Amigo bicho

 

Hachiko: A Dog’s Story

Richard Gere participa de filme sobre cão japonês. Ator está em “Hachiko: A Dog’s Story”, história de amor e fidelidade de um cão da raça Akita.

 Todos os dias de manhã, Hachiko, um cão da raça Akita, acompanhava seu dono Hidesaburo Ueno, professor da Universidade de Tokyo, até a estação de trem de Shibuya. À tarde, lá estava Hachiko pontualmente a espera de Ueno, para retornarem juntos para casa.

Um dia Hachiko esperou pacientemente na estação, mas o professor não voltou. Ele havia morrido na universidade. A esposa de Ueno decidiu então dar o cachorro a um colega de seu marido. Mas Hachiko sempre dava um jeito e fugia quando chegava a hora de seu dono voltar, e corria para Shibuya, na esperança de encontrá-lo. O Akita esperou Hidesaburo durante dez anos. Quem conhecia a história, oferecia comida ao cachorro, enquanto seus olhos procuravam o dono ansiosamente, no meio das pessoas que deixavam a estação.

O cão só deixou de ir ao local quando morreu, em 1935. Em sua homenagem, uma estátua foi erguida em frente a estação Shibuya. Hoje Hachiko virou ponto de referência para pessoas que querem se encontrar no local.

Famosa e muito querida no Japão, esta história agora será conhecida em todo o mundo. Na quarta-feira, dia 8 de julho, o ator norte-americano Richard Gere lançou na capital japonesa o filme “Hachi: A Dog’s Story”(Hachi: A História de um Cão, na tradução livre), que conta a trajetória do Akita mais famoso do arquipélago.

“Neste filme, eu definitivamente sou secundário”, afirmou o ator de 59 anos, durante coletiva de lançamento realizada em um hotel em Tokyo. O filme é um remake de um longa japonês de 1987. A versão de Gere foi adaptada para a estação de Rhode Island, nos Estados Unidos.

Segundo o ator, a raça Akita é muito próxima a cães selvagens, por isso são difíceis de serem treinados. No começo, Gere foi instruído a nem olhar para os três cachorros que interpretam Hachi em diferentes fases.

“Eles só fazem algo quando querem. Você não consegue comprá-los com comida”, explica o ator.

Fonte: http://petmag.uol.com.br/noticias/richard-gere-participa-de-filme-sobre-cao-japones/

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Em nome do amor aos cães

Por Adriana Diniz

Na corrida pela qualidade de vida do nosso animal de estimação e em nome do amor por eles, muitas vezes consumimos cada vez mais produtos e serviços exclusivos para animais sem refletir sobre sua real necessidade. Veja como se prevenir de um consumismo exagerado e nem sempre benéfico aos nossos amigos de quatro patas.

A criatividade do mercado é algo que nos impressiona. No nicho animal, podemos nos surpreender com os últimos lançamentos de produtos, como bolsas de viagem de couro de crocodilo, ternos risca de giz sob medida para o cão, sanitários de plástico em forma de poste, apólices de seguro e unhas postiças.

O mercado também conta com serviços exclusivos, como hospedagem para animais de estimação enquanto os donos viajam, companhias aéreas especializadas em transporte, planos de saúde, serviços funerários e até motéis com espelho no teto para acasalamento.

1. Em nome do amor
Não restam dúvidas de que pagar por um plano de saúde é prova de que queremos garantir uma maior longevidade ao nosso animal de estimação, tudo para que ele fique o maior tempo possível ao nosso lado. Da mesma forma, contratar um serviço funerário é demonstração do reconhecimento pela amizade incondicional do animal oferecida a nós durante sua vida. Essas práticas não nos deixam dúvidas de quanto as pessoas que fazem questão de pagar por esses serviços amam seus cães.

2. Seu cão não é humano!
Lembre-se de que seu cão é um cão, não é um ser humano! Por isso, nossos animais precisam nada mais que água, comida, espaço, exercícios, disciplina e carinho, para seu equilíbrio e bem-estar físico e mental e para estar em perfeita harmonia com os donos. Entender isso nos liberta do consumismo desenfreado, exagerado e despropositado. Compreender isso também pode levar-nos a economizar dinheiro e aplicarmos nosso tempo melhor com nossos amigos de quatro patas.

3. Desconfie
Perceba quando o mercado quer lucrar vendendo a idéia de que, ao comprar certos produtos e serviços, você estará oferecendo o melhor para o seu cão. Não se sinta mal por não adquirir a última coleção de uma roupinha de uma certa marca. Tenha certeza de que seu cão não vai amá-lo menos por isso. A verdade é que ele provavelmente, sem a roupa, se sentirá até mais confortável.

4. Peça esclarecimentos
Se tiver dúvidas quanto à real necessidade de um produto para a saúde e bem-estar do cão, não compre por impulso, pesquise e peça esclarecimentos de diferentes fontes. Não deixe que a vendedora do pet shop seja a única fonte de esclarecimentos. Escute a opinião de diferentes estabelecimentos e, de preferência, procure a orientação de profissionais veterinários.você mesmo praticar um adestramento em casa? Acha interessante assistir na TV cachorros que pulam obstáculos? Então, procure por escolas especializadas que ensinam o agility. Você ficará em forma, terá momentos de diversão e, o mais importante, poderá estar mais sintonizado com seu amigo quadrúpede.

5. Inverta valores
Em vez de perder rios de dinheiro em grandes lojas de departamento ou mesmo em pet shops da esquina, que tal investir um tempo a mais com seu cão? O que acha de você mesmo praticar um adestramento em casa? Acha interessante assistir na TV cachorros que pulam obstáculos? Então, procure por escolas especializadas que ensinam o agility. Você ficará em forma, terá momentos de diversão e, o mais importante, poderá estar mais sintonizado com seu amigo quadrúpede.

6. Quando começar?
Agora mesmo. Não perca tempo em começar a praticar essas dicas. Se você já tem o hábito de consumismo, aproveite essa oportunidade para abandonar o velho e mau hábito. Depois conte os benefícios aqui no blog [Au Au Aurélio…!] e incentive os outros a fazerem o mesmo!

Fonte: http://www.auauaurelio.com/2010/02/em-nome-do-amor-aos-caes.html

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Maus-tratos disfarçado de “amor”

Por Ana Corina

Inglês que dava chocolate a cão é proibido de ter animais de estimação. Dálmata Barney, de John Green, chegou a pesar quase 70 quilos. Além da proibição, homem vai cumprir 200 horas de trabalho voluntário. O homem acabou proibido de ter outros cachorros por 10 anos. Ele também terá de cumprir 200 horas de trabalho voluntário. Depois de sair da casa de Green, Barney já emagreceu bastante. Agora, o cachorro pesa cerca de 25 quilos.

 … E o assunto de hoje é OBESIDADE canina! E para tratar do assunto, não precisei nem escrever minhas considerações, bastou achar ótimos textos em alguns dos blogs recomendados no Mãe de Cachorro. Do excelente Cachorro Paraguaio, colo o trecho abaixo e depois vocês seguem lendo a íntegra ao clicar aqui. “Pois é minha gente, assim como as pessoas no mundo contemporâneo, os cães tem sofrido cada vez mais com o problema de obesidade. O excesso de alimentação e a falta de exercícios fazem com que os peludos sofram com a obesidade, que muito além de uma silhueta mais arredondada (ou quadrada) trazem sérios problemas de saúde. O diabetes, problemas cardíacos, problemas osteoarticulares e de reprodução são os mais frequentes quando se fala em excesso de peso. Além do excesso de ingesta de alimentos, disfunções hormonais podem levar à obesidade, no entanto, esses são apenas 25% dos casos.” E sobre diabetes, indico um post do Cachorro Verde recomendado pela querida Carmen Cocca, veterinária e autora do blog Homeopatas. De novo, um pedacinho do texto para vocês ficarem curiosos e terminarem de ler clicando aqui. “Cachorro e gato podem ter diabetes? Jura? Igual a gente? Todo mundo já deve ter ouvido essa pergunta. Sim, cães e gatos podem apresentar diabetes, colesterol alto, neoplasias (câncer), alergias, cálculo renal e muitos outros problemas que também acometem os humanos. Mas quem é que ouvia falar, tão freqüentemente, em cães e gatos diabéticos há 20, 30 anos? Na época de nossos pais e avós, os pets roíam ossos, comiam restos da nossa comida e tinham acesso ao quintal onde se exercitavam à vontade. Com essa dieta considerada pouco balanceada e uma saúde geral muito menos dependente de vacinas múltiplas anuais, vermífugos de administração trimestral, carrapaticidas de uso mensal e etc, os pets viviam em geral mais e melhor. Toda família tem pelo menos uma história de um cachorrinho ou bichano criado assim que viveu um bocado, não é verdade?” Fonte da postagem: http://www.maedecachorro.com.br/2009/03/gordurinha-gordurao-vai-saindo-de.html

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Bicho não é brinquedo

bichoAnimais de estimação nos dão amor incondicional, melhoram nosso estado de espírito e até nossa saúde. Nada mais justo que retribuir essa felicidade.

por Aline Angeli  – foto Manuel Nogueira

Há um ano, mais ou menos, decidi experimentar a vida fora de São Paulo e empacotei minha casa rumo ao Nordeste. Num caminhão, foi a mudança. De avião, seguimos eu, minha mala e mais duas caixas de transporte contendo 12 quilos de gato – o peso que meus dois felinos vira-latas, a Cuca e o Chicó, representaram para a companhia aérea. Muita gente achou graça da minha excentricidade: “Você vai levar os gatos?!?”, surpreendiam-se. Ora, era evi-den-te que eu ia. Jamais me ocorreu outra hipótese. Por mais trabalho que tenha dado (a burocracia exigida para levar um bicho a bordo é um teste de paciência), os dois são parte da minha família. O vínculo, a alegria de poder compartilhar com eles meu dia-a-dia e o aprendizado que resulta desse compromisso valem mil vezes o esforço. Sabe a célebre frase de O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry, “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”? É exatamente isso. Ou pelo menos deveria ser.

“Infelizmente, muitas pessoas que se encantam com um filhote numa loja de animais não se dão conta de que levar um bicho para casa significa assumir um contrato de fidelidade que pode durar muitos anos, o tempo de vida do bicho”, afirma Marco Ciampi, presidente da Arca Brasil, uma das primeiras ONGs brasileiras a difundir o conceito de posse responsável, um conjunto de atitudes que visam a ética, o respeito e o bem-estar animal. Está lá, na Declaração Universal dos Direitos dos Animais – é, eles têm uma, proclamada pela Unesco, em 1978: “O animal que o homem escolher como companheiro nunca deverá ser abandonado”. Mesmo assim, só no Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo, cerca de 60 cães e gatos (muitos, inclusive, de raça) são despejados por dia pessoalmente por seus donos. Os motivos para o abandono variam de explicações como “ah, ele não sabe se comportar”, até “ela está velha demais” ou “ficou grande demais para meu apartamento”.

Certamente você já ouviu falar de que ter um bicho faz bem ao humor e até à saúde.Nos últimos anos, dezenas de pesquisas se empenharam em mostrar o poder da amizade com animais sobre problemas como hipertensão, depressão e até sobre a qualidade de vida de doentes crônicos.Mas será que nós, humanos, sabemos fazer bem ao humor e à saúde de nossos bichos? Hummmm… Nem sempre. Mesmo que você não seja tão frio para abandoná-lo à própria sorte e esteja cheio de boas intenções. “As pessoas, em geral, são bastante sensíveis à causa dos animais”, comenta Ciampi.“O problema é que, na mesma medida em que há simpatia, há desinformação.” Bichos têm, sim, emoções como alegria, tristeza e medo, mas mostram isso de uma maneira que nem sempre a gente entende. Esforçar-se para compreender o universo dos outros seres vivos que convivem conosco e tratá-los com respeito e responsabilidade é condição essencial para viver de forma ética e em equilíbrio.

Conheça a seguir quais são os erros mais comuns que cometemos com a bicharada e tire ainda mais prazer e alegria dessa relação.

Bicho para quê?

Essa é a primeira pergunta que todo mundo deveria se fazer antes de comprar ou adotar um mascote. Se a resposta for “para convivência e amizade”, bingo! Cães e gatos são grandes companheiros, que precisam e gostam do contato próximo com seus donos. Mas há duas respostas erradas bastante freqüentes. A primeira delas: “Porque as crianças querem”. Adotar um animal deve ser uma decisão de toda a família, e os pais precisam estar conscientes de que, por mais que os filhos prometam cuidar dele, vai, sim, sobrar trabalho para os adultos. Além disso, como não têm noção de que cães e gatos também sentem frio, fome, dor e tristeza, crianças com menos de 6 anos não são uma companhia segura, especialmente se ele for filhote.

Outra motivação equivocada é ter um animal “para proteção”. Confinar um cão no fundo do quintal e privá-lo do convívio da família imaginando que assim ele será mais bravo é um engano perigoso.“O correto é apostar na inteligência do animal, socializá-lo e adestrá-lo adequadamente, para que ele saiba distinguir quando deve ou não atacar”, afirma a veterinária Hannelore Fuchs, de São Paulo, especialista em comportamento animal. Em vez de dar um destino tão miserável a uma vida, que tal instalar equipamentos eletrônicos de segurança? Dá menos trabalho e sai muito mais barato.

Sinal amarelo

No caso de cães e gatos, xixi fora do lugar, agressividade, hiperatividade, destruição de móveis e excesso de ruídos são algumas das principais causas de abandono – para espécies exóticas, como cobras e lagartos, é mais comum o bicho crescer além do que os donos imaginavam. É preciso saber, porém, que isso não ocorre por má intenção do animal. Bichos não possuem sentimentos humanos complexos como vingança, culpa ou ciúmes, afirma o psicólogo americano Marc Hauser, da Universidade de Harvard, autor do livro Wild Minds (em português, “mentes selvagens”, inédito no Brasil). Para eles, tudo é uma questão de medo, tédio, tristeza e atenção.

Em outras palavras: por trás de um cão, um gato ou um papagaio mal comportado, pode haver uma criação inadequada na infância, falta de atenção, excesso de energia para gastar ou simplesmente estresse.

Mas tudo tem solução, dizem os especialistas, e o mais importante é encarar o distúrbio como um sintoma de algo a ser tratado. Se possível, com ajuda profissional. Bater no animal, além de ser um ato covarde, só fará com que ele se torne mais medroso e inseguro. Converse com seu veterinário. Muitas vezes, basta direcionar o comportamento para algo não destrutivo, como garantir ao seu amigo mais brincadeiras.

Focinho de um…

Além dos traços físicos, cada raça possui características temperamentais e necessidades bastante distintas. E é preciso ver se elas se adaptam a você e ao seu estilo de vida, para não sofrer mais tarde. Levar para um apartamento cães de caça como um dachshund, que adora correr e cavocar a terra, ou deixar a maior parte do dia sozinhos um collie ou um terrier, que carecem de muita atenção e estimulação, é sinônimo de problema. “Informar-se sobre o animal antes de levá-lo para casa é uma forma de respeito a ele e o único meio de atender às suas necessidades básicas”, afirma a veterinária e etóloga Rubia Burnier. Há um tipo de bicho, porém, que não tem restrição e é quase unanimidade entre os especialistas. Sabe qual? O vira-lata. “Ele tem mais capacidade de se adaptar aos diversos ambientes, é o mais independente, o mais fácil de trabalhar e o mais fiel”, diz Rubia. Além disso, é o mais saudável geneticamente, pois não foi submetido aos sucessivos cruzamentos consangüíneos que os criadores fazem nas raças mais “puras”.

Bibelô da mamãe

Essa costuma surpreender muitos donos que se acham bonzinhos: viver com o bicho sempre no colo e mimá-lo como um bebê é péssimo para a saúde psicológica dele. “O animal desenvolve dependência do dono e sofre uma angústia profunda sempre que se separa dele”, diz Rubia. Quem passa o dia inteiro fora e, à noite, decide compensar dando atenção exclusiva, também erra: isso faz com que sua chegada fique supervalorizada, levando o bicho, muitas vezes, a passar o resto do dia plantado na porta esperando – o que, convenhamos, não é vida.

Se você gosta realmente de seu amigo, precisa ensiná-lo a ficar feliz também sozinho. Uma das melhores formas é dar-lhe o direito de viver com um companheiro da mesma espécie, criando dois animais. Outra é acostumá-lo gradativamente a ser mais independente e fazer com que ele associe sua ausência com algo prazeroso, como uma caixa de brinquedos que o bicho acessa somente quando fica só.

Questão de limites

Permitir que o cão durma na sua cama ou suba no sofá é outra atitude para a qual os especialistas torcem o nariz. “Isso estimula o instinto de dominância do animal, o que pode levar a vários distúrbios de comportamento mais tarde”, afirma Rubia. O bicho deve poder circular pela casa, mas tem que saber que há regras a serem respeitadas, como,por exemplo,deitar-se somente em sua própria almofada, no chão. Não precisa ter pena. Os cães, por exemplo, são animais que vivem em matilha. Para eles, a hierarquia é fundamental. Eles ficam perdidos quando não entendem qual posição ocupam no grupo: se o lado dos dominantes ou o dos dominados – isso para não falar nos casos em que se convencem de que são os reis da casa e passam a redecorá-la ao gosto canino.

Educação vem do berço

Além de limites, cães, em especial, precisam de educação. A lógica é a mesma das crianças: ninguém se educa sozinho. As técnicas de treinamento, acredite, também seguem os princípios da psicologia infantil: reforçar os comportamentos positivos e nunca usar de violência. O trabalho de adestramento dura cerca de seis meses, deve ser feito por um profissional especializado e não se restringe a ensinar ao bicho truques engraçadinhos: ele aprende a se comportar diante de outras pessoas, a respeitar ordens, a conviver com estímulos como carro e barulho, entre outras habilidades fundamentais para a boa convivência.“É uma forma de se fazer entender pelo animal”, diz Rubia

Prole sob controle

Castração. A palavra, sem dúvida, é horrível: lembra mutilação, censura, agressão. Talvez por isso, muitos donos tenham tanta resistência e pena de esterilizar seus animais. Grande engano, dizem os especialistas. “Esse é um dos principais atos da posse responsável”, afirma Hannelore. Só assim se podem evitar as crias indesejadas e a superpopulação de bichos abandonados, causa de um interminável ciclo de sofrimento e crueldade. Por mais que você consiga donos para uma ninhada, jamais poderá ter certeza de que eles, e seus futuros filhotes, serão bem tratados. “Para o animal, não há vantagem alguma em deixar que ele se reproduza”, explica Hannelore. Pelo contrário: a castração, uma cirurgia de recuperação rápida, diminui as chances de tumores nas fêmeas e de inflamação da próstata e testículos nos machos, além de acabar com vários comportamentos sexuais indesejados, como a agressividade, a vontade de fugir para cruzar ou a necessidade de demarcar território com urina.

Se depois de ler tudo isso você passou a pensar duas vezes antes de trazer a companhia de um animal para a sua vida, ótimo: era essa a intenção. Significa que você acaba de ganhar um atestado de dono responsável – mesmo que,depois de refletir, tenha chegado à conclusão de que, por enquanto, o melhor para o seu caso seja curtir esporadicamente as estripulias do bicho de algum amigo. Quem resolve abrir o coração, no entanto, garante que vale a pena. E mais: descobre que, no fundo, nem dá tanto trabalho assim. Como diz o veterinário americano Marty Becker, autor do best-seller O Poder Curativo dos Bichos (Bertrand Brasil), estreitar o relacionamento com um animal não é algo que se faça apenas por ele, mas por você.“As pessoas com os vínculos mais profundos com seus bichos de estimação são as que obtêm os maiores benefícios para a saúde”, afirma. Diz aí: existe remédio ou tratamento mais divertido?

Dez mandamentos do bom dono

  •  Antes de adquirir um bicho, considere seu tempo médio de vida.
  • Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará do animal nas férias e feriados.
  •  Prefira animais de abrigos públicos e privados (vacinados e castrados), em vez de comprar por impulso.
  • Informe-se sobre as características e necessidades da espécie escolhida – tamanho, peculiaridades, espaço físico necessário.
  • Não deixe seu animal sair à rua sozinho e, quando passear com ele, use coleira. Isso evita problemas para ele, para você e para os outros. Em casa, no entanto, não mantenha o bicho acorrentado.
  • Cuide da saúde do animal. Providencie local e alimentação adequados (não dê sobras de comida, que em geral não atendem às necessidades nutricionais do bicho). Não deixe água estagnada no pote, vacine, dê banho, escove e exercite-o. Quando estiver doente, leve ao veterinário.
  •  Zele também por sua saúde psicológica. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele. Não o castigue nem maltrate.
  •  Eduque o animal, se necessário, por meio de adestramento, mas respeite suas características.
  •  Ao sair na rua com seu cachorro, recolha a sujeira que ele fizer. Essa é uma regra básica de civilidade e higiene.
  •  Identifique o animal com plaqueta e registre-o no Centro de Controle de Zoonoses de sua cidade.
  •  Evite crias indesejadas. Castre machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contra-indicações.

Fonte: Arca Brasil, Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal

PARA SABER MAIS

LIVROS

  •  O Poder Curativo dos Bichos, Marty Becker (Bertrand Brasil)
  •  Adestramento Inteligente, Alexandre Rossi (CMS)
  • Guia do Cão, Joan Palmer (Estampa)
  • 97 Maneiras de Fazer Seu Cachorro Sorrir, Pat Doyle e Jenny Langbehn (Sextante)
  • Gatos e Gatinhos, Lydia Darbyshire (Edições 70)
  • Wild Minds, Marc Hauser (Penguin UK)

SITES

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GALERIA DE FOTOS DA TURMA DO CURUPIRA

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Poruga a dálmata.

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Katie a mais nova ajudante de curupira.

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Meus amores.

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Guri o multi-raça.

katie

 

 

 

Katie

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Guri recém trazido pela cegonha.

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Pousando para a foto.

amigos

Beijo roubado.

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Ajudantes de Curupira.

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Homenagem a Mogli e Montanha – www.moglimontanha.wordpress.com 

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7 pensamentos sobre “Amigo bicho

  1. Oie! Já arrumei a postagem das gralhas. Já botei link para o sítio e já estou botando o sítio nas indicações do blog! Beijo e parabéns pelo trabalho! Meu coração fica cheiooooooooo de alegria conhecendo trabalhos e pessoas assim!

  2. Fiquei encantada com o trabalho de vcs! Ainda não tive tempo de explorar todo o site, mas de tudo que vi, eu amei. Me sensibilizei muito com a história dos 2 amigos caninos que viviam livres e felizes em meio a natureza e tiveram um fim triste e prematuro. Mas creio que pelo tempo de vida que eles tiveram aí, junto de vcs, no sítio, a vidinha deles valeu a pena. Quantos, neste momento, estão sofrendo o abandono e vivem perambulando pelas ruas, com fome, sede… e falta de amor, não é? Valeu a vida feliz que eles tiveram enquanto durou e isto graças a vcs!
    Estou me aposentando agora e mudando pra uma propriedade fora da cidade. Não é um sítio curupira mas… é o começo. E estou cuidando atualmente de 13 cães de rua. O meu problema é com o “monte” de cocô que eles produzem. Antes que a vigilância sanitária venha me encher o saco, pensei em fazer uma compostagem… é assim que se diz? Não tenho nem interesse em produzir humus, apenas de não ser acusada de estar poluindo o meio ambiente. Os ditos protetores de animais (não me considero uma, mas faço o que posso) são incrivelmente discriminados e perseguidos.
    Se puder me dar algumas dicas, eu agradeço muito.
    Dilva

  3. Amo cães, tenho oito cães só um macho.Por que as fêmeas são muito discriminadas!
    Aqui onde moro são abandonadas muitas fêmeas, acho isso um horror.
    Parece que elas não tem o mesmo direito de viver que os machos tanto é que adotei três que estavam largadas na rua, vivendo apenas contando com a sorte de achar uma comida ou mesmo um pouco de carinho.E hoje elas tem um lar,comida, saúde e muiiiiiiiiiiiiiiito carinho.
    Fico orgulhosa em saber que existe mais pessoas além de mim que lutam por eles.Adorei o curupira, beijos e obrigada!!!!!!!!

  4. Visito o Sítio Curupira semanalmente, pois me faz bem ver e ler sobre a vida de vocês, de como trabalham e vivem pensando no bem estar de todos os seres viventes do sítio. Um dia, assim que me aposentar (ano que vem) irei morar na chácara, presente que ganhei de meu pai, lugar onde nasceram meus pais eu e todos os meus irmãos. Antes era uma fazenda que se transformou em pequenos sítios e há três anos o sítio de meu pai se transformou em cinco chácaras de dois alqueires cada. Desde menina sonho em morar lá.
    Obrigada por compartilhar parte da vida de vocês.

    Abraços.

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