Cafezinho à Moda Curupira.
Primeiro - Escolha frutos maduros de coloração vermelho escuro. Prefira as plantas que ficam no meio da mata, pois elas são bem menos estressadas, por tanto mais felizes. E por incrível que pareça frutos que são colhidos em cultivos agroflorestais são exclusivamente para exportação, pois seu aroma e sabor são incomparáveis ao cultivado tradicional.
Segundo - Esprema as sementes como uvas maduras. É bem mais fácil secá-las sem a casca vermelha.
Terceiro - Lave as sementes para tirar um líquido viscoso que as envolve, depois as coloque sob o sol para secar, pode demorar de 4 a 6 dias.
Quarto - Quando perceber que a casquinha externa da semente está firme e crocante é hora de levá-las para o pilão. Não pile com muita força para não danificar a semente. Comece com poucas sementes para pegar jeito.
Quinto - Após retirar a casca é hora de separá-la da semente, pois está misturada. Use uma tela de metal ou vime e faça pequenos lanços para cima e deixe o vento levar a casquinha. Após alguns segundos fica só a semente sobre a tela.
Sexto - Leve a semente ao forno para torrar. Bem, agora irá valer a experiência, pois se torrar de menos o café fica sem aroma e sem sabor, e se torrar de mais pode ficar amargo. Torre pequenas quantidades para pegar o jeito e sinta o aroma em cada momento.
Sétimo - Use um moedor manual para fazer a moagem, se não tiver use um liquidificador, o pó não fica tão fino, mas quebra o galho.
Oitavo - Daqui pra frente faça do seu jeito, fraco ou forte, filtro de papel ou de pano, amargo ou com açúcar, o importante é não tomar demais. Cafezinho é tudo de bom, mas fique ligado, pois em excesso vicia e faz mal a saúde. Beba com moderação!
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Uma planta rica em proteínas que pode ajudar a minimizar o problema da fome não só no Brasil.
Conhecida popularmente como “ora-pro-nobis”, a planta Pereskia aculiata pertence à família dos cactos. É uma cactácea nativa da região que vem desde a Flórida até o Brasil. Trata-se de uma trepadeira que apresenta folhas suculentas e comestíveis, cuja forma lembra a ponta de uma lança. Por apresentar ramos repletos de espinhos e crescimento vigoroso, a planta pode ser usada com sucesso como uma cerca-viva intransponível.
Do ponto de vista ornamental, a “ora-pro-nobis” apresenta uma florada generosa que ocorre entre os meses de janeiro a abril, produzindo um espetáculo surpreendente. O curioso é que poucas pessoas conhecem ou tiveram a oportunidade de presenciar sua floração que, embora seja exuberante, é efêmera, pois dura apenas um dia. Uma outra característica interessante é que suas flores são muito perfumadas e melíferas, tornando o seu cultivo indicado também aos apicultores.
Após a floração, o “ora-pro-nobis” produz frutos em forma de pequenas bagas amarelas e redondas, entre os meses de junho e julho. E aí vem um ponto importante a ser observado: nem todas as variedades desta planta são comestíveis; apenas a que tem flores brancas, com miolo alaranjado e folhas pequenas.
Pão e macarrão verdes
As folhas do ora-pro-nobis, desidratadas, contém 25,4% de proteína; vitaminas A, B e C; minerais como cálcio, fósforo e ferro. É uma planta que merece atenção especial por seu alto valor nutritivo e facilidade de cultivo, inclusive doméstico.
Por apresentarem fácil digestão, as folhas da planta podem ser usadas de diversas formas. Uma boa alternativa é triturá-las com água no liquidificador e juntar à massa do pão, acrescentando ao alimento mais nutrientes e uma atraente cor verde. O mesmo pode ser feito com a massa de macarrão. As folhas podem também enriquecer saladas, refogados, sopas, omeletes, tortas ou mesmo dar mais riqueza ao nosso velho arroz-com-feijão.
O cultivo mecanizado e o processamento industrial do ora-pro-nobis poderiam representar uma revolução nos recursos alimentícios da humanidade. No entanto, essa planta é pouco conhecida. Ela poderia integrar planos de governo na recuperação de áreas degradadas e no combate à fome, mas os políticos são cegos para o que o povo precisa. Assim, enquanto o ora-pro-nobis não desperta interesse no plano governamental, o cultivo doméstico pode representar o primeiro passo para a abertura de uma nova alternativa para as regiões áridas.
Os estudos para o desenvolvimento genético dessa planta poderiam trazer grandes benefícios, mas enquanto isso não acontece, o ora-pro-nobis pode ser cultivado em jardins e quintais, onde suas propriedades nutricionais e ornamentais têm a oportunidade de ser exploradas.
Pão verde com ora-pro-nobis:
Ingredientes
50g. de fermento para pão em tablete
½ copo de água morna
½ copo de água fria
2 colheres (sopa) de margarina
2 ovos inteiros
1 colher (sopa) rasa de açúcar
1 colher (sobremesa) de sal
500g. de farinha de trigo (pode ir um pouco mais ou menos, dependendo do ponto da massa)
100g. de folhas de ora-pro-nobis
Modo de fazer
Dissolver o fermento juntamente com açúcar na água morna. Misturar em seguida os ovos, a margarina e o sal. Reserve. Colocar as folhas de ora-pro-nobis no liquidificador e bater com a água fria. Juntar aos ingredientes reservados, adicionando a farinha até que a massa comece a soltar das mãos.
Sovar bem e deixar descansar até que dobre de volume. Dividir a massa em dois pães e colocar novamente para crescer. Levar para assar em forno já aquecido.
Fonte: http://www.jardimdeflores.com.br/floresefolhas/A03orapronobis.htm
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Cacau-do-maranhão, Amendoim-de-árvore - Bombacopsis glabra
Árvores pequenas de 4 a 6 metros de altura, muito ornamental. Tronco verde liso, com lenticelas brancas. Folhas compostas, digitadas, de 5 a 8 folíolos esparsamente pubescentes, de 10 a 27 cm de comprimento, com estípulas caducas, margem inteira. Flores solitárias ou geminadas. Fruto cápsula lenhosa, ovóide, vermelha. Sementes grandes sub-globosas, estriadas, envolvidas por densa e longa pilosidade. Floresce de setembro a novembro e seu frutos podem ser colhidos de Janeiro a fevereiro. As sementes são comestíveis, com sabor semelhante ao do cacau ou amendoim e a planta é largamente usada como ornamental e para cercas vivas. A madeira é utilizada na confecção de utensílios leves. O plantio pode ser feito por estaquia de árvores que já produzem frutos, pois no próximo ano já é possível colher frutos. Nasce também de sementes, mas preparem-se para esperar uns bons anos antes da primeira florada. Sugiro que façam as duas coisas.
Foto acima: Não tinha intenção de plantar o Cacau-do-maranhão com uma estaca tão pequena, só usei para marcar o lugar onde replantei uma muda de palmito juçara. O palmito acabou morrendo e a estaca brotou e já deu frutos. E o Guri, meu cachorro, está como testemunha para não acharem que é mentira.
Dica Curupira: O fruto costuma “estourar” logo que cai no chão, fazendo com que as castanhas espalhem-se pelo terreno. A coleta tem que ser logo nos primeiros dias, pois a semente costuma germinar rapidamente. Antes de levá-las ao forno, sugerimos um pequeno corte na semente ainda com a casca (veja foto), para evitar que ela estoure como uma pipoca. O ponto ideal para comê-las é quando estiverem nem claras, nem escuras demais. Vá experimentado até perceber que a parte interna da semente está firme com a mesma coloração de um amendoim assado. Para nós que nunca comemos semente de cacau assada, esta amêndoa tem o mesmo gosto do amendoim, porém mais suave. Sou alérgico a amendoim e descobri no Cacau-do-maranhão uma ótima alternativa.
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Amora-vermelha - Rubus rosifolius
Esta amora é nativa do Brasil e sua ocorrência vai de Minas Gerais e Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul. Seus frutos são ocos e carnosos, de sabor doce e agradável. Pode ser consumida no seu estado natural e na forma de doces e geléias. Quando compramos o sítio, não existia esta amora no terreno. Vimos, no entanto, algumas mudas no sítio de nosso vizinho. Como já conhecíamos esta fruta das recordações de nossa infância, resolvemos plantá-la no sitio.
Para muitas pessoas este arbusto é considerado uma erva daninha e é rapidamente eliminado para dar lugar para o pasto do gado ou cavalo. Atualmente é a fruta que mais produz no Curupira e dela fazemos uma geléia deliciosa. Temos o privilégio de degustá-las direto do pé quase todos os dias. Misturá-la com banana para fazer doce é a dica do Curupira, pois fica uma delícia. É uma planta muito rústica e se propaga rapidamente e o melhor de tudo é que não precisa de nenhum cuidado, pois não necessita de adubo ou repelentes contra insetos predadores. Uma poda anual ajuda a retirar galhos secos para dar espaço aos novos brotos que virão.
Referência bibliográfica: Frutas Brasileiras e Exóticas Cultivadas, Harri Lorenzi
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Yacon - Smallanthus sonchifolius
O yacon reduz, com eficácia, o nível de glicose em portadores de diabetes.
Comido ao natural, ele tem gosto de pêra. Com um litro de água e uma colher de sopa das folhas moídas, faz-se um chá. Desidratadas, as raízes oferecem um salgadinho crocante. Além do sabor agradável, o alimento possui propriedades antioxidantes e medicinais, sendo utilizado com sucesso na melhoria da flora intestinal, na redução do colesterol e no controle do diabetes. O responsável por todas essas qualidades especiais origina-se nos Andes e chama-se yacon (Smallanthus sonchifolius). Primo do girassol e da chicória, é consumido desde os tempos pré-colombianos. Introduzido no DF em 2000, o alimento virou presença constante em supermercados e verdurões da cidade. A crescente procura tem uma explicação. Pela sabedoria popular, o yacon reduz, com eficácia, o nível de glicose em portadores de diabete tipo dois, que surge com o passar da idade. Tanto que a planta recebeu o apelido de “batata dos diabéticos”, mesmo sem ter parentesco direto com a batata.
O mecanismo pelo qual ocorre o controle da glicose ainda não está claro. Uma das possíveis explicações é que o yacon armazena reservas, não na forma de amido, mas de açúcares conhecidos como frutooligossacarídeos (FOS). De baixo teor calórico, mas sem perder o sabor doce, os FOS atuam como adoçantes naturais. Além disso, como todo alimento rico em fibras solúveis, o yacon torna a absorção da glicose mais lenta. Há dois anos, o médico Gutenberg Tupinambá receita 100 g da raiz, duas vezes ao dia, imediatamente antes das refeições, a pacientes do Centro de Saúde 5, de Taguatinga. “Em 24 horas, a pessoa sente a diferença”, garante o médico, sem deixar de ressaltar que o yacon representa apenas um tratamento complementar. Segundo ele, as pessoas aceitam bem o alimento. “É diferente de propor um remédio”, avalia.
Fonte: www.saudenarede.com.br
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Suzana disse,
Maio 2, 2008 às 7:07 pm
Gardel e Simone
Agradeço imensamente por terem “nos apresentado” ao Yacon… Adoramos! E agora plantamos nossas mudinhas para crescerem no Yvy…
Um beijão
Suzana e Jorge
REGINA OLIVEIRA disse,
Junho 21, 2008 às 12:29 am
Conheci a fruta yacon em um mercado em Belo Horizonte e fiquei curiosa paar saber a respeito. A matéria de vocês, esclareceu quase tudo… quero muito saber como eu faço para adquirir mudas para poder ter em casa? Meu irmão é diabético, e com certeza, será ótimo ter em casa. Agradeço e solicito retorno de vocês.
Um grande abraço.
Regina Olliveira
Cynthia Freitas disse,
Setembro 8, 2008 às 11:57 am
Gardel e Simone,
Que encorajador o trabalho de vcs. Sai de SP e estou morando em uma chacara em Jundiai - SP. Estou cada vez mais me envolvendo com a terra, e acho maravilhosa a experiencia que meu marido, meu filho de 4 anos e eu estamos passando. Se estiverem na regiao, passem para tomar um cafe. (Puxa vida…acho melhor um cha, pois com o cafezinho de vcs nao da para competir)
Um abraco
Cynthia
Roselei Petrye Tarcisio Kock disse,
Setembro 8, 2008 às 9:28 pm
Olá Simone e GArdel!!
Adoramos receber notícias e principalmente esse site maravilhoso.Continuem mandando sempre novidades , que generosidade de vcs, gratos.
Ah Simone, apareça, conseguimos uma casa , já temos até plantaçoes, venha nos visitar, é acadêmico Nilo MArchi, 157, na mesma rua de antes, só um pouco mais acima.
Beijão
Roselei e Tarcisio
Cláudia disse,
Setembro 27, 2008 às 5:15 pm
Tenho amora vermelha (arbusto) e a amora preta (árvore) no meu pequeno quintal. Adoro as duas! Daqui a uns dias já poderei começar a produção de geléia.
Nossa casa tem um pequenino pedaço de terra. Nele já encontramos quando chegamos duas amoreiras e duas bananeiras. Então, comecei a influenciar o ambiente…rs Hoje, temos: couve, rúcula, rabanete, manjericão, alecrim, erva-doce, salsa, coentro, capim-limão, hortelã. Ano passado tivemos um pouco de cenoura e pepino. Já plantamos outras coisas mais, vamos ver se crescem.
Agora é só a ansiedade de comprar nosso terreno, iniciar lá a plantação e depois começar a bioconstrução.
É muito inspirador passear neste site…:-)