A Mata Atlântica é uma área especial. Mesmo após quinhentos anos de destruição contínua, a exuberante floresta úmida abriga uma diversidade de plantas e animais que a torna um dos biomas mais importantes do planeta Terra. Infelizmente sua magnitude cedeu á mão destruidora do homem e toda essa riqueza vem sendo ameaçada. Nos últimos anos a palavra de ordem é preservar! Mas como preservar sem conhecer? O Sítio Curupira, pretende através de fotografias de animais encontrados em seu bioma divulgar informações das espécies encontradas no sitio.
As informações descritas serão ora de fonte didática, sempre citadas no final do texto, ora pela simples visão do observador. Não pretendemos em nenhum momento, quando pegamos o animal com a mão, encorajar a manipulação com os mesmos. Nenhum animal silvestre deve ser molestado, preso em gaiolas, comercializado ou sacrificado. Os animais que aparecem nas fotos foram todos soltos após as fotografias.
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Jararaquinha ou quiriripitá - Xenodon neuwieddi. As conhecidas jararaquinhas receberam esse nome, pois algumas tendem a mimetizar os padrões de cores e desenhos da Bothrops jararaca. Para alguns predadores essa semelhança já é o bastante para mantê-los distantes, mas infelizmente para o “homo sapien demens” (ser humano, sábio, moderno, porém demente), esta semelhança serve apenas para dizer: “matem-me, pois sou uma jararaca venenosa”. Mas essa cobra não é venenosa, mesmo que fosse não justificaria sua morte, pois nada justifica matar outro ser vivo. Pois se tivéssemos que matar todas as criaturas venenosas, teríamos que eliminar muitos políticos, advogados, publicitários, discípulos da Lei de Gerson, donos de emissoras de Tv e assim por diante. Infelizmente iria sobrar poucos seres humanos na face da Terra…
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Caninana - Spilotes pullatus. Vive nos cerrados, caatingas e florestas de quase todo o Brasil. Alimenta-se de aves, ovos, pequenos roedores e outros animalejos, que caça nas árvores e no chão. É sempre diurna, geralmente arbórea, mas pode também ser encontrada no chão ou nadando. É uma cobra mansa, mas quando perturbada exibe uma cena muito impressionante: incha o pescoço e faz uma série de movimentos e chiados ameaçadores para assustar o inimigo.
Dai à fama de brava que o povo deu à caninana, mas as aparências enganam. É uma das maiores cobras de sua família, chegando a medir 2,5m de comprimento. Aqui no Curupira, quando ela aparece é motivo de alegria, pois logo corremos para pegar a máquina fotográfica para registrar este momento único.
Algumas cobras insistem em ficar em torna da casa, geralmente procurando ninhos de pássaros ou pequenos roedores. Para não haver acidentes com os cachorros procuro removê-las para outra área mais afastada da casa com mata mais fechada. É o caso da caninana, também conhecida como cobra-tigre. Para mim é a mais bela das cobras.
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Cobra-cipó - Chironius multiventris. Mata Atlântica. Alimenta-se principalmente de pequenos anfíbios, como mostra a foto tirada pela Simone. Aqui no Sítio Curupira sempre que ouvimos um som agudo e contínuo, que mais parece uma perereca em desespero, sabe-se que é mais uma refeição de nossa amiga cipó. É uma cobra de hábito diurno. Pode ser agressiva quando molestada. Para defender-se pode até dar botes inclusive até dar boas mordidas. Mas é uma cobra que não possui veneno. Pode se locomover pelas árvores com a mesma agilidade que desliza pelo chão.
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Cobra-cipó - Chironius laevicollis - Uma das maiores cobras da família das cipós. Seu habitat é Mata Atlântica e costuma passear durante o dia atrás de alimento. Pode ser rápida tanto na água, terra ou árvores. Pode ficar brava se molestada e até dar boas mordidas, mas não possui peçonha. Alimenta-se principalmente de rãs, mas se outro animal de pequeno porte der bandeira, entra pro cardápio. Aqui no sítio presenciamos uma digerindo um peixe. Percebemos na forma que ficou a cobra no ponto onde a vítima era digerida.
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Cobra-cipó, jararaquinha - Tropidodryas striaticeps. Mata Atlântica. Alimenta-se de pequenos lagartos e roedores.Esta linda espécie de cobra-cipó é injustiçadamente confundida, devido seu padrão de manchas e cores, com a Bothrops jararaca a famosa e temida jararaca. É um animal de hábito diurno. Pode até dar botes se molestada, mas não possui peçonha. Uma característica bem marcante que a diferencia da jararaca é que na cobra-cipó suas pupilas são grandes e circulares a na Bothrops jararaca são estreitas e verticais.
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Dormideira - Sibynomorphus neuwiedi. Mata Atlântica. Alimenta-se basicamente de lesmas, baratinhas e pequenos insetos. É uma cobra de hábito noturno. Pode ser encontrada tanto em árvores como serpenteando pelo chão. É muito comum encontrá-las em hortas e jardins, geralmente ficam enroladas e imóveis esperando a noite para controlar o crescimento populacional das lesmas. Um ótimo controle biológico.
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Jararacuçu - Bothrops jararacussu. Mata Atlântica. Quando adulta alimenta-se de pequenos roedores, e quando jovem alimenta-se de pequenos lagartos e anfíbios. É uma cobra noturna e uma das maiores cobras do gênero Bothrops. As fêmeas são maiores que os machos. Também são diferentes na coloração, ele cinza, e ela amarelada. São muito temidas pela quantidade de veneno que podem injetar. Localizar uma Jararacuçu no meio da floresta não é fácil. Como passa o dia enrodilhada se aquecendo, se mistura muito bem com o ambiente e mesmo para olhos treinados, quase que sempre, passa despercebida. É muito brava e possui peçonha.
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Cobra-cega - Leposternon microcephalum. Mata Atlântica. Alimenta-se de pequenos insetos, principalmente cupins e suas larvas. Os Leposternon microcephalum é uma espécie considerada especializada para a escavação, por apresentar a cabeça em forma-de-pá. Apresentam hábitos subterrâneos, cauda rombuda e olhos pequenos, sendo por isso conhecida como cobra-cega ou cobra de duas cabeças.
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Lagarto Teiú - Tupinambis merianae. Pode medir até 1,20 m, incluindo 60 cm de cauda. Atinge até 1,4 m de comprimento. Cabeça comprida e pontiaguda, mandíbulas fortes providas de um grande número de pequenos dentes pontiagudos. Língua cor-de-rosa, comprida e bífida. Cauda longa e arredondada. Coloração geral negra, com manchas amareladas ou brancas sobre a cabeça e membros. Região gular e face ventral brancas, adornadas de manchas negras. Os filhotes são esverdeados, coloração que vai desaparecendo de acordo com o desenvolvimento dos animais. Onívoros, alimentam-se, em cativeiro, de gemas de ovos, carnes, camundongos, pintinhos, rãs, frutas doces, etc. Podem ser animais agressivos, razão pela qual são importantes os cuidados no manejo para evitarem mordidas. Ovíparos, põe em média 30 ovos, os quais são incubados por um período de 90 dias.
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O Papa-vento - Enyalius iheringii. Pode ser encontrado na Mata Atlântica, do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul. São grandes comedores de insetos, principalmente cupins e formigas, que costumam capturar na parte mais baixa dos troncos de árvores, onde passam a maior parte do seu tempo. Esta dieta os torna muito importantes para evitar a superpopulação destes insetos que podem ser prejudiciais. Tanto é que sua época de reprodução coincide com o aumento da temperatura e, portanto, com o aumento do número de insetos da mata. As fêmeas têm entre dez e quinze a quinze cm quando atingem a idade reprodutiva, e sua postura é realizada, em geral, no auge do verão, e ao eclodirem, no outono, ainda há insetos o bastante para alimentar bem os filhotes. Quando adultos, elas podem chegar até 35 cm, e eles, até 30 cm. Algumas pessoas chamam o papa-vento de camaleão, devido à sua semelhança com o camaleão verdadeiro, que vive apenas na África. Porém, apesar de poder mudar o tom de sua coloração entre claros e escuros, ele não o faz rapidamente nem com tanto detalhamento como faz o camaleão. Ainda assim, é um animalzinho que se vale muito mais da camuflagem para se defender que da agressividade, e você pode estar a menos de um metro de um deles e não conseguir vê-lo. Se encurralado, não teme dar grandes saltos para fugir de seus predadores, mesmo que caiam de alturas consideráveis. Geralmente, é encontrado na folhagem que recobre o solo e nas partes baixas das árvores, mas podem mesmo dividir o topo das árvores com lagartos como o Iguana ou as rochas com o lagarto preto. Mas só as pessoas com os olhos bem atentos conseguem vê-lo. Texto de Ricardo Avari - Biólogo da Divisão de Ciências Biológicas. Fonte do texto: www.zoologico.sp.gov.br/repteis/papavento.htm
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Pequeno camaleão sem identificação encontrado no sítio em meio a mata. Desloca-se rapidamente tanto no chão como nas árvores. Quando incomodado abre a boca em sinal que pode morder. Quem souber que espécie é esta, por favor entre em contato. Obrigado!
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Cobra-de-vidro - Ophiodes fragilis. Vive em áreas de cerrado e de mata. É freqüente em áreas de campo úmido. Vive em meio ao folhiço ou em moitas de gramíneas e ciperáceas em áreas alagadas sazonalmente. Alimenta-se basicamente de artrópodes (baratinhas, grilos e tenébrios), sendo os itens mais importantes larvas e ovos de insetos. Pertencem à subordem dos lagartos e não das serpentes. Possui o corpo cilíndrico e muito alongado; membros anteriores ausentes; membros posteriores extremamente reduzidos, sem dedos. Apresentam cauda muito longa que pode atingir cerca de 20 cm de comprimento. É uma espécie fossorial, que passa boa parte do tempo sob o solo, sendo portanto de difícil observação. Desloca-se por ondulações laterais do corpo e, quando manipulada, pode partir a cauda facilmente o que deu origem ao seu nome popular de quebra-quebra. Move-se agilmente sobre o solo. É um lagartinho inofensivo que não possui peçonha.
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Espécie de Dormideria na fase juvenil.
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Bibliografia: Serpentes da Mata Atlântica. Guia ilustrado para a Serra do Mar, Editora Holos e o site: www.saudeanimal.com.br
NÃO COMPRE ANIMAIS SILVESTRES! NÃO MANIPULE ANIMAIS SELVAGENS, VOCÊ PODE SE MACHUCAR OU MACHUCÁ-LOS!














jose Rodrigues da Silva Souza disse,
Abril 17, 2008 às 10:42 am
Adoro ler e estudar sobre os repteis e aves da fauna brasileira, existe alguns de mais prefencias como a cobra surucucu vermelha ou pico de jaca, acho esse animal lindo e respeitado. Na Bahia nas lavouras de cacaus elas são controladores nas populações de ratos.
Obrigado pela oportunidade.
Abraços, Rodrigues.
Hermes da Silveira disse,
Maio 19, 2008 às 12:43 am
Olá, acho que esses Lagartinhos são Camaleões Brasileiros
ou Simplesmente Camaleão. Eu já os encontrei diversas vezes por aqui também. Camboriú-SC. Copiei a ficha no Site http://www.ra-bugio.org.br
Valeu, Grande Abraço
Camaleão
(Enyalius iheringii)
DESCRIÇÃO:
O camaleão é uma espécie de lagarto que mede cerca de 30 cm e possui a incrível capacidade de mudar a cor, ficando camuflado no ambiente. Em 1 min é capaz de alterar completamente sua cor (veja nas fotos as várias cores que ele adquirir). O camaleão é um lagarto da família Polychridae.
ECOLOGIA:
Tem hábitos diurnos, vive tanto chão, sobre a camada de folhas secas (serapilheira), como nos troncos (geralmente numa altura não superior a 2,5 m) e galhos baixos das árvores e arbustos, sempre imóvel e muito bem camuflado – quando está no chão, costuma dar um disparo, buscando refúgio.
Fica à espreita de insetos e outros invertebrados; nos troncos costuma capturar muitas cigarras (veja uma das fotos), que demora um pouco para engolir (5 a 10 min). Dorme suspenso sobre os galhos ou ramos secos enroscados ou bromélias, onde ás vezes se refugia entre as folhas secas, na parte inferior da planta.
Resposta Curupira:
Valeu Hermes, a dica foi muito boa. Realmente, as espécies de camaleões que aparecem na página do Instituto Rã-bugio (www.ra-bugio.org.br/ver_especie.php?id=34) são muito parecidas com os exemplares que registrei aqui no Sitio Curupira.
Muito obrigado pela colaboração.
Um grande abraço, Gardel Silveira.
pacifico disse,
Junho 16, 2008 às 12:28 am
olá! gostei demais do seu site, não tinha visto ainda, queria comentar com voce, a tremenda idiotice, fruto da ignorancia do povo, que fizeram com o pobre jacáré, acho que no amazonas, não lembro agora, creio que voce deve ter visto a reportagem… bem, o fato, é que gostaria que me informasse sobre outras especies de camaleoes, aqui na regiao sul. tal como voce, sou um preservasionista. precisamos proteger a flora e fauna deste pais, levando mais conhecimento ao povo… obrigado por sua atençao. abraço
Alexandre disse,
Julho 18, 2008 às 12:34 am
Alexandre: Essa última foto (chamada de falsa coral), eu a conheço como dormideira, e a que foi chamada de dormideira também é dormideira, mas enfim, acho que as duas são dormideiras, em diferentes idades.
Gardel: Caro Alexandre, minha bibliografia não é muito completa e as informações na internet são muito contraditórias, principalmente referentes a animais silvestres. Mas acho que sua informação realmente procede, pois a poucos dias assistia o programa do Richard Rasmussen na Record e vi ele com uma espécie muito parecida com essa que denominou de dormideira. Assim você confirma minhas suspeitas. Valeu pela dica, um grande abraço de Gardel Silveira.
margarida saraiva disse,
Agosto 27, 2008 às 10:47 am
tenho desde 2ªfeira duas caninanas no telhado de um rancho saem para apanhar sol e vivem dentro da comeeira são enormes perto de dois metros, pretas e amarelas .
vim á net procurar informação e encontrei o vosso site, fiquei contente por poder comprovar o que imaginava, que deveriam ser mansas, não sei se será o sitio ideal para elas estarem pois trabalhamos por debaixo das telhas e temos medo de as assustar.
tambem não sei como as tirar de lá caso saibam de algum orgão que se ocupe de as remover e levar para a mata agradeço que me imformem
vivemos na itinga num sitio com o nome ” quinta da itinga “perto da cidade de tijucas -sc
bonitas as vossas fotos !
sitiocurupira disse,
Agosto 27, 2008 às 2:07 pm
Cara Margarida, és abençoada, pois onde vivem caninanas os ratos passam longe.
Bem, se você observou estes inquilinos há pouco tempo só pode ser por uma razão, estão se acasalando, pois não é comum ver duas caninanas num mesmo território. Logo elas vão ir embora e seguirem seus caminhos. Mas se uma quiser ficar não se preocupe, se elas não forem molestadas não irão reagir. Já cansei de trabalhar em meu galpão com uma caninana transitando pra lá e pra cá. São calmas, tranqüilas e evitam o contato direto com homem, mas se perceberem que correm risco de vida reagem achatando o corpo para demonstrar que são maiores do que realmente são. Para defender suas vidas podem até dar boas mordidas, mas é só lavar com água e sabão que está resolvido. Só deve ter cuidado com os cachorros, pois eles podem interpretá-las como inimigas e talvez possam machucá-las. A presença de uma caninana em casa ou galpões de sítio é muito comum e podem ser consideradas uma benção. Preferem viver em áreas degradadas junto a casas e galpões do que no meio da mata, pois onde há seres humanos há lixo, e onde há lixo sempre vai haver ratos seu principal alimento. Elas têm hábitos diurnos, no inverno só saem na hora mais quente do dia para tomar sol e no verão vivem passeando a procura de ninhos de pássaros, roedores e rãs. Por isso não é muito difícil observá-las sob as árvores procurando ninhos.
Em relação à remoção destes animais geralmente é responsabilidade da Defesa Civil de sua cidade ou cidade mais próxima.
Minha dica é que tente conviver com elas, observe-as, fotografe-as, tente respeitar seus limites que elas farão o mesmo. Quando aprendermos a viver em harmonia com a natureza, pode ter certeza que a humanidade dará o passo mais importante para sua evolução.
Espero ter ajudado, Gardel Silveira um ajudante do Curupira.
Julio bruder disse,
Setembro 3, 2008 às 10:19 am
Olá pessoal, primeiramente valeu pela explicação.
Bom gostaria de saber se a cobra dormideira é a mesma que a cobra egípcia,encontrei uma na minha xácar em cima de um pé de laranja baiana.
Meu tio já tinha achado uma nas bananeiras e um estudante da Unesp aqui de Botucatu falou que era cobra egípcia.
Gostaria de saber se ela é peçonhenta.
( Obs.: Acho que vcs já devem ter ouvido o nome de meu avô:Paulo Bruder o criador e capturador de cobras-doou várias para o Butantã e já participou de Programa de TV( hoje já falecido )
Desde já obrigado.
Julio César Alexandre Bruder
sitiocurupira disse,
Setembro 3, 2008 às 3:39 pm
Olá Júlio César, que legal que tenha gostado da página.
Fica difícil identificar e mesmo dizer se a cobra tem peçonha ou não somente por um nome “vulgar” ou popular. Tentei pesquisar na internet pelo nome de “Cobra Egípcia” e só apareceu a famosa Cobra Rei ou Naja de filmes do antigo Egito. Precisaria pelo menos uma boa foto com tamanho, formato da cauda, cabeça, íris, tipo de mata que foi encontrada e assim por diante. Gostaria de informar que não sou um Biólogo e não tenho formação em nenhuma área deste segmento, mas sou um entusiasta que gosto de pesquisar sobre animais silvestres da Mata Atlântica. Moro em um sítio junto a esta Mata e estou fazendo de tudo para conscientizar as pessoas que as serpentes são muito importantes para o meio ambiente e conseqüentemente para a existência do próprio homem. Segundo minha bibliografia (Serpentes da Mata Atlântica de Marques, Eterovic e Sazina – Editora Holos) não aparece nenhuma cobra Dormideira ou não, com este nome “Egípcia”. Mas há algumas espécies de dormideiras com o nome científico “Dipsas” que para alguns sotaques e pronuncias “brasileirísticas” poderia soar como Egípsia, daí a origem do nome vulgar, mas é apenas uma hipótese. Segue uma lista de nomes científicos de cobras conhecidas popularmente como “papa-lesmas ou dormideiras”: Siphlophis longicaudatus, Sibynomorphus neuwiedi, Imantodes cenchoa, Dopsas neivai, Dipsas indica, Dipsas incerta e Dipsas albifrons. Dê uma vasculhada no gooagle e vê se acha fotos delas. Se for alguma delas, segundo o livro, nenhuma contém peçonha, elas são geralmente calmas e prestam um ótimo trabalho para a horta e pomar alimentando-se de lesmas.
Espero poder ter ajudado, Gardel Silveira.
Edir Rodrigues disse,
Setembro 25, 2008 às 6:33 am
Gente de Deus, vim aqui por acaso….rss
tenho tanto pavor de cobras, bichos destes tipos, que ja eram 03:27hs e fui enfrentar o desafio de ver fotos destes bichos, mas se tem um camarada medroso, nao tenham duvida do que digo, E ESSE QUE VOS ESCREVE…rsss
So nao tenho mais medo, porque sei que e foto, mas podendo, nem vejo fotografia..rss…
Ahhh, e de ver aquela moca pertinho da cobra que ta na pedra, da vontade de avisar pra ela sair de la que ta correndo perigo….rss
.. essa moca e valente, Jesus Cristo…hehhehehee
Sucesso pra voces ! Torco por voces.
Mas os bichos… to fora…rs