Permacultura urbana e suburbana
Antes de 1900 todas as cidades continham fazendas e pomares dentro delas. Embora ainda existam alguns pontos de produtividade nos países em desenvolvimento, a necessidade moderna de mais edificações comerciais e industriais, além de espaço para habitação, tem empurrado a produção de alimento para fora da cidade, além dos subúrbios e para zona rural distante. As cidades tornaram-se totalmente incapazes de suportar-se a si mesmas, em termos de alimento e energia. Agora consumem muito além daquilo que podem produzir.
A única coisa que nos impede de agir efetivamente é a nossa dependência passiva das autoridades públicas. Este post mostra algumas formas pelas quais a auto-suficiência urbana e comunitária é atingida.
Canteiros e pomares para espaços urbanos e suburbanos
Quanto menor o espaço disponível, maior cuidado deve-se ter na intensificação da produção de alimentos a na minimização do espaço desperdiçado, usando sistemas de espirais, fechaduras, treliças, mínimo caminho e plantio em andares e consórcios.
Pequenos espaços urbanos
Essa situação requer o máximo de planejamento, mas é surpreendente quanta comida pode ser produzida nos beirais de janelas, varandas, caminhos estreitos e pátios. Plantas podem, até mesmo, crescer dentro de casa em potes, desde que sejam levadas (sobre rodas) para um local ensolarado. A maioria das plantas necessita, no mínimo, de 6 horas de luz solar por dia, durante a estação de crescimento.
Potes podem ser feitos de quase tudo: plásticos, baldes, cestas velhas, sacos, caixas de brinquedo etc. Fure o fundo, para que a água escape, e confira se o peso deles não será excessivo para o suporte. Uma mistura de solo leve pode ser feita especialmente para o plantio em sacadas ou balcões e telhados, podendo necessitar de uma rega mais freqüente. 
Soluções para cultivo de batatas em espaço pequeno. Esquerda tambor de 200 litros com nível de mulch elevado à medida que as plantas cresçam. Direita: caixa construída em secções adicionadas quando necessário.
Potes mais fundos são ideais para tubérculos. Batatas são plantadas em uma pequena área usando uma caixa feita de tonel, caixa de madeira, dormentes de madeira(do lado de fora) ou mesmo pneus de automóvel. As batatas são colocadas sobre um apoio de mulch (encontrado na parte mais superficial do solo da floresta ou composto pronto) dentro da caixa, com mulch por cima. À medida que as batatas brotam e crescem, mais mulch é empilhado por cima, até que os topos verdes estejam acima da beira da caixa. Dessa forma, as batatas surgem da haste coberta e são apanhadas mais facilmente do que plantadas em solo duro. E neste caso evita a contaminação do solo com nematóides (murchadeira) em outras cultiváveis como o tomate, pimentão etc.
- Escolha as plantas que você come, que lhe sejam particularmente nutritivas e que possam ser colhidas uma ou duas vezes por semana, tais como pimentões, tomates, salsa, cebolinha, manjericão, alface, rúcula etc.
- Em varandas e pátios pequenos, as plantas serão colocadas de forma que as mais altas fiquem atrás, para que não sombrearem as menores.
- Outras formas bem conhecidas de plantar alimentos em pequenos espaços incluem brotos de alfafa, girassol e feijões bem como plantar um ou dois sacos de cogumelo em um local frio e escuro.
- Restos de cozinha são compostados em um sistema de dois baldes sob a pia, adicionando-se podas de jardim (grama cortada). Alguns restos como cascas de laranja e cascas de ovos inteiros levam muito tempo para se decomporem, mas isso é facilmente resolvido, se você cortá-los ou esmagá-los.
- Para moradores de apartamentos, treliças são colocadas à volta da varanda/sacada ou contra as paredes, do lado de fora da janela.
(A) Corte de uma varanda plantada com ervas, vegetais e pequenas frutíferas em canteiros e vasos. (B) Canteiro externo à janela. (C) Treliça para frutas e sombra.
Lotes suburbanos
Na periferia das cidades, a maioria das pessoas têm ou aluga uma casa com um quintal pequeno ou médio na frente ou atrás da residência. Muitas dessas casas poderiam acomodar uma pequena estufa ou viveiro, sistema de treliças, árvores frutíferas, uma policultura de plantas anuais e perenes e alguns pequenos e quietos animais, como patos, codornas, abelhas sem ferrão e galinhas garnisés.
As frutíferas em miniatura, plantadas no solo ou em potes grandes, são compactas (geralmente, em torno de 2 metros de altura, quando adultas) e dão frutos de tamanho normal dentro de poucos anos. Suas desvantagens são custo inicial, maior cuidado necessário e um tempo de vida mais curto.
Árvores enxertadas também são muito valiosas em um pomar pequeno, pois ocupam pouco espaço e produzem frutos bem cedo. Galhos de uma variedade de pêssegos ou maças, por exemplo, podem ser enxertados em outras variedades para garantir a polinização cruzada ou para que as frutas amadureçam em épocas diferentes.
Considere a altura e a largura da copa das árvores, pois elas poderão, mais tarde, sombrear os canteiros. Intercalar frutíferas caducas com aquelas de folhas permanentes é uma ótima estratégia para passagem de luz durante o inverno e outono, assim evita o sombreamento excessivo e a proliferação de fungos e outros parasitas que gostam de sombreamento. Quase todas as árvores frutíferas podem ser podadas e trituradas para servirem de cobertura ou enriquecer o composto. Qualquer tipo de canteiro pode ser usado: elevados, rebaixados, fechadura, círculo até caixas cheias de composto e terra.
Quando temos uma grande diversidade de plantas e pequenos animais quase nada se perde dentro do sistema, pois tudo é aproveitado, reciclado e transformado. A poda das árvores, da grama e restos da cozinha pode ir para uma composteira que após a compostagem poderá ser usada na horta ou servirá de alimento para as minhocas que produzirão húmus. O excedente da horta e frutas dos pomares podem alimentar as galinhas, coelhos e também as minhocas. Mantendo o pomar fechado é possível soltar regularmente as galinhas para comerem os frutos que caem. Com isso pode-se controlar a larva da mosca da fruta e engordar as galinhas. Elas fazem a limpeza e deixam seu esterco para nutrir as árvores. Se as galinhas ficarem num galinheiro móvel é mais fácil de controlá-las e também facilita para limpeza dos canteiros.
Versões antes e depois de um terreno suburbano. ANTES: alta manutenção, baixa produção. DEPOIS: baixa manutenção, alta produção. (Adaptado de um desenho de Robin Francis).
Ao refazer este desenho acrescentei alguns elementos inseparáveis de um sistema permacultural. Para o tratamento das águas negras (vaso sanitário) sugeri uma Bacia de Evapo-transpiração. Para poupar energia elétrica um aquecedor solar com boiler para armazenamento da água quente para pia e chuveiro. Também é possível um sistema mais simples como uma caixa fechada com vidro reciclado de fogão e mangueira preta em espiral, como demonstro na página Tecnologias do Bem do site do Sitio Curupira. E não poderia ficar de fora, uma cisterna para armazenar água da chuva. Para baixar um arquivo em pdf para construção de uma cisterna acesse Cartilha do Curso Zona 1 (IPAB – set/2003).
Fonte de pesquisa: Livro Introdução a Permacultura de Bill Millison e Reny Mia Slay.
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Chinampas

Amigos, devido a vários e-mails solicitando dicas e soluções para plantio e criações em áreas alagadas, estou publicando um artigo sobre chinampas.
Aqui no Sítio Curupira não temos este sistema, pois não há necessidade, mas ele é descrito e comentado e muito apreciado nos cursos de Permacultura. As técnicas para a construção, escolhas de hortaliças e frutíferas, espécies de peixes, plantas aquáticas… terão que ser adaptadas a cada região e tipo de água (salobra ou doce). Ainda não tive o prazer de visitar uma chinampa em produção e nem construir. Todas estas informações foram adquiridas em livros e em sites da internet.
O sistema de chinampas, originário do México e da Tailândia, consiste quase que inteiramente de bordas. Essa configuração de canais-e-canteiros são sistemas altamente produtivos, eficientes e auto-sustentáveis. São ótimas soluções para lugares onde a maré tem influência (beira de lagos, mangues ou rios próximos à foz), ou onde ocorre alagamento na época das monções (pantanal e Amazônia). A altura dos bancos será de acordo com a maré mais alta já registrada, assim como a altura máxima nas áreas de enchentes.
As hortaliças, pequenas frutíferas e vinhas crescem nos bancos, enquanto os peixes, pequenos crustáceos, patos ou marrecos ajudam a fertilizar os canais e a controlar as “pragas” e insetos indesejáveis. E a cada maré baixa ou época de seca é possível remover o lodo do fundo e colocá-lo nos bancos para servir como fertilizante natural. Também é possível cultivar uma variedade de plantas aquáticas comestíveis (agrião, alface d’água e arroz), ou para servir de massa verde sobre os bancos (aguapés, juncos, taboa, lírio do brejo). Peixes ornamentais também são possíveis criar nestes canais, a carpa colorida é uma espécie ornamental extremamente rústica e se adapta a locais pequenos e de baixa oxigenação.
Outra vantagem deste sistema é o controle natural de ervas daninhas e insetos indesejáveis. Formigas, por exemplo, são 100% controláveis e os outros insetos voadores enfrentam uma infinidade de obstáculos (água, vento, peixes, patos, pássaros, insetos carnívoros…) para chegar até as hortaliças.
As possibilidades de produzir alimentos e gerar renda com o excedente no sistema de chinampas são grandes, é só botar a cabeça pra pensar e mãos à obra.
Fonte de pesquisa: Livro Introdução a Permacultura de Bill Mollison e Reny Mia Slay. Foto de chinampa mexicana.
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CANTEIRO OLHO DE FECHADURA

- Jornais velhos
- 2 sacos de 100 litros de serragem
- meio metro cúbico de palha
- 1 saco de 50 litros de boa terra misturada com húmus de minhoca
- mudas de olerícolas como alface, brócolis, rúcula, repolho, couve, nabo ou beterraba
- sementes de rabanete e de cenoura.
Como fazer:
Um canteiro circular como um olho de fechadura é uma estrutura que facilita o manejo e as ações neste canteiro. Você entra e do centro alcança todas as mudas. Além da irrigação, uma das coisas mais difíceis numa horta é o controle de inços. Na permacultura se trabalha com palhadas ou mulch, uma grande camada de palha sobre o solo, que tem várias funções: mantém a umidade no canteiro, alimenta o solo com matéria orgânica que irá se decompor, abafa os inços que iriam competir com as mudas da horta.

Busque um lugar para fazer o canteiro, onde pegue sol de preferência o dia todo. Outra boa idéia é que seja um local de passagem, ou seja, que as pessoas vejam no dia a dia e possam acompanhar o que acontece na horta. Um dos prazeres da atividade de um grupo é o reconhecimento desta atividade, tanto pelo próprio grupo como pelos outros.
Determinado o local, define-se o tamanho e o formato do canteiro, que pode ser como um olho de fechadura, ou como puder ser no espaço disponível. Marque o canteiro, seus caminhos. Se houver mato ou grama alta, faça uma roçada e deixe a palha ali mesmo.
Cave um caminho por onde as pessoas irão circular em torno da horta. Ele deve ter no mínimo uns 15 cm de profundidade, permitindo o acúmulo de água e uma infiltração lenta no caso de chuva. A terra retirada nesta tarefa, sem pedras, deve ser jogada na área do canteiro. Com uma enxada nivele este material que será a base da sua horta.
Molhe os jornais e faça uma camada caprichada, com muitas folhas de jornal, cobrindo toda a área da horta, inclusive os caminhos cavados. O jornal molhado ajuda para que as folhas não voem com o vento.
Distribua a palhada sobre todo o canteiro, menos nos caminhos. Estes receberão a serragem, que pode ser espalhada com os pés, caminhando por ele todo. A palhada vai sendo arrumada com um garfo, um rastelo ou com mãos usando luvas para evitar picadas de animais que possam estar ali. A camada de palha deve ter uns 30 cm de altura. “Nossa, não é um exagero?” Sim, mas em poucos dias estes 30 cm se reduzirão bastante e é assim mesmo, acredite! O acabamento do canteiro é uma costura que se faz com as mãos, dobrando a palha para dentro, num movimento semelhante ao que fazemos quando arrumamos a cama e colocamos o cobertor embaixo do colchão nos pés da cama. Bom, com isso a cama para o canteiro está pronto.
Começando a plantar.

Um dos principais conceitos da ecologia é que quanto maior for a diversidade, maior é a estabilidade de um sistema. Assim, qual seria a razão de se ter numa horta a grande fileiras de alfaces, depois a dos brócolis, em seguida os rabanetes e assim por diante? A razão é a diversidade. O plantio das mudas misturadas previne o ataque de insetos e pragas, já que para comer todos os brócolis, terá que buscá-los no meio de outras plantas. Colocar no meio da horta mudas de temperos como manjericão e hortelã também ajuda a manter os predadores afastados.

Para plantar abra um buraco no meio da palhada com um bambu ou o facão. O buraco deve ter o tamanho de uma embalagem de refrigerante de dois litros. Neste buraco coloque o húmus de minhoca até encher e plante a mudinha. Pode plantar a cada 20 cm uma planta, alternando uma planta que cresça para cima como alface, e ao lado outra que cresça para baixo, como o nabo, ou a beterraba, depois uma rúcula, ou repolho. As cenouras e os rabanetes são plantados não em mudas e sim em sementes, pois não aceitam o transplante.Terminado o plantio, lembre-se de regar seu canteiro, tanto as mudas como a palhada. Um canteiro como este exige menos manutenção que qualquer outro, pois não crescem matinhos no meio. A necessidade de irrigação também e menor, já que mantém a umidade.

Agora podemos ir colhendo conforme o canteiro vá dando, substituindo por novas mudas. O colher e comer, o compartilhar, ainda que seja uma salada ou uma cenoura, é um ato que nos leva a uma das atividades mais antigas e importantes do ser humano: a intenção e a capacidade de dar e retirar da terra nosso alimento.
Fonte: livro Lendas do Saber – Permacultura e histórias: cuidando da Terra e das pessoas – texto Suzana Maringoni, ilustrações Gardel Silveira e simbologia Keila Pavani.
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OUTRAS FORMAS DE CANTEIROS

Veja as diversas formas e estruturas adaptadas em cada situação. Lembre-se, o melhor material para construir um canteiro ou horta é aquele que você tiver mais disponível no terreno.

Estrutura com estacas de bambu e braquiária seca para formar a estrutura, e na parte interna mulch de mato. Modelo em formato de olho de fechadura interligado.

Estrutura com estacas de madeira e “recheio” de palha de braquiária.


Marcação em curvas de nível, para cavar as valas do canteiro.

Poda de árvores anteriormente picadas em um picador e colocadas sobre o canteiro.

Espalhando o mulch de poda sobre o canteiro. A cobertura do canteiro é o que estiver mais disponível no local, que pode ser poda de grama, poda de árvores devidamente picadas e mulch de mato (cobertura de folhas secas que caem naturalmente na floresta).

Canteiros finalizados. Veja o acumulo de água da chuva nas valas. Esta água infiltrará lentamente para baixo e para os lados através dos canteiros.

Canteiros em processo de produção. Minho, alface, rúcula, beterraba, nabos e tomateiros, tudo misturado para dificultar o ataque de insetos.

A cobertura com palha de braquiária seca dispensa a utilização de jornais, pois as palhas formam uma trama tão densa que impedem qualquer crescimento de ervas daninhas.

Canteiro circular feito com braquiária já em fase de produção.

Canteiro construído em torno de uma frutífera. No inverno como o sol incide na diagonal e as hortaliças recebem a quantidade necessária de sol que precisam para desenvolver. No verão as hortaliças recebem o sol da manhã e no final da tarde, e na hora mais quente do dia, das 10h ás 15h, a árvore protege as hortaliças com um sombrite natural. E todo o excedente de nutrientes que botamos nas verduras e as constantes regas, também beneficiarão a frutífera, que mais tarde nos presenteará com deliciosos frutos.

Construção de um canteiro em forma de mandala.

Mandala em fase de produção.

Adaptação de um canteiro em um barranco, usando apenas estacas de bambú e palha de braquiária seca.

Exemplo de uma composteira de tela de arame junto ao canteiro para aproveitar o chorume do composto nas hortaliças. Sugerimos esta composteira para colocar restos de cozinha e manter afastados os animais domésticos como gato e cachorro.

Foto acima plantiu de Physalis (Juá-de-capote) entre troncos de bananeira para manter a umidade no solo e para dificultar o crescimento de ervas daninhas. Foto abaixo Simone e horta de Physalis ao fundo, em fase de colheita.

Ana Didier disse,
Abril 17, 2009 às 11:41 am
Olá muito boa tarde,
Achei o vosso site óptimo! Queria fazer um canteiro elevado, com cerca de 25 m2 no formato de rectângulo, rodeado por madeira (tipo caixa).
Podem-me ajudar dando dicas para a construção?
Super grata pela V. disponibilidade, despeço-me com os meus cordiais cumprimentos,
Ana Didier
Carlos José R. T. alves disse,
Abril 17, 2009 às 12:30 pm
Olá,
Belo trabalho, parabéns. Só não posso visitá-los pois tenho uma filha de dois anos e não dá para levá-la. Uma pergunta: a palha de braquiária não espalha sementes proliferando-a indevidamente? Alguém sabe como controlar carrapatos em cachorro e no ambiente de uma forma não agressiva? GRATO E FELICIDADES
sitiocurupira disse,
Abril 22, 2009 às 11:05 am
Olá Carlos, tudo bem?
A braquearia é uma gramínea invasora que devemos ter muito cuidado no seu manejo, pois ela pode se alastrar rapidamente quando manejada de maneira incorreta. Infelizmente a braquearia é uma herança, que nós novos rurais, herdamos dos antigos donos da terra. Para quem tem gado, cabras ou outros ruminantes pode até ser uma fonte de alimento, mas para quem não tem, ela pode ser um problema sério se não for manejada corretamente. Nunca deixe chegar à época da floração para fazer o corte, para não produzir sementes. Nunca transporte a palha verde, espere a grama secar no local de corte antes de colocá-la sobre os canteiros ou em torno de árvores. Se ela for transportada verde há uma grade chance dela brotar a partir do talo, no local de destino. Quando usada corretamente pode ser um ótimo mulch de cobertura de canteiros, descartando assim o uso de jornais para abafar as ervas daninhas. Tentar acabar com está gramínea pode ser um pouco difícil sem fazer uso dos herbicidas ou queimadas. Como não pretendemos envenenar o solo com agentes químicos ou deixá-lo ácido com queimadas, sugiro algumas técnicas que experimentei aqui no sitio. Uma delas e cortá-la com uma roçadeira e deixá-la secar por 3 dias (de sol) no local de corte, depois faça um monte de no máximo 40cm de altura com 1m de largura. É lógico que não haverá braquearia suficiente para todo o terreno, esta técnica exige tempo e paciência. Depois de algum tempo você verá que a palhada baixou e também perceberá que a braquearia (mudas) que estavam em baixo, desapareceram. Esta é à hora de plantar algumas leguminosas para recuperar o solo. Minha dica é abrir um buraco na palha e semear guandu a cada metro e mudas ou sementes de amendoim forrageiro com uma distancia de 20 cm entre elas. (O amendoim forrageiro é mais indicado para quem pretende plantar árvores frutíferas no local, pois ele é permanente, caso queira plantar hortaliças no local sugiro o plantio de feijões rasteiros ou outro tipo de adubação verde que não seja permanente.) Em pouco tempo o amendoim irá se espalhar e tomará conta daquele novo espaço e o guandu que cresceu, além de fixar nitrogênio no solo, servirá de sombrite para as novas culturas que virão. E a semente do guandu quando atinge a faze madura (seca), pode ser consumida como feijão e na fase leitosa como semente de ervilha em saladas ou sopas.
Silvia disse,
Abril 27, 2009 às 3:15 am
Dúvida: planto a semente de raizes ( beterraba, cenouta e rabanete) e deixo-as cobertas com a palha ou afasto no local que semeei? A rama cresce mesmo com a palha cobrindo-a?
Obrigada.
sitiocurupira disse,
Abril 27, 2009 às 9:58 am
Cara Silvia, ao plantar com palhada deve cuidar de alguns detalhes e sempre observar o desenvolvimento das mudas para adaptá-las de acordo com suas necessidades. Caso tenhas feito à técnica Olho de fechadura, ou qualquer outra que utilize palhada com mais de 40 cm de altura, as sementes podem ser semeadas diretamente na terra/húmus que foi colocada anteriormente nas covas feitas na palhada assim como foi demonstrado no site. Colocando apenas uma fina camada de palhada de 4 mm sobre a terra, apenas para proteger a terra da insolação e chuva direta, para os brotos poderem achar seu caminho na hora da germinação. Nesta técnica você pode fazer um plantio direto com sementes ou cultivar as mudinhas em viveiros e depois replantálas. A cenoura não aceita replantio, sugiro que faça sempre plantio direto com a semente no local definitivo.
Aires Pedro Lazzarotti disse,
Maio 2, 2009 às 10:04 am
Não sei se vosso poderá responder isso.
Mas, gostaria de saber (pra fins de documentário q. estamos elaborando)
se existe um inço rasteiro denominado “rampeguina” (pelo menos é assim que os colonos italianos o chamavam). Ou teria outro nome?
Grato.
Aires
sitiocurupira disse,
Maio 5, 2009 às 10:46 am
Caro Aires, dei uma boa procurada em minhas bibliografias e inclusive nos livros do Lorenzi, mas nada achei. Tente me enviar uma foto ou descubra outro nome popular ou se possível o nome científico.
No mais, vou deixar a dúvida postada na página do site, sempre aparece alguém com mais conhecimento e referências para responder.
Um abraço, Gardel Silveira.
karina miranda cabo disse,
Maio 21, 2009 às 8:34 pm
sou vegetariana e adoro esta em contato com a nature e o solo , me faz me sentir bem o dia todo, mandem mais informação de como fazer uma boa hota num pequeno espaço….bjs
Novidades nas páginas do Curupira « Sítio Curupira disse,
Junho 29, 2009 às 6:00 pm
[...] O colher e comer, o compartilhar, ainda que seja uma salada ou uma cenoura, é um ato que nos leva a uma das atividades mais antigas e importantes do ser humano: a intenção e a capacidade de dar e retirar da terra nosso alimento. Veja mais na página Hortas e Canteiros. [...]
Gilmar Kaster disse,
Agosto 9, 2009 às 1:45 pm
Parabéns pelo sistema. Gostei muito. Vou aproveitar em minhas plantações de hortaliças.
Grande abraço.
Ana Lucia disse,
Agosto 31, 2009 às 1:20 pm
gostaria que me enviassem essa página tudo sobre Hortas e canteiros. pois sou de uma associação e gostaria de mostrar o trabalho belíssimo, com a horta e canteiros que vcs fazem.
sitiocurupira disse,
Setembro 1, 2009 às 11:51 am
Olá Ana Lucia.
Acho que não há necessidade de te enviar esta página, pois é só copiar (copy) e colar (paste) no Word, Corel ou outro editor de texto de sua preferência. Só gostaríamos que na divulgação da página separada do site que fosse divulgada sua fonte. http://www.sitiocurupira.wordpress.com
Faustino Ferreira Antunes disse,
Setembro 2, 2009 às 2:31 pm
Temos um sitio na cidade de Marialva, interior do Paraná frequentemente acessamos a pagina do Sitio Curupira para conhecer as dicas de como se viver com saúde, aproveitando e curtindo a natureza. Nosso sonho é conhecer o sítio e quem sabe nas férias de fim de ano dá certo.
Grande abraço e parabens.
Faustino e Ivani
Ana Evangelina de souza Alvarenga disse,
Setembro 22, 2009 às 4:37 pm
Gostaria de saber se eu poderia usar dormentes de madeira ,em contornos de canteiros de hortaliças ? A dúvida é no sentido de contaminacão ,através do produto químico, utilizado nos dormentes quando da construção das linhas férreas .MUITO OBRIGADA, Ana.
sitiocurupira disse,
Setembro 23, 2009 às 7:40 am
Ola Ana tudo bem?
Os dormentes são madeiras geralmente tratadas com químicos em câmaras de autoclave. E este químico pode durar muito tempo na madeira. Você pode observar que por mais velha que seja a madeira nunca verá o desenvolvimento de fungos e outros organismos decompositores de carbono, pois eles não conseguem resistir ao “veneno” depositado na madeira. E se este químico evita a vida na madeira sugiro que não utilize este material para produzir alimentos, mesmo que seja apenas para estrutura, pois pode haver liberação de resíduos na terra e consequentemente nas hortaliças.
Espero ter ajudado, Gardel Silveira.
João Nilto Moraes disse,
Setembro 22, 2009 às 8:00 pm
Muito boa tarde a todos do Curupira, sou o joão nilto 63, minha esposa a nilva 57. vivemos numa propriedade rural de 9h. no Lami em Porto Alegre. achamos deveras interessante o site de voces,estamos montando uma pousada rural, ja iniciamos uma hortinha,com um galinheiro anexo ok, e gostaria de poder fazer aqui algo parecido com o projetos de voçes. Achamos lindo iremos solicitar muitas informações se possível cereto?
sitiocurupira disse,
Setembro 23, 2009 às 7:47 am
Ok João, pode contar com a gente para responder suas questões. O que a gente não souber deixamos a pergunta postada no site para que alguém possa respondê-la.
Um abraço, Gardel Silveira.
marcelo disse,
Novembro 3, 2009 às 3:01 pm
olá, belissímo site; tenho horta caseira mas com pouco tempo disponível para cuidar é difícil produzir bem. Tenho feito humus de fezes de cachorro, o qual tenho utilizado em frutíferas e vasos de flores. Voces sabem me informar se posso utilizar esse humus em hortaliças? Até agora ninguém soube me informar a respeito, embora seja processado pela minhocas pode trazer alguma contaminação de ectoparazitas ao homem?
sitiocurupira disse,
Novembro 3, 2009 às 4:34 pm
Olá Marcelo tudo bem?
Sugiro que antes de colocar o esterco dos cachorros para as minhocas faça primeiro uma compostagem com ele, (palha+esterco) pois com a alta temperatura que ele irá chegar de 60 a 70 graus, isso acabará matando grande parte dos ectoparazitas e outros patógenos. Para saber como fazer uma composteira baixe o Manual de Zona 01 na página http://www.permear.org.br/infoteca da Rede Permear.
Ai então, depois de bem curtido o composto, leve para as minhocas se alimentarem. Assim você reduz bastante à possibilidade de contaminar as hortaliças. E nunca deixe de lavar bem os alimentos antes de comê-los.
Espero ter ajudado, Gardel Silveira.
marcelo disse,
Novembro 4, 2009 às 3:49 pm
Ok, ajudou bastante, foi fazer desta forma, obrigado.