Répteis do Curupira

A Mata Atlântica é uma área especial. Mesmo após quinhentos anos de destruição contínua, a exuberante floresta úmida abriga uma diversidade de plantas e animais que a torna um dos biomas mais importantes do planeta Terra. Infelizmente sua magnitude cedeu á mão destruidora do homem e toda essa riqueza vem sendo ameaçada. Nos últimos anos a palavra de ordem é preservar! Mas como preservar sem conhecer? O Sítio Curupira, pretende através de fotografias de animais encontrados em seu bioma divulgar informações das espécies encontradas no sitio.

As informações descritas serão ora de fonte didática, sempre citadas no final do texto, ora pela simples visão do observador. Não pretendemos em nenhum momento, quando pegamos o animal com a mão, encorajar a manipulação com os mesmos. Nenhum animal silvestre deve ser molestado, preso em gaiolas, comercializado ou sacrificado. Os animais que aparecem nas fotos foram todos soltos após as fotografias.

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Twitter: http://twitter.com/SitioCurupira: Veja as novidades do site, dicas do Curupira e o que está rolando no sítio.

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Jararaquinha ou quiriripitáXenodon neuwieddi. As conhecidas jararaquinhas receberam esse nome, pois algumas tendem a mimetizar os padrões de cores e desenhos da Bothrops jararaca. Para alguns predadores essa semelhança já é o bastante para mantê-los distantes, mas infelizmente para o “homo sapien demens” (ser humano, sábio, moderno, porém demente), esta semelhança serve apenas para dizer: “matem-me, pois sou uma jararaca venenosa”. Mas essa cobra não é venenosa, mesmo que fosse não justificaria sua morte, pois nada justifica matar outro ser vivo. Pois se tivéssemos que matar todas as criaturas venenosas, teríamos que eliminar muitos políticos, advogados, publicitários, discípulos da Lei de Gerson, donos de emissoras de Tv e assim por diante. Infelizmente iria sobrar poucos seres humanos na face da Terra…

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Caninana - Spilotes pullatus. Vive nos cerrados, caatingas e florestas de quase todo o Brasil. Alimenta-se de aves, ovos, pequenos roedores e outros animalejos, que caça nas árvores e no chão. É sempre diurna, geralmente arbórea, mas pode também ser encontrada no chão ou nadando. É uma cobra mansa, mas quando perturbada exibe uma cena muito impressionante: incha o pescoço e faz uma série de movimentos e chiados ameaçadores para assustar o inimigo.

Dai à fama de brava que o povo deu à caninana, mas as aparências enganam. É uma das maiores cobras de sua família, chegando a medir 2,5m de comprimento. Aqui no Curupira, quando ela aparece é motivo de alegria, pois logo corremos para pegar a máquina fotográfica para registrar este momento único.

Algumas cobras insistem em ficar em torna da casa, geralmente procurando ninhos de pássaros ou pequenos roedores. Para não haver acidentes com os cachorros procuro removê-las para outra área mais afastada da casa com mata mais fechada. É o caso da caninana, também conhecida como cobra-tigre. Para mim é a mais bela das cobras.

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Cobra-cipóChironius multiventris. Mata Atlântica. Alimenta-se principalmente de pequenos anfíbios, como mostra a foto tirada pela Simone. Aqui no Sítio Curupira sempre que ouvimos um som agudo e contínuo, que mais parece uma perereca em desespero, sabe-se que é mais uma refeição de nossa amiga cipó. É uma cobra de hábito diurno. Pode ser agressiva quando molestada. Para defender-se pode até dar botes inclusive até dar boas mordidas. Mas é uma cobra que não possui veneno. Pode se locomover pelas árvores com a mesma agilidade que desliza pelo chão.

 

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Cobra-cipóChironius laevicollis – Uma das maiores cobras da família das cipós. Seu habitat é Mata Atlântica e costuma passear durante o dia atrás de alimento. Pode ser rápida tanto na água, terra ou árvores. Pode ficar brava se molestada e até dar boas mordidas, mas não possui peçonha. Alimenta-se principalmente de rãs, mas se outro animal de pequeno porte der bandeira, entra pro cardápio. Aqui no sítio presenciamos uma digerindo um peixe. Percebemos na forma que ficou a cobra no ponto onde a vítima era digerida.

 

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Cobra-cipó, jararaquinhaTropidodryas striaticeps. Mata Atlântica. Alimenta-se de pequenos lagartos e roedores.Esta linda espécie de cobra-cipó é injustiçadamente confundida, devido seu padrão de manchas e cores, com a Bothrops jararaca a famosa e temida jararaca. É um animal de hábito diurno. Pode até dar botes se molestada, mas não possui peçonha. Uma característica bem marcante que a diferencia da jararaca é que na cobra-cipó suas pupilas são grandes e circulares a na Bothrops jararaca são estreitas e verticais.

 

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Dormideira –  Sibynomorphus neuwiedi. Mata Atlântica. Alimenta-se basicamente de lesmas, baratinhas e pequenos insetos. É uma cobra de hábito noturno. Pode ser encontrada tanto em árvores como serpenteando pelo chão. É muito comum encontrá-las em hortas e jardins, geralmente ficam enroladas e imóveis esperando a noite para controlar o crescimento populacional das lesmas. Um ótimo controle biológico.

 

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Jararacuçu - Bothrops jararacussu. Mata Atlântica. Quando adulta alimenta-se de pequenos roedores, e quando jovem alimenta-se de pequenos lagartos e anfíbios. É uma cobra noturna e uma das maiores cobras do gênero Bothrops. As fêmeas são maiores que os machos. Também são diferentes na coloração, ele cinza, e ela amarelada. São muito temidas pela quantidade de veneno que podem injetar. Localizar uma Jararacuçu no meio da floresta não é fácil. Como passa o dia enrodilhada se aquecendo, se mistura muito bem com o ambiente e mesmo para olhos treinados, quase que sempre, passa despercebida. É muito brava e possui peçonha.

 

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Cobra-cega - Leposternon microcephalum. Mata Atlântica. Alimenta-se de pequenos insetos, principalmente cupins e suas larvas. Os Leposternon microcephalum é uma espécie considerada especializada para a escavação, por apresentar a cabeça em forma-de-pá. Apresentam hábitos subterrâneos, cauda rombuda e olhos pequenos, sendo por isso conhecida como cobra-cega ou cobra de duas cabeças.

 

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Lagarto TeiúTupinambis merianae. Pode medir até 1,20 m, incluindo 60 cm de cauda. Atinge até 1,4 m de comprimento. Cabeça comprida e pontiaguda, mandíbulas fortes providas de um grande número de pequenos dentes pontiagudos. Língua cor-de-rosa, comprida e bífida. Cauda longa e arredondada. Coloração geral negra, com manchas amareladas ou brancas sobre a cabeça e membros. Região gular e face ventral brancas, adornadas de manchas negras. Os filhotes são esverdeados, coloração que vai desaparecendo de acordo com o desenvolvimento dos animais. Onívoros, alimentam-se, em cativeiro, de gemas de ovos, carnes, camundongos, pintinhos, rãs, frutas doces, etc. Podem ser animais agressivos, razão pela qual são importantes os cuidados no manejo para evitarem mordidas. Ovíparos, põe em média 30 ovos, os quais são incubados por um período de 90 dias.

 

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O Papa-vento - Enyalius iheringii. Pode ser encontrado na Mata Atlântica, do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul. São grandes comedores de insetos, principalmente cupins e formigas, que costumam capturar na parte mais baixa dos troncos de árvores, onde passam a maior parte do seu tempo. Esta dieta os torna muito importantes para evitar a superpopulação destes insetos que podem ser prejudiciais. Tanto é que sua época de reprodução coincide com o aumento da temperatura e, portanto, com o aumento do número de insetos da mata. As fêmeas têm entre dez e quinze a quinze cm quando atingem a idade reprodutiva, e sua postura é realizada, em geral, no auge do verão, e ao eclodirem, no outono, ainda há insetos o bastante para alimentar bem os filhotes. Quando adultos, elas podem chegar até 35 cm, e eles, até 30 cm. Algumas pessoas chamam o papa-vento de camaleão, devido à sua semelhança com o camaleão verdadeiro, que vive apenas na África. Porém, apesar de poder mudar o tom de sua coloração entre claros e escuros, ele não o faz rapidamente nem com tanto detalhamento como faz o camaleão. Ainda assim, é um animalzinho que se vale muito mais da camuflagem para se defender que da agressividade, e você pode estar a menos de um metro de um deles e não conseguir vê-lo. Se encurralado, não teme dar grandes saltos para fugir de seus predadores, mesmo que caiam de alturas consideráveis. Geralmente, é encontrado na folhagem que recobre o solo e nas partes baixas das árvores, mas podem mesmo dividir o topo das árvores com lagartos como o Iguana ou as rochas com o lagarto preto. Mas só as pessoas com os olhos bem atentos conseguem vê-lo. Texto de Ricardo Avari – Biólogo da Divisão de Ciências Biológicas. Fonte do texto: www.zoologico.sp.gov.br/repteis/papavento.htm

 

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Pequeno camaleão sem identificação encontrado no sítio em meio a mata. Desloca-se rapidamente tanto no chão como nas árvores. Quando incomodado abre a boca em sinal que pode morder. Quem souber que espécie é esta, por favor entre em contato. Obrigado!

 

Abaixo a mesma espécie trocando de pele em uma bergamoteira próximo a casa.

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Cobra-de-vidro - Ophiodes fragilis. Vive em áreas de cerrado e de mata. É freqüente em áreas de campo úmido. Vive em meio ao folhiço ou em moitas de gramíneas e ciperáceas em áreas alagadas sazonalmente. Alimenta-se basicamente de artrópodes (baratinhas, grilos e tenébrios), sendo os itens mais importantes larvas e ovos de insetos. Pertencem à subordem dos lagartos e não das serpentes. Possui o corpo cilíndrico e muito alongado; membros anteriores ausentes; membros posteriores extremamente reduzidos, sem dedos. Apresentam cauda muito longa que pode atingir cerca de 20 cm de comprimento. É uma espécie fossorial, que passa boa parte do tempo sob o solo, sendo portanto de difícil observação. Desloca-se por ondulações laterais do corpo e, quando manipulada, pode partir a cauda facilmente o que deu origem ao seu nome popular de quebra-quebra. Move-se agilmente sobre o solo. É um lagartinho inofensivo que não possui peçonha.

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Falsa Coral – Oxyrhopus clathratus (fase juvenil).  Cobra não venenosa que se alimenta de pequenos lagartos. Tem hábito noturno mas pode ser encontrada durante o dia. Quando adultas a parte mais clara da pele torna-se vermelha, ai então a semelhança com a coral verdadeira, o preto e vermelho intercalados. Referência para identificação: livro Serpentes da Mata Atlântica, Guia Ilustrado para Serra do Mar, Otávio AV Marques, André Eterovic e Ivan Sazima – Editora Holos, página 140.

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Bibliografia: Serpentes da Mata Atlântica. Guia ilustrado para a Serra do Mar, Editora Holos e o site: www.saudeanimal.com.br

NÃO COMPRE ANIMAIS SILVESTRES! NÃO MANIPULE ANIMAIS SELVAGENS, VOCÊ PODE SE MACHUCAR OU MACHUCÁ-LOS!

37 Comentários

  1. jose Rodrigues da Silva Souza disse,

    Abril 17, 2008 às 10:42 am

    Adoro ler e estudar sobre os repteis e aves da fauna brasileira, existe alguns de mais prefencias como a cobra surucucu vermelha ou pico de jaca, acho esse animal lindo e respeitado. Na Bahia nas lavouras de cacaus elas são controladores nas populações de ratos.

    Obrigado pela oportunidade.
    Abraços, Rodrigues.

  2. Hermes da Silveira disse,

    Maio 19, 2008 às 12:43 am

    Olá, acho que esses Lagartinhos são Camaleões Brasileiros
    ou Simplesmente Camaleão. Eu já os encontrei diversas vezes por aqui também. Camboriú-SC. Copiei a ficha no Site http://www.ra-bugio.org.br

    Valeu, Grande Abraço

    Camaleão
    (Enyalius iheringii)

    DESCRIÇÃO:
    O camaleão é uma espécie de lagarto que mede cerca de 30 cm e possui a incrível capacidade de mudar a cor, ficando camuflado no ambiente. Em 1 min é capaz de alterar completamente sua cor (veja nas fotos as várias cores que ele adquirir). O camaleão é um lagarto da família Polychridae.

    ECOLOGIA:
    Tem hábitos diurnos, vive tanto chão, sobre a camada de folhas secas (serapilheira), como nos troncos (geralmente numa altura não superior a 2,5 m) e galhos baixos das árvores e arbustos, sempre imóvel e muito bem camuflado – quando está no chão, costuma dar um disparo, buscando refúgio.

    Fica à espreita de insetos e outros invertebrados; nos troncos costuma capturar muitas cigarras (veja uma das fotos), que demora um pouco para engolir (5 a 10 min). Dorme suspenso sobre os galhos ou ramos secos enroscados ou bromélias, onde ás vezes se refugia entre as folhas secas, na parte inferior da planta.

    Resposta Curupira:

    Valeu Hermes, a dica foi muito boa. Realmente, as espécies de camaleões que aparecem na página do Instituto Rã-bugio (www.ra-bugio.org.br/ver_especie.php?id=34) são muito parecidas com os exemplares que registrei aqui no Sitio Curupira.
    Muito obrigado pela colaboração.
    Um grande abraço, Gardel Silveira.

  3. pacifico disse,

    Junho 16, 2008 às 12:28 am

    olá! gostei demais do seu site, não tinha visto ainda, queria comentar com voce, a tremenda idiotice, fruto da ignorancia do povo, que fizeram com o pobre jacáré, acho que no amazonas, não lembro agora, creio que voce deve ter visto a reportagem… bem, o fato, é que gostaria que me informasse sobre outras especies de camaleoes, aqui na regiao sul. tal como voce, sou um preservasionista. precisamos proteger a flora e fauna deste pais, levando mais conhecimento ao povo… obrigado por sua atençao. abraço

  4. Alexandre disse,

    Julho 18, 2008 às 12:34 am

    Alexandre: Essa última foto (chamada de falsa coral), eu a conheço como dormideira, e a que foi chamada de dormideira também é dormideira, mas enfim, acho que as duas são dormideiras, em diferentes idades.

    Gardel: Caro Alexandre, minha bibliografia não é muito completa e as informações na internet são muito contraditórias, principalmente referentes a animais silvestres. Mas acho que sua informação realmente procede, pois a poucos dias assistia o programa do Richard Rasmussen na Record e vi ele com uma espécie muito parecida com essa que denominou de dormideira. Assim você confirma minhas suspeitas. Valeu pela dica, um grande abraço de Gardel Silveira.

  5. margarida saraiva disse,

    Agosto 27, 2008 às 10:47 am

    tenho desde 2ªfeira duas caninanas no telhado de um rancho saem para apanhar sol e vivem dentro da comeeira são enormes perto de dois metros, pretas e amarelas .
    vim á net procurar informação e encontrei o vosso site, fiquei contente por poder comprovar o que imaginava, que deveriam ser mansas, não sei se será o sitio ideal para elas estarem pois trabalhamos por debaixo das telhas e temos medo de as assustar.
    tambem não sei como as tirar de lá caso saibam de algum orgão que se ocupe de as remover e levar para a mata agradeço que me imformem
    vivemos na itinga num sitio com o nome ” quinta da itinga “perto da cidade de tijucas -sc
    bonitas as vossas fotos !

  6. sitiocurupira disse,

    Agosto 27, 2008 às 2:07 pm

    Cara Margarida, és abençoada, pois onde vivem caninanas os ratos passam longe.
    Bem, se você observou estes inquilinos há pouco tempo só pode ser por uma razão, estão se acasalando, pois não é comum ver duas caninanas num mesmo território. Logo elas vão ir embora e seguirem seus caminhos. Mas se uma quiser ficar não se preocupe, se elas não forem molestadas não irão reagir. Já cansei de trabalhar em meu galpão com uma caninana transitando pra lá e pra cá. São calmas, tranqüilas e evitam o contato direto com homem, mas se perceberem que correm risco de vida reagem achatando o corpo para demonstrar que são maiores do que realmente são. Para defender suas vidas podem até dar boas mordidas, mas é só lavar com água e sabão que está resolvido. Só deve ter cuidado com os cachorros, pois eles podem interpretá-las como inimigas e talvez possam machucá-las. A presença de uma caninana em casa ou galpões de sítio é muito comum e podem ser consideradas uma benção. Preferem viver em áreas degradadas junto a casas e galpões do que no meio da mata, pois onde há seres humanos há lixo, e onde há lixo sempre vai haver ratos seu principal alimento. Elas têm hábitos diurnos, no inverno só saem na hora mais quente do dia para tomar sol e no verão vivem passeando a procura de ninhos de pássaros, roedores e rãs. Por isso não é muito difícil observá-las sob as árvores procurando ninhos.
    Em relação à remoção destes animais geralmente é responsabilidade da Defesa Civil de sua cidade ou cidade mais próxima.
    Minha dica é que tente conviver com elas, observe-as, fotografe-as, tente respeitar seus limites que elas farão o mesmo. Quando aprendermos a viver em harmonia com a natureza, pode ter certeza que a humanidade dará o passo mais importante para sua evolução.
    Espero ter ajudado, Gardel Silveira um ajudante do Curupira.

    • ARNALDO ALVES disse,

      Agosto 22, 2009 às 10:10 pm

      BOA NOITE ,GOSTEI DO SEU COMENTARIO,EU ENTREI NESTE SAITE PORQUE , PARA ESTIMULAR MINHA CORAGEM, EU COMPREI UMA CASA NA MATA ATLANTICA , BEM NO MEIO, AGORA TO COM MEDO, VEJO COBRAS ARANHAS , DO OUTRO LADO VEJO PASSAROS ORQUIDIA PLANTAS, ANIMAIS, MAS AS COBRAS E ARANHAS EU TENHO MEDO, RECEIOS, SE EU VELA NAO TEM PROBLEMA, MAS MEU MEDO E NAO VELAS , POD ME AJUDAR A SUPERAR ISSO, AGRADESSO DESDE JA ARNALDO FARIAS

      • sitiocurupira disse,

        Agosto 24, 2009 às 8:00 am

        Olá Arnaldo tudo bem?
        Se seu problema com cobras e aranhas for realmente medo e não fobia, posso tentar ajudar com alguns conselhos. O primeiro passo para perdermos o medo é aprender tudo sobre a “coisa” que nos traz medo, pois a ignorância (falta de conhecimento) é a razão de quase todos nossos temores seja eles quais forem. No instante que você ficar consciente que existe uma infinidade de espécies de aranhas e apenas uma delas pode causar acidente mais grave (aranha marrom – Loxosceles spp.), seu universo de preocupação diminui bastante. Em relação às cobras a solução será também o conhecimento. Quando perceber que entre as centenas de espécies de cobras que existem na Mata Atlântica apenas uma, a jararaca (Bothrops jararaca) costuma causar acidentes, também perceberá que seu medo não tem muito sentido.
        Esta é uma das razões que resolvemos criar a página Répteis do Curupira. Pois quando mudamos para o sítio pouco conhecíamos sobre as cobras. Foi após um acidente que ocorreu com minha cachorra que resolvemos aprender tudo sobre cobras venenosas. Neste caso, não foi à cobra que atacou minha cachorra, mas minha Akita que, com seu instinto de caçadora, atacou a cobra primeiro, e a mordida da cobra foi apenas um reflexo de um animal que estava tentando salvar a própria vida. É muito raro ocorrer acidentes com estes répteis, pois seu veneno é vital para conseguirem alimento, e as serpentes venenosas não costumam desperdiçar mordida em humanos, pois nós não fazemos parte de seu cardápio.
        Outra coisa que você tem que perceber é que tudo está conectado e tudo tem uma razão para existir. Por exemplo, no instante que matamos uma cobra coral, que raramente provoca acidentes no Brasil, eliminamos o principal predador das jararacas e outras cobras peçonhentas. A cobra coral se alimenta principalmente de outras cobras, controlando assim a população destas espécies peçonhentas.
        Jamais use qualquer tipo de veneno para acabar com aranhas ou outros insetos, pois você pode matar espécies predadoras destes insetos como lagartixas, pássaros etc, rompendo assim com o equilíbrio do ambiente. E pior ainda, você pode envenenar seus animais domésticos e a si mesmo. Meu conselho é usar telas nas janelas e portas, pois fizemos isso desde a construção de nossa casa e nunca precisamos nos preocupar com mordidas de mosquitos, borrachudos ou outros insetos e aranhas dentro de casa. Para um controle externo, as galinhas de angola fazem um ótimo trabalho limpando todo o entorno da casa até mesmo de cobras.
        E para evitar acidentes faça como a gente, preste atenção sempre onde pisa, senta ou coloca a mão, ande sempre de botas e oriente os visitantes que seu sítio não é um parque temático, onde a natureza é mera ilusão, mas sim uma floresta de Mata Atlântica, a mais rica em biodiversidade do planeta, e nós humanos é que somos os estranhos neste frágil ambiente.
        Espero ter ajudado, um grande abraço Gardel Silveira.

  7. Julio bruder disse,

    Setembro 3, 2008 às 10:19 am

    Olá pessoal, primeiramente valeu pela explicação.
    Bom gostaria de saber se a cobra dormideira é a mesma que a cobra egípcia,encontrei uma na minha xácar em cima de um pé de laranja baiana.
    Meu tio já tinha achado uma nas bananeiras e um estudante da Unesp aqui de Botucatu falou que era cobra egípcia.
    Gostaria de saber se ela é peçonhenta.
    ( Obs.: Acho que vcs já devem ter ouvido o nome de meu avô:Paulo Bruder o criador e capturador de cobras-doou várias para o Butantã e já participou de Programa de TV( hoje já falecido )

    Desde já obrigado.
    Julio César Alexandre Bruder

  8. sitiocurupira disse,

    Setembro 3, 2008 às 3:39 pm

    Olá Júlio César, que legal que tenha gostado da página.
    Fica difícil identificar e mesmo dizer se a cobra tem peçonha ou não somente por um nome “vulgar” ou popular. Tentei pesquisar na internet pelo nome de “Cobra Egípcia” e só apareceu a famosa Cobra Rei ou Naja de filmes do antigo Egito. Precisaria pelo menos uma boa foto com tamanho, formato da cauda, cabeça, íris, tipo de mata que foi encontrada e assim por diante. Gostaria de informar que não sou um Biólogo e não tenho formação em nenhuma área deste segmento, mas sou um entusiasta que gosto de pesquisar sobre animais silvestres da Mata Atlântica. Moro em um sítio junto a esta Mata e estou fazendo de tudo para conscientizar as pessoas que as serpentes são muito importantes para o meio ambiente e conseqüentemente para a existência do próprio homem. Segundo minha bibliografia (Serpentes da Mata Atlântica de Marques, Eterovic e Sazina – Editora Holos) não aparece nenhuma cobra Dormideira ou não, com este nome “Egípcia”. Mas há algumas espécies de dormideiras com o nome científico “Dipsas” que para alguns sotaques e pronuncias “brasileirísticas” poderia soar como Egípsia, daí a origem do nome vulgar, mas é apenas uma hipótese. Segue uma lista de nomes científicos de cobras conhecidas popularmente como “papa-lesmas ou dormideiras”: Siphlophis longicaudatus, Sibynomorphus neuwiedi, Imantodes cenchoa, Dopsas neivai, Dipsas indica, Dipsas incerta e Dipsas albifrons. Dê uma vasculhada no gooagle e vê se acha fotos delas. Se for alguma delas, segundo o livro, nenhuma contém peçonha, elas são geralmente calmas e prestam um ótimo trabalho para a horta e pomar alimentando-se de lesmas.
    Espero poder ter ajudado, Gardel Silveira.

  9. Edir Rodrigues disse,

    Setembro 25, 2008 às 6:33 am

    Gente de Deus, vim aqui por acaso….rss
    tenho tanto pavor de cobras, bichos destes tipos, que ja eram 03:27hs e fui enfrentar o desafio de ver fotos destes bichos, mas se tem um camarada medroso, nao tenham duvida do que digo, E ESSE QUE VOS ESCREVE…rsss
    So nao tenho mais medo, porque sei que e foto, mas podendo, nem vejo fotografia..rss…
    Ahhh, e de ver aquela moca pertinho da cobra que ta na pedra, da vontade de avisar pra ela sair de la que ta correndo perigo….rss
    .. essa moca e valente, Jesus Cristo…hehhehehee

    Sucesso pra voces ! Torco por voces.
    Mas os bichos… to fora…rs

  10. Vanessa disse,

    Outubro 23, 2008 às 9:56 am

    http://sitiocurupira.files.wordpress.com/2008/04/pequeno-lagarto-152.jpg?w=413&h=476

    Olá, o link acima é uma foto que eu encontrei no seu site, o nome desse bichinho você colocou como “pequeno camaleão”, eu não sei que espécie é, mas em minha casa eu ja encontrei por várias vezes uma camaleão identico a esse, eu pego ele na mão também, ele nunca me mordeu, mas eu também tenho muita curiosidade em descobrir que espécie é.

    Obrigada.
    Vanessa Trumseiser

  11. Outubro 30, 2008 às 7:40 am

    [...] Conheça algumas espécies de répteis que compõe a fauna silvestre do Sítio Curupira. Para acessar veja a página Répteis do Curupira. [...]

  12. joao batkista da silva disse,

    Novembro 13, 2008 às 7:12 pm

    otimo o site voces estao de parabens!!!
    deveriam continuar se aprofundando em pesquizas e aumentar ainda mais o comteudo, ficaria otimo!!!
    mais já esta super bom!!!

  13. Danny disse,

    Janeiro 3, 2009 às 10:15 pm

    Ah poxa, estou chateada! Hoje levei um baita susto porque apareceu uma cobra cega no meu banheiro e eu nao sabia que cobra era, taquei alcool nela ate!!! Ela fugiu, mas depois q li que ela eh inofensiva me senti pessima!

  14. Éder Daniel Riffel disse,

    Janeiro 13, 2009 às 4:32 pm

    Muito bom o site! Excelentes as fotos!
    Olhem só: encontramos uma cobra em casa (Brusque, SC) e, em pesquisa no Google, a mais parecida com ela é aquela encontrada no site de vocês (última foto) que vocês denominam de dormideira na fase juvenil. São idênticas. Enviamos um e-mail ao Instituto Butantan com três imagens da que encontramos e nos afirmaram tratar-se de um indivíduo jóvem de Oxyrhopus clathratus (nome popular: falsa coral). Pelo comentário nº 4, do Alexandre, deu para perceber que o site a denominava falsa coral anteriormente. Vai aí a nossa contribuição ao debate, hehehe. Se tiverem interesse posso encaminhar as fotos da que econtramos. Grande Abraço!
    Éder

  15. Marcelo Pasqual disse,

    Janeiro 21, 2009 às 8:32 pm

    Prezados, em relação ao espécime discutido (camaleão) tenho informação de que se trata de um tropidurus ou seja, lagarto escalador, sobe em árvores e lá permanece caçando e se banhando ao sol.
    Sou ávido estudante deste tema e em pesquisa aos livros de um museu, localizei fotos que em muito se parecem com os animais exibidos.
    Só houve dúvida em relação ao espécie pois existem dois muito parecidos. Seria necessário uma foto mais detalhada para realmente classificar os mesmos.

    Atenciosamente,

    Marcelo Pasqual.

  16. Capitão Nascimento disse,

    Janeiro 25, 2009 às 9:00 pm

    O Marcelo Pasqual,
    ENTAO ESTUDE MAIS! Porque esse espécime de camaleão é um Enyalius bilineatus!
    Veja aqui: http://www.unb.br/ib/zoo/grcolli/guia/ebilineatus.htm
    Ao pessoal do site, Parabéns.

  17. José Braga disse,

    Fevereiro 10, 2009 às 6:30 pm

    Prezados amigos,
    Gostaria de obter mais informações sobre os hábitos, e como se reproduz a cobra cega, pois moro perto de uma represa e meu cachorro arrancou uma da terra, com um comprimento de mais ou menos 40 centímetros. Ficamos assustados e matamos a cobra por ignorância. Como proceder se encontrarmos outra cobra cega? Como evitar acidentes, por exemplo: ouvi dizer que essa cobra morde, e não larga, é verdade? Agradeço as informações.

  18. sitiocurupira disse,

    Fevereiro 11, 2009 às 7:23 am

    Caro José Braga, para obter mais informações sobre hábitos e reprodução da cobra cega terá que pesquisar mais na internet ou aguarde um pouco mais, pois sempre aparece alguém disposto a contribuir com mais informações aqui na página. Gostaria de informar a todos que não sou um especialista em répteis, apenas um entusiasta que acredita que a informação é conhecimento, e quando conhecemos aprendemos a respeitar, e consequentemente a preservar.

  19. Audrey disse,

    Fevereiro 15, 2009 às 11:58 pm

    Olha sabe este lagarto q vc disse q não está identificado?
    eu ganhei um desse de uma bióloga ela me disse q era um calango mas sempre desconfiei!!!!
    pois os calangos são maiores e tem as patas mais grossas…
    poxa eu tinha um só q morreu de velinho se chamava Harry.
    qndo olhei esta foto
    fiquei tão feliz,me lembrei dele
    ^^
    bjxx

  20. ANGELO L. SIGNORINI disse,

    Abril 30, 2009 às 10:47 am

    Gostaria de saber mais detalhes sobre o períudo de imcubação e condiçõe de temperatura da espécie Xenodon neuwieddi

  21. jaison disse,

    Maio 14, 2009 às 11:23 am

    Olá sou estudante de biologia e estes dias encontrei uma cobra mais até agora em minhas pesquisas não a identifiquei gostaria de saber se alguém pode mi ajuda tenho as fotos é só me mandar um e-mail e eu mando as fotos, ela e uma cobra pequena não e agressiva, e branca e preto parece muito com uma falsa coral mais acho que não é. até mais… jaisonj@hotmail.com

  22. Oton Barros disse,

    Maio 21, 2009 às 12:46 pm

    Obrigado, acabei de identificar uma falsa-coral juvenil para um amigo que mora em Monteiro Lobato usando para começar suas fotos. :D abraço!

  23. Danilo disse,

    Junho 12, 2009 às 10:43 pm

    muito bom gostei muito das fotos e das informações aprendi muito estava fazendo uma pesquisa para a escola mas vi que fiquei muito interessado em saber mais das vidas dos repetis.
    Valew gostei muito Abraços e parabéns.

  24. Sonia Frei disse,

    Agosto 8, 2009 às 5:53 pm

    Puxa! Quero comentar sobre as magníficas cobras que D.Margarida encontrou. Já faz um ano, mas, espero que ela lei esta mensagem. Que é a seguinte: oxalá ela tenha seguido o conselho de Gardel!

  25. Rogério disse,

    Agosto 11, 2009 às 7:50 pm

    Gostei muito das fotos apresentadas aqui!! Realmente ótimas capturas!
    Com relação ao pequeno camaleão que vocês registraram se trata de um exemplar macho do enyallius iheringii, as fêmeas apresentam a coloração verde com listras ou manchas em tom creme, já os machos na coloração creme com listras marrons ou verde uniforme.

    Da uma olhada nesse site aqui tem bastante coisa legal sobre répteis entre outros. Abraços!

  26. ARNALDO FARIAS disse,

    Agosto 22, 2009 às 10:18 pm

    BOA NOITE, QUERIA A SUA AJUDA DE SUPERAR O MEDO DE COBRAS E ARANHAS, EU NAO SABIA QUE EU TINHA ELE, COMPREI UMA CASA NA MATA ATLANTICA, NO PE DA SERRA, COM UMA VISTA PARA O MAR PROCIMO DE CACHOEIRA, DE DIA E LINDO O LUGAR E UMA PAZ COM OS PASSAROS , MAS ANOITE EU EMAGINO AS COBRAS AS ARANHAS ENVOLTA DA CASA, EU NAO SABIA QUE ERA ASSIM, PODE ME AJUDAR A VIVER , EU TO EM UBATUBA PRAIA DA MARANDUBA NA SERRA OBRIGADO ARNALDO

  27. Marc Jullian Komatsu disse,

    Setembro 24, 2009 às 9:47 am

    Olá,

    Durante um evento de paintball foram encontradas 2 cobras da mesma espécie. Olhando alguma de suas fotos achei ela muito parecida com esta, porém gostaria de uma confirmação. Até tentei entrar em contato com o pessoal do Butantan para saber que cobra é esta mas não obtive retorno.

    Se puderem entrar em contato comigo para que eu possa enviar as fotos ou passar o link de meu Orkut eu agradeço.

    Atenciosamente,

    Marc Jullian Komatsu

  28. Lincoln Lamas disse,

    Outubro 15, 2009 às 10:06 pm

    Achamos no nosso sítio 3 cobras. Aqui está a foto de uma delas, as outras são idênticas http://pic.gd/0c8a4e e http://pic.gd/e4cc9f seria uma Falsa Coral?

    Aguardo retorno,
    Obrigado.

  29. Leonardo disse,

    Outubro 17, 2009 às 4:52 pm

    Olá!
    A espécie de lagarto não identificado é Enyalius iheringii também, mas uma fêmea. Estes lagartos apresentam dimorfismo sexual, onde os machos possuem padrão uniforme e as fêmeas duas bandas claras na parte superior do corpo.

    Abraço

  30. Jéssica disse,

    Outubro 17, 2009 às 5:06 pm

    A espécie de cobra-cipó não é Chironius multiventris, visto que ela não ocorre na região do sítio. Possivelmente seja uma Chironius foveatus, ocorrente na região, essencialmente arborícola e com olhos relativamente grande, mas seria preciso uma melhor foto para confirmar.

    Parabéns pelo site!

  31. Josemeire disse,

    Novembro 2, 2009 às 3:08 am

    Olá. Descobri seu site numa busca pelo google de como me afastar de cobras. Meu marido e eu estamos comprando uma casa no horto florestal Alpes da Cantareira, eu não sei se tem cobras por lá, mas morro de medo só de pensar em encontrar uma dentro de casa. Tenho uma filhinha de 4 anos e um akita filhote e caçador (vc tem ou tinha um, sabe como eles são) e morro de medo de um dos dois estarem brincando e serem picados por uma cobra. Estou procurando tudo que possa mante-las longe. Ouvi falar em galinhas-de-angola, são boas mesmo, e porque as cobras temem essas galinhas? Sei que são entusiastas de cobras e que as defendem, mas eu tenho muito medo delas e mais medo ainda de que minha filhinha ou meu Akita morram por uma picada no quital da casa. se puderem me ajudar a descobrir um meio de manter esses bichos longe de casa, sem ter que mata-los eu agradeceria.

    • sitiocurupira disse,

      Novembro 3, 2009 às 8:10 am

      Olá Josemeire tudo bem?
      Galinhas de angola podem ajudar a manter as cobras afastadas, pois elas se alimentam destes répteis e de uma infinidade de insetos e aracnídeos (escorpiões e aranhas). Preservar a fauna e a flora do local ajuda bastante. Existem vários animais que se alimentam de cobras, principalmente as cobras não venenosas. As cobras mais comuns da Mata Atlântica que se alimentam de cobras venenosas são a Coral e a Muçurana, identifique estas espécies e as preserve. Outro réptil apreciador de cobras é o lagarto Teiú que em alguns casos vive bem junto à construções. Também existe uma série de gaviões que incluem as serpentes no seu cardápio. Mantenha a mata nativa, não faça queimadas, não destrua o habitat destes predadores e principalmente não deixe lixo ou entulhos acumulados no terreno, pois isso atrai os ratos, e onde há ratos haverá serpentes para comê-los. Outra dica muito importante é usar telas nas janelas e portas da casa, pois irá manter não só as cobras, mas também os mosquitos que com certeza causam mais problemas de saúde que as serpentes.
      Como já escrevi nesta mesma página: o medo é uma doença que curamos com o conhecimento. Então leia, pesquise, fotografe, identifique as espécies de sua área, aí então perceberá que o medo será substituído pelo respeito.
      Aqui no Curupira temos muitas regras, e uma delas é andar sempre de bota de borracha e calça, não importa a estação do ano.
      Os horários que é mais comum encontrar serpentes é na hora mais quente do dia. Então evite fazer caminhadas entre as 10:30 e 16:30 nos dias de verão. Costumo dizer paras as pessoas que me visitam que devem andar sempre em estado meditativo, isto é, prestando atenção no que se está fazendo. Quando andamos na mata mantemos nossa atenção não só na copada das árvores, mas principalmente nos nossos passos, onde sentamos e principalmente onde botamos a mão.
      Em relação a akita, se ela tiver o mesmo temperamento da nossa não tem jeito mesmo, pois terá que ficar presa e solta apenas sob supervisão constante. Os akitas mantém um instinto natural de caça muito apurado e tendem a caçar e matar qualquer animal que se mova na mata. E é nesses casos que ocorre os acidentes com serpentes. Mas não se preocupe pois hoje já tem soro veterinário a venda em muitas agropecuárias e é de fácil aplicação (tivemos um acidente com nossa akita e uma jaracussu, mas levamos ela ao veterinário que aplicou o soro e, tirando o inchaço e alguns dias de sofrimento, ela viveu feliz ainda por vários anos).
      Procure também se informar sobre qual posto de saúde ou hospital da sua região tem soro antiofídico à disposição. Tomando todas estas precauções o risco de acidente é muito pequeno e, se mesmo assim chegar a acontecer, é possível procurar socorro e tomar o soro a tempo.
      Espero ter ajudado, Gardel Silveira.

  32. Josemeire disse,

    Novembro 6, 2009 às 10:56 pm

    Gardel.

    Muitissimo obrigada pelas dicas e ensinamentos, estou muito mais aliviada e levarei a cabo tudo o que me disse. Sou uma controvérsia em pessoa, pois adoro a mata, adoro os bichos, menos as cobras (heheheheh) mas nem por isso quero mata-las, afinal a intrusa sou eu, mas se conseguir mante-las afastadas já será bem mais fácil minha nova convivencia tão próxima a natureza. Obrigadissimo e mais uma vez parabéns pelo seu blog estou devorando todos os artigos e achei interessantissimo o Trator de galinhas. Como disse anteriormente voce e sua esposa estão me ensinando muito. Tenho certeza de que minha familia se dará muito bem na nossa nova residência que informo será um condomiio fechado, mas nem por isso imune as temiveis cobras. Continuem postando tudo o que puderem, não sabem como nos ajudam, pessoas urbanas que se aventuram na natureza. Fico feliz pela sua Akita ter sobrevivido. Um abraço muito grande a voces.
    Josemeire Hernandes.


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