje tenho 1sitio e nele tem o POMAR como de costume, e nas minha laranjas e limao ha uma especie de inseto branquinho que nunca vi subindo nos mesmo, queria saber o nome eo modo de controlar, pois os mesmo causa danos irreversivel, por favor me ajudem…

     
    • Sítio Curupira

      fevereiro 14, 2012 at 11:08 am

      Olá Evair.
      Boa parte das infestações que ocorrem em plantas são consequência de alguma deficiência na nutrição (fonte de alimento). Neste caso sugiro uma adubação a base de húmus e uma pulverização regular com o supermagro (contém todos os macro e micro-nutrientes que uma planta precisa para ser saudável) – veja receita nesta mesma página. Neste meio tempo, até produzir este biofertilizante natural, sugiro a aplicação de óleo de Neen, ou um inseticida biológico muito usado na agricultura orgânica, que é o Baccilus thuringiensis. Todos os dois encontrados em agropecuárias.

       
  17. Francisco das Chagas Veloso Frederico

    fevereiro 6, 2012 at 12:12 am

    Muito oportuno as informações postadas. Aprendi muito e quero aprender mais.

     
  18. Francisco das Chagas Veloso Frederico

    fevereiro 6, 2012 at 12:14 am

    Preciso saber como combater brocas da melancia com defensivos naturais.

    Desde já agradeço,

     
    • Sítio Curupira

      fevereiro 14, 2012 at 10:57 am

      Boa parte das infestações que ocorrem em hortaliças são consequência de alguma deficiência na nutrição das plantas. Neste caso sugiro uma adubação a base de húmus e uma pulverização regular com o supermagro (contém todos os macro e micro-nutrientes que uma planta precisa para ser saudável) – veja receita nesta mesma página. Neste meio tempo, até produzir este biofertilizante natural, sugiro a aplicação de óleo de Neen, ou um inseticida biológico muito usado na agricultura orgânica, que é o Baccilus thuringiensis. Todos os dois encontrados em agropecuárias.

       
  19. marcelo

    fevereiro 8, 2012 at 3:44 pm

    queria saber sobre tratamento de semente de abobora para pantio produto para afastar ratos formigas etc

     
    • Sítio Curupira

      fevereiro 14, 2012 at 10:44 am

      Olá Marcelo. O segredo é não fazer o plantio direto, pois assim muitas sementes são consumidas por pássaros, ratos e formigas. Sugiro que faça mudinhas em saquinhos plásticos ou copinhos plásticos descartáveis, assim fica mais fácil protegê-los destes predadores de sementes. E nesta fase de brotação sugiro a aplicação de óleo de Neen, (2%) diluído na água, sobre as mudinhas. Galos de arruda espantam os ratos.

       
  20. ana karina

    fevereiro 22, 2012 at 10:00 am

    gostaria de saber tenho uma egua que ja dei remedio de verme,alimento ela com purina e o cabelo dela é crespo e chega ate morfar ,mesmo cortando cresce a mesma coisa e ela é muito magra o que é que eu faço

     
    • Sítio Curupira

      fevereiro 22, 2012 at 11:03 am

      Sugiro que procure um veterinário, pois não conheço nada sobre comportamento equino.

       
  21. Soraia moura

    março 7, 2012 at 9:01 pm

    Oi. Tenho uma pequena plantacao de graviolas no sitio. Gostaria de saber, por que os frutos estão ficando secas e pretas? Você pode me ajudar. Obrigada.

     
    • Sítio Curupira

      março 18, 2012 at 9:16 pm

      Olá Soraia.
      Sugiro que procure um agrônomo ou técnico agrícola de sua região, pois este problema pode ser endêmico de sua região.

       
  22. Ana

    março 29, 2012 at 3:57 pm

    Gostei muito sobre as dicas de organico, pois tenho uma chácara e estou louca para iniciar a plantar para o consumo. Obrigada

     
  23. Ediene

    abril 26, 2012 at 10:28 pm

    gostaria de saber se existe rremedio para conbater fungos que sempre aparece nas graviolas.

     
    • Sítio Curupira

      maio 8, 2012 at 2:20 pm

      Olá Ediene.
      Poderia sugerir calda bordalesa para combater fungos, pois ela é muito usada para o controle de fungos nas parreiras de uvas aqui no sul, no entanto seria prudente a visita de um técnico em agroecologia ou engenheiro agrônomo especialista em agricultura orgânica para avaliar, diagnosticar e “medicar” sua planta.

       

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