Composto Vegan

Aqui vai uma dica do Curupira para os amigos vegetarianos que não criam animais por razões éticas ou por falta de espaço, para produzir esterco utilizado tradicionalmente na agricultura orgânico

Este artigo não procura desencorajar vegetarianos e vegans na promoção de alimentos orgânicos, pois o cultivo por meios químicos é prejudicial à Terra, aos animais e à nossa saúde. Existem, porém, passos que vão além da cultura orgânica tradicional, mais compatíveis com os conceitos vegetarianos. 

Na foto acima aparece o composto feito apenas com grama cortada e poda de árvores trituradas em um picador tradicional. Pode-se enriquecer mais o composto triturando leguminosas como feijão guandu, feijão-de-porco ricos em nitrogênio. Quanto mais espécies de plantas trituradas mais completo fica o composto.

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Cultivo Vegan

As pilhas de composto e os canteiros na fazenda de Will Bonsall indicam que ele se dedica à agricultura orgânica. Porém, uma observação mais cuidadosa revela não apenas a falta de sacas de fertilizantes químicos, mas também a ausência de qualquer adubo animal. Nos últimos 20 anos, Bonsall tem se dedicado ao cultivo vegan, um termo (e método) desconhecido até para muitos vegetarianos. Bonsall avançou ainda mais no cultivo orgânico evitando o uso de subprodutos de origem animal. Por que os agricultores orgânicos utilizam fertilizantes de origem animal, como estrume e subprodutos do abatedouro? Esses produtos têm valor fertilizante, pois contêm nutrientes essenciais como nitrogênio, fósforo e potássio, e a matéria orgânica do estrume ajuda a melhorar a estrutura do solo. Esse tipo de fertilizante sempre esteve disponível nas comunidades rurais a custo baixo ou zero, e agricultores que também criam animais têm seu próprio esterco em abundância. Horticultores e agricultores orgânicos consideram a decomposição de produtos animais um componente natural do processo orgânico. Embora agricultores orgânicos sejam encorajados a obter estrume em “fazendas orgânicas”, isso não é requisito para obter o certificado de produtor orgânico. Os horticultores, às vezes, conseguem obter adubo orgânico quando residem em áreas rurais, mas muitos compram adubo de animais criados em confinamento não orgânico. O aumento explosivo da criação de gado em confinamento tem provocado um aumento paralelo de dejetos de origem animal e esse excesso constitui um grande problema. Nos Estados Unidos, o gado produz 105 toneladas de estrume por segundo e o nitrogênio desses dejetos é convertido em amônia e nitratos que se infiltram na água de superfície e subterrânea, contaminando poços, rios e cursos d’água.
“O fazendeiro que cria animais em confinamento tem uma quantidade enorme de estrume da qual precisa se livrar e ele deveria arcar com todos os custos relacionados à poluição do solo, da água e do ar”, diz Scheps. “Se essas despesas forem pesadas, talvez ele se dedique a algo menos prejudicial para o meio ambiente como, por exemplo, cultivar couve” afirma.  E o que dizer do estrume da vaca que vive em um estábulo tradicional? Para que uma fazenda de gado leiteiro seja comercialmente viável, precisa manter muitos animais em um espaço limitado e, portanto, terá problemas com o estrume. Embora as condições não sejam tão ruins como no confinamento, as vacas leiteiras são forçadas a manter os ciclos de gravidez / lactação e os bezerros machos são geralmente vendidos aos produtores de carne de vitela logo após o nascimento. Quando não são mais consideradas produtivas, a maioria das vacas leiteiras é abatida para que sua carne e couro sejam aproveitados. Quando usamos estrume dessas fazendas, ajudamos a explorar os animais.

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Para acelerar a fermentação pode-se colocar cana-de-açucar picada, caldo de cana ou simplesmente água sem cloro, como aparece na foto acima. Aqui no Curupira usamos um gabarito de tela para facilitar a mistura do composto, pois sem ele o monte acaba ficando uma pirâmide. Mas não é regra, é apenas uma dica para facilitar o trabalho. Precisa-se apenas de um gabarito para empilhar vários compostos. O gabarito mede 1m de diâmetro por 1m de altura: medida padrão recomendada para facilitar a compostagem. Veja o vídeo do uso do gabarito de tela .

 

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 Mas, como obter nitrogênio?

A primeira pergunta que muitos fazem quando querem fazer horticultura sem produtos animais é “Como podemos compensar a falta de estrume?” Isso corresponde a perguntar a um vegetariano como ele obtém proteínas em quantidade suficiente. Fazer a pergunta “como compensar” significa inferir que os produtos animais como comida ou fertilizante são o que há de melhor. Os vegetarianos sabem que são muitas as razões pelas quais a alimentação baseada em vegetais é superior à alimentação a base de carne e, para os vegans, os motivos éticos são óbvios. Muitos, porém, desconhecem todos os outros benefícios da adubação usando somente plantas.

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Quando o composto estiver escuro, frio e com cheiro de terra, ele está pronto para ser usado.

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Fertilidade e uso da terra

A fertilidade do solo não vem dos animais, vem das plantas na base da cadeia alimentar. A nutrição humana também não tem origem animal. Quando uma pessoa come carne, obtém nutrientes daquilo que serviu de alimento para o animal. Obter nutrientes dessa forma não só é nocivo à saúde, como também constitui uma maneira ineficiente de utilizar energia e recursos. A carne, por exemplo, não contém nada das fibras que o animal comeu e seu teor de proteína é elevado demais. Da mesma forma, quando o capim é “filtrado” através de uma vaca, quase todo o nitrogênio é perdido pela urina. Se colocarmos o capim destinado a alimentar uma vaca diretamente na pilha de composto, obtemos todo o nitrogênio necessário, além de outros nutrientes que não são encontrados no estrume. Usando o capim, vamos obter mais matéria orgânica do que com o estrume e, portanto, mais fertilizante. Colher a fertilidade na fonte é uma maneira bem mais eficiente de obter nutrientes. Eliot Coleman vem usando adubo orgânico há mais de 40 anos, sendo que nos últimos 15 usou métodos vegans. No início dos anos 90, Coleman recebeu uma verba para pesquisar a produção em escala comercial usando composto vegetal em vez de adubo animal. Através da pesquisa, Coleman determinou o número de hectares de feno necessários para fertilizar um hectare de plantas alimentícias. Descobriu que a relação é de um hectare para produzir o feno por um hectare para produzir alimentos. Isto no Maine, EUA, onde o solo é rochoso e difícil de arar. Se fosse usado adubo animal em vez de capim, o espaço necessário para fertilizar aquele hectare usado para cultivar alimentos precisaria ser quatro vezes maior — considerando o espaço para o pasto e a forragem para os animais. A pastagem excessiva tem levado à erosão e à formação de desertos nos quatro cantos do mundo. E a imensa quantidade de fertilizantes e agrotóxicos — usados na produção de alimentos para os animais — acaba poluindo águas superficiais e subterrâneas. Agricultores orgânicos que dependem das vacas para obter fertilizantes precisam de muito mais terra do que aqueles que usam métodos vegans. À medida que a população aumenta, depender de animais no cultivo vai levar à derrubada de mais florestas — e conseqüente destruição do habitat da fauna — para dar ainda mais lugar a pastos e cultivos para animais. Mais de 25% das florestas tropicais da América Central já foram destruídos para criar pastos para o gado.

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Foto abaixo: composto pronto usado direto na horta.

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Costumamos passar o composto pronto pelo minhocário, para produzir húmos e facilitar a absorção dos nutrientes pelas plantas. Mas essa passagem pelo minhocário é opcional.

Fonte da tabela: Alternativas Ecológicas para Prevenção e Controle de Pragas e Doenças, de Inês Burg e Paulo Mayer – Editora Grafit

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Mais razões para adotar métodos vegans!

O interesse de Coleman pelo cultivo vegan não se deve ao vegetarianismo, pois ele não é vegetariano. Seu interesse provém da praticidade de cultivar seu próprio fertilizante e não ter que depender de fontes externas para obter adubo. O estrume de gado confinado muitas vezes tem preço elevado devido aos custos de tratamento, embalagem e transporte. Não deixa de ser irônico que o estrume seja caro, apesar do excesso! Outro motivo para o preço elevado do estrume é a demanda crescente porque o público vê o adubo animal como necessário. Como o interesse em horticultura e agricultura orgânica está aumentando, a demanda por adubo “orgânico” poderá vir a exceder a oferta e afetar os preços atuais. 

Solo equilibrado, plantas saudáveis

Muitos agricultores acreditam que aplicar adubo em excesso pode provocar um desequilíbrio no solo, plantas doentes e problemas com predadores. Coleman e Scheps descobriram que adubos vegans não causam os problemas com pragas que afetam as hortas onde empregam adubo orgânico não vegan. “A superalimentação do solo, além de ser um desperdício, pode ser prejudicial” escreveu o agricultor vegan David Phillips, Ph.D. “Colocar uma camada grossa de adubo faz com a planta o mesmo que o excesso de comida faz com o corpo humano — crescimento super estimulado, durante certo tempo, depois o desequilíbrio que causa condições patológicas.” O agricultor pode optar entre controlar ou aprimorar a natureza. As pessoas podem matar ervas daninhas com um herbicida. Entretanto, esse produto químico também destrói os microrganismos encontrados no solo e as plantas ficam mais suscetíveis a doenças. Para aprimorar a natureza, usamos barreiras físicas que evitam ervas daninhas (por ex.: cobertura verde, uso de energia solar), extirpamos as ervas daninhas ou simplesmente convivemos com elas. Mesmo hortas com solo equilibrado podem ter insetos indesejáveis, mas nessas hortas seus predadores naturais acabam aparecendo. Se nada for feito contra os pulgões, eles atrairão as joaninhas que deles se alimentam. E, às vezes, esses insetos podem até se tornar úteis: há um tipo de lagarta que se alimenta das folhas da salsa, porém, mais tarde, a larva se transforma em uma borboleta que poliniza as plantas. As plantas que crescem em solo equilibrado nem sempre estão livres de imperfeições. Quando se trata de aceitar falhas, existe uma questão de ordem econômica. Quem planta sua própria horta não se importa com alguns furinhos na folha de alface, mas quem cultiva para fins comerciais vai considerar essa alface imprópria para venda. Fazer a rotação de culturas, produzir cobertura, evitar monoculturas e produtos químicos, adicionar constantemente matéria orgânica são fatores críticos para uma horta bem equilibrada. 

Questões de saúde

O estrume da maioria dos animais domésticos aloja doenças intestinais e parasitárias e pode conter resíduos de antibióticos. Animais ruminantes, às vezes, abrigam a bactéria Escherichia coli 0157:H7 no intestino, que pode ser transmitida às pessoas através das fezes. Mesmo os defensores do estrume concordam que, principalmente o estrume, cru, constitui uma ameaça à saúde e aconselham que seja manuseado com cuidado. 

O futuro do método vegan

“Hoje, o principal problema da agricultura vegana”, diz Bonsall, “é a dificuldade em encontrar informações a respeito”. No mundo inteiro, muitos agricultores utilizam os métodos vegans (mesmo sem conhecer o termo!), mas não há comunicação entre eles. O escritor inglês Geoffrey Rudd cunhou o termo “vegan” há quase 50 anos e existem diversos livros sobre o assunto, mas muitos agricultores que usam apenas fertilizantes a base de plantas não conhecem essas obras. Muitos vegetarianos que cultivam sua horta com certeza usam métodos vegans. Entretanto, no mundo inteiro, é impossível encontrar esses produtos nos supermercados, porque as pessoas os cultivam apenas para consumo próprio. Há vinte anos, era difícil encontrar produtos orgânicos, mas agora já os vemos por toda parte, atendendo à maior procura. As coisas boas merecem que se lute por elas. Precisamos colocá-las em prática e também informar a população. Quem sabe, um dia encontraremos couve e pepinos marcados com um “V” de vegan no supermercado. 

Fonte: Revista da NAVS Vegetarian Voice, verão 1997 A NAVS, North American Vegetarian Society, mantém um cadastro de agricultores vegans. Quem quiser utilizar métodos vegans pela primeira vez, não precisará “reinventar a roda”.

perguntascomentarios

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32 pensamentos sobre “Composto Vegan

  1. Amig@s
    Muito bom texto! Vou fazer um link do blog de vocês no blog do nosso grupo http://www.burucutu.blogspot.com, e nesse tierramadre que estou criando também.
    Agora, uma pergunta: já estimaram o tempo necessário para uma pilha de composto vegan ficar pronta para os canteiros? E quanto tempo o material permace no minhocário?
    valeu
    abração

    Resposta Curupira:

    Thiago, o tempo varia de acordo com a época do ano (inverno/verão) e o material a ser usado. Por exemplo, se for uma capim tipo baquearia, aquele mais rústico e seco que você conheceu aqui no sítio no alto do morro, pode levar até 4 meses se o clima estiver seco e não for acrescentado um pouco de água. Agora, se for feito com o mato que cresceu nos canteiros, cana-de-açúcar, lírio-do-brejo, maria-sem-vergonha, folhas e galhos de feijão guandu…tudo devidamente picado (sugiro um picador tradicional) e movido a cada dois dias, pode ficar pronto em menos de dois meses, pois estas plantas contém bastante líquido e misturadas a algumas leguminosas ricas em Nitrogênio podem facilitar e enriquecer muito o processo de compostagem. E para vermicompostagem com minhocas californianas, também varia muito de acordo com a época do ano. No outono/inverno elas são mais lentas e alimentam-se menos e na primavera/verão aceleram o metabolismo reproduzindo-se e alimentando-se o tempo inteiro. O trabalho das minhoca,s se for bem monitorado, controlando umidade, insolação e possíveis predadores, pode levar um mês ou dois. Tudo é muito relativo e as variáveis são muitas. Meu conselho é sempre ter um composto fermentando e um vermicompostando. Aconselho também ter sempre um nicho do minhocário para colocar os restos da cozinha. Neste nicho terá sempre minhocas sadias e bem alimentadas. Pois depois de um tempo quando elas terminam de comer do composto vegetal, costumam migrar para fora do nicho, algumas somem na terra outras migram para o nicho que contém sempre restos da cozinha. Nunca de alimentos com sal ou gordura.
    Veja bem, essa é a opinião de um prático não de um técnico. Espero ter ajudado.

    Um grande abraço de toda turma do Curupira.

  2. Parabéns o trabalho de voces é muito legal
    minha pergunta é a seguinte :
    poderei fabricar para vender ,tenho uma pequena chacara e será que poderia produzir com restos de folhas de arvores que estão caida no chão e capim?

  3. Gostaria de saber como posso compra-lo?
    Qual a quantidade e quantas vezes deve ser usado em um pé de café?
    Preciso de uma fonte de nutrientes para o pé de café, você tem alguma sugestão(organico).
    Desde já agradeço
    Ps.: Gostaria de saber sobre um fertilizante chamado PROTEON feito por uma cooperativa Capixaba (coopfert)

    • Bem Kátia, vamos as suas questões.
      Gostaria de saber como posso comprá-lo?
      R.:Nem imagino, pois não conheço ninguém que produza comercialmente.
      Qual a quantidade e quantas vezes deve ser usado em um pé de café?
      Preciso de uma fonte de nutrientes para o pé de café, você tem alguma sugestão(orgânico).
      R.:Sugiro que faça uma cova de (44X40X40 cm) e no fundo coloque o composto curtido preenchendo um espaço de 20 cm, pode dar uma leve socadinha, pois o composto costuma diminuir com o tempo, o resto preencha com terra preta numa mistura de 100g de fosfato natural (pó de rocha), 200g cinza, 100g de calcário (se a terra estiver ácida) e uns 2kg de humos. Veja bem, é apenas uma sugestão, pois eu faria exatamente assim. Se quiser mais precisão consulte um agrônomo com formação em agroecologia. Tanto a Epagre, Emater ou Embrapa tem consultores gratuitos em cada município.
      Gostaria de saber sobre um fertilizante chamado PROTEON feito por uma cooperativa Capixaba (coopfert)
      R.: Desconheço qualquer informação sobre o Proteon.

  4. Caros amigos e internautas simpatizantes do site do Sítio Curupira, gostaria de deixar claro que quando sugiro uma técnica ou desenvolvo alguma experiência aqui no Curupira e divulgo depois no site, não é com o intuito de vender ou incentivar uma produção comercial com técnicas precisas de produção. Pelo contraio, meu objetivo é incentivar a auto-suficiência em vez da dependência externa, a troca em vez de venda por dinheiro, o altruísmo em vez do egoísmo. E principalmente ensinar a fazer com as próprias mãos, para nos reconectar-mos com a terra, com nossas origens. Veja bem, não ofereço humos ou composto Vegam, mas sim uma possibilidade de transformar o lixo doméstico orgânico ou poda de árvores e capim, em nutrientes para as plantas sem precisar de adubos químicos ou esterco animal.
    Não ofereço hortaliças ou frutas, mas sim à possibilidade de cada um produzir boa parte de seus alimentos no quintal de casa com uma qualidade infinitamente superior do que a vendida no supermercado, e assim por diante.
    Espero ter esclarecido um pouco de nossa filosofia.
    Atenciosamente, Gardel Silveira.

  5. Excelente Matéria ,faço compostagem experimentalmente
    só com vegetais e restos orgânicos ainda a nível caseiro
    Estas informações foram valiosissimas para eu aplicar.
    Eu desejo muito que esta proposta seja num futuro bem próximo uma cultura nacional.
    Sou-lhes muito grato.
    Que Deus os Abençõe
    Altair Aureliano de Freitas

  6. Pingback: Novidades nas páginas do Curupira « Sítio Curupira

  7. Boa noite, caros amigos do Sítio Curupira! Eu sou o Bruno, de São Luís – MA
    Tudo bom com vocês? Bem, eu gostaria muito de uma ajuda de vocês. Bem, é o seguinte… a minha mãe me passou um terreno MUITO grande aqui em São Luís, num bairro exelente, mas que passa muitos carros e ônibus… axo que 24 horas por dia. Então… o espaço é exelente, ainda bem virgem, já que ningue meche nele a 25 anos,muito antes de eu nascer, desde a morte do meu avô… então há muito mato verde, muitas árvores e frutiferas. é realmente um lugar muito especial. Bem, tenho a intensão de começar um produção de orgânicos.
    Gostaria da ajuda de vocês com a produção desse composto vegan, que eu realmente fiquei muito interessado no processo de produão, já que o local oferece toda a materia prima. O problema e que eu não conheço as plantas, não conheço seus composições quimicas e suas quantidades de nitorgênio ou qualquer coisa… tem algum problema eu capinar tudo e fazer uma mistureba doida? hahahahahaha. Outra coisa… não sei por onde começar! Não sei onde comprar sementes organicas, não sei como fazer reservatórios de água da chuva, não sei como verificar a terra…. Bem, eu não sei nada… só sei que realmente quero fazer algo bem legal. Outra coisa, a produção deria de plantas frutíferas e vegetais para consumo… tem alguma coisa específica pra esse tipo de cultura?
    Bem… espero que possam me ajudar!
    Exelente o site de vocês, fico impressionado cada vez que o leio
    Obrigado e boa noite!

    • Olá Bruno, tudo bem?
      Vejo que são muitas as suas questões. Sugiro que você faça algum curso de Permacultura, Agroecologia, Agricultura Orgânica ou Agricultura Biodinâmica.
      Estes cursos variam muito de preço, mas em algumas cidades ele pode até ser gratuito. Procure a Embrapa, Emater ou Epagre mais próxima de sua cidade e pergunte sobre os cursos de extensão relacionados à Agroecologia. Aqui em Santo Amaro da Imperatriz, SC fiz um curso de Agroecologia totalmente gratuito, pois ganhei uma bolsa. Você terá que procurar na sua cidade, pois as bolsas são limitadas para os moradores ou agricultores de cada município.
      Espero ter ajudado, Gardel.

  8. Olá, pessoal do Sitio do Curupira, muito obigado mesmo por matérias assim como estas, visto que pretendo construir uma casa o mais ecológicamente correta possível, esta forma de adubação caiu como uma luva pois um dia anterior antes de ler esta matéria estava eu conversando com minha esposa a respeito de se comprar uma cabra e um bode tanto para a produção de leite como para a produção de adubo por meio de esterco, mas pela manhã pesquisando sobre o assunto, decidi entrer no site visto que já faz parte dos meus favoritos, foi que achei este achado á respeito de adubo vegan e acreditem isto me fez desistir da idéia de adquirir os caprideos. Como pretendo morar em Suzano e o terreno tem condições de abrigar uma horta orgânica, este será o composto que utilizarei.

  9. EXCELENTE INFORMAÇÃO E MUITO ÚTIL.

    SÓ GOSTARIA DE SABER A QUANTIDADE DE COMPOSTO QUE DEVO COLOCAR NUMAS ÁRVORES DE FRUTO (PESSEGUEIRO,AMEIXIEIRA,PEREIRA, CEREJEIRA,E MACIEIRA) QUE COLOQUEI ESTE MÊS NA TERRA QUE POR SUA VEZ É DE AREIA E BARRO,ARGILA.
    FICARIA MUITO AGRADECIDO QUE ME PUDESSEM AJUDAR SE ME INFORMASSEM DA QUANTIDADE QUE DEVO COLOCAR E COMO.
    DESDE JÁ AGRADEÇO
    JOSÉ CARVALHO.
    ESTOU SEM ÓCULOS POR ISSO PEÇO DESCULPA POR ESTAR A ESCREVER COM LETRA MAIÚSCULA.

  10. Amigos,

    Excelente matéria sobre compostagem orgânica. De fato, o Nitrogênio, macronutriente essencial a qualquer cultivo é mais disponibilizado nas excretas animais e o recomendável após análise laboratorial é que o composto após sua maturação, atinja um indice de pelo menos 1% entre os macro e micronutrientes/Kg presentes na mistura da biomassa.

    Aí vem a pergunta que não quer calar…

    Como as grandes florestas, com saudáveis e frondosas árvores, conseguem o N do solo?

    Simples, o mulche (solo) da floresta, tem um “exercito” de insetos, vermes, larvas, fungos, pássaros, pequenos animais, que juntos, contribuem para uma grande “decomposição natural”.
    O “mulche” composto orgânico da floresta, é o local onde os “micro sedimentos da vida” (corpos e excretas) são depositados e onde ocorre o fenômeno aeróbio da compostagem orgânica. Sem contar que a diversidade da flora apresenta ainda, inumeras espécies de plantas leguminosas que abrigam em suas raízes o genero rizobhium que fixa o Nitrogênio no solo… Naturalmente.
    As diversas espécies de feijão, mucuna, mamona, algaroba, soja e por aí vai, contribuem muito com isso também, sem contar que suas folhas incorporadas ao solo e de preferência no composto, são ricas fontes de Nitrogênio e não devem ser desprezadas.

    Fica aqui uma dica:

    Inocule com um pouco de mulche florestal a biomassa do seu composto orgânico. Reserve sempre parte do composto obtido para inocular uma nova pilha.

    Utilize de preferência na formação da biomassa de residuos e palhadas, um conjunto de plantas leguminosas, 50% do volume todo é o ideal.

    Cultive sempre, um “meio” de microorganismos actinomiscetos (colonia fúngica)com esta inoculação, utilizando-a sucessivamente em futuras biomassas de seu composto.

    “Copie” a Natureza.

    O resultado virá em abundância, com um composto escuro, tipo borra de café, um meio vivo e completamente orgânico, nutritivo (pelo menos 1%/Kg/N) para ser utilizado em suas culturas orgânicas e com um perfume de cháo de floresta incomparável.

    Vale a pena.

    Espero ter contribuido.
    Parabéns e um abraço à todos.

    Dagô
    Fazenda Recanto do Curupira

    • Valeu pela diga Dagô. Somos “charas” de nome de sítio, e acredito também que temos muito mais coisas em comum.
      Achei bem completa e esclarecedora a sua informação para aperfeiçoar o processo de compostagem. Sempre que tiver alguma contribuição ou crítica pode e mandar que publicaremos.
      Muito obrigado.
      Um grande abraço, Gardel Silveira

    • Olá Dagô, concordo em muitos pontos com você, mas acredito que nas florestas tem bastante N disponível pelo fato de nela residir uma fauna tão rica quanto a flora e que produz uma quantidade significativa de estrume. Acontece que o mundo quer consunir uma quantidade de carne que me parece muito maior do que aquela que o mundo pode ou poderá produzir e tantas outras coisas mais que as pessoas querem ter,ter,ter,ter,ter…………….

  11. fantástica essa matéria.
    sou paisagista e ministro cursos com enfoque em composto orgânico, aliás é a parte do curso que mais chama a atenção dos alunos.
    o ecológicamente correto – como essa matéria ou defensivos atóxicos (forneço receitas) – faz muito sucesso entre os adeptos dos cursos.
    parabéns.
    gildete.

  12. Ola Gardel e Simone!
    tudo bem com vocês?

    Gardel, vou começar umprojeto aqui na faculdade para montar um jardim de medicinais no nosso Jardim Botânico. Ele está super abandonado, cheio de mato…então quando formos limpar vai sobrar bastante poda.
    Ai logo lembrei desse composto,mas minha dúvida é só sobre o fato de não termos um triturador..se isso vai dificultar muito?

    obrigada
    Fernanda

    • Olá Fernanda, desculpe a demora na resposta.
      A dificuldade estará na hora de virar o composto, pois quanto mais galhos compridos e grossos mais difícil será para manejá-lo (virada do composto), e o tempo de compostagem acaba aumentando. Caso o corte deste mato seja feito por uma roçadeira ou cortador elétrico de grama, não haverá necessidade de passá-lo por um picador/triturador, pois os cortadores farão isso para vocês, basta juntar a fazer o monte. Caso o corte seja feito com foice ou capina, sugiro que separe apenas os galhos mais finos ou tente picar ao máximo com o facão os grossos e compridos.
      Sugiro que dê uma lida nos comentários da página https://sitiocurupira.wordpress.com/compostagemvegam/ principalmente o número 12, pois tem várias dicas para “aditivar” e acelerar o composto orgânico.
      Um grande abraço, Gardel Silveira.

  13. genial!!!!!
    Conheci um australiano que falou do composto vegan no encontro internacional vegan no Rio em 2009, mas aqui encontro um trabalho técnico de altíssimo nível!
    PARABÉNS!!!!!!
    GRANDE MATERIAL!!!!
    Já enviaram para a Revista dos Vegetarianos????
    De qualquer forma vou enviar….
    Ah! são wordpress….
    + parabéns…..ainda não me livrei do blogspot….
    mas já da alimentação com animais….
    carinho e LUZ
    claudialulkin.blogspot.com

  14. Olá, vocês têm alguma informação sobre cultivo de orgânicos em São Luis do Maranhão? já fiz diversas tentativas sem êxito. Obrigada, Um grande abraço, Vera

  15. Como obter mais nitrogênio? De animais. Quais animais? Olhem-se no espelho. Método simples e direto: urinar na própria pilha de composto, pois além de fornecer nitrogênio, também fornece potássio, fósforo e a necessária umidade. O composto fica escuro e apodrece rapidinho e não cheira a urina se estiver sempre coberto com matéria vegetal.

  16. Gostei muito da matéria e gostaria de saber se vocês já fizeram alguma experiência de adicionar ao composto o arroz cozido sem sal inoculado com fungos da floresta ( o mesmo que é usado na preparação do Bokashi).
    Um abraço.
    Marco

    • Olá Marco.
      É bem mais prático utilizar as folhas e galhos caídos da floresta (mulch), pois eles já contém fungos e bactérias para acelerar o composto.

  17. Olá a todos!
    Acabei de descobrir o Sítio Curupira e estou simplesmente MARAVILHADA com tudo que estou vendo e aprendendo!!!
    Sou de São Paulo e me mudei para uma chácara em área rural a 3 anos, tendo vivido minha vida toda em casa e apartamento na cidade (imaginem só).
    Minha pergunta é – quanto tempo eu deixo o composto feito com grama cortada dentro do gabarito? Vi em uma foto acima que à outros montes “rodondinhos” ao lado do gabarito sendo utilizado, que inclusive estão com a parte superior coberta!
    Depois do gabarito estar cheio, eu apenas viro, retiro o composto de dentro e recomeço outro?

    Muitissimo obrigada, estou fazendo um curso intensivo a distância aqui no Sítio Curupitra!
    Um abração a todos, fiquem com Deus e até a minha próxima duvida :o)

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