Vegetarianismo

“Os animais do mundo existem para os seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens.” Alice Walker

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EM BUSCA DO ÉDEN SELVAGEM

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Texto retirado do livro “As Víceras e o Coração” de Jaime Ambrósio.

Não há como fugir. Impossível romper as paredes de concreto e ferro. Está cercado por homens que usam armas compridas – agulhões elétricos – e aventais manchados de sangue. Tudo em volta cheira a sangue, odor vivo dos que chegaram antes. Já não tem forças para caminhar com as próprias pernas. Eles sabem disso e o deixam parado por alguns instantes – etapa estratégica antes do último corredor (lá precisam mantê-lo em pé).

Momento fatídico, irreversível, quando a realidade mostra as garras afiadas e afugenta a última nevoa de ilusão. O estado de pânico chega ao ponto Maximo: todos os músculos estão tensos; a pulsação cresce ainda mais; o ritmo respiratório cresce, com as narinas inflando em excesso para absorver mais ar; os olhos dilatam em busca de outros estímulos; do abdômen os gases descem, suscitando fezes e urina. O organismo saturado diante da morte anunciada.

No começo era apenas o medo…

Eles chegam no campo resolutos, com os mesmos agulhões, e o identificam. Está marcado para a Viagem. Tenta fugir, acuado, mas leva várias estocadas elétricas. A carne arde e se retesa. Uma complexa reação química começa no cérebro, atingindo todas as células e fibras . E a resposta do corpo à violação do corpo. Debate-se em vão, ataca, em vão. E amarrado, fortemente, é conduzido para o interior do grande carro. Há outros como ele, um em cada compartimento. Estão atordoados, sem entender por que foram expulsos dali. O trajeto é sinuoso, cheio de solavancos, vibrações irritantes, paisagens estranhas. De vez em quando uma nova parada. Mais um embarcado, ofegante, perplexo.

A chegada é violenta, então o medo aumenta. Recebe novas estocadas por todo o corpo, enquanto é conduzido por um angustiante labirinto de corredores e rampas. Para não ser torturado ainda mais, caminha, trôpego, por onde querem que caminhe.

Dezenas de seres iguais a ele gritam, aterrorizados. Como eles passam por vários banhos químicos, que irritam a pele e os olhos.

Não há como fugir. Impossível romper as paredes de concreto e ferro. As fezes, incontidas, escorrem pelas pernas, a urina escorre. Então uma figura familiar lhe aparece na frente, sendo levada pelos homens. Reconhece-a pelo cheiro, pelas imagens de outros tempos, afagos pueris. Os dois olham-se por alguns breves segundos. Ela está calma, resignada, e transmite a ele essa paz incomum. Os algozes não percebem, mas dos olhos dele vertem grossas lágrimas, que se misturam ao sangue escorregadio do chão. Então o pânico recua, os nervos ganham elasticidade, o coração bate compassado, a respiração sossega. Sente-se tranqüilo, estranhamente tranqüilo diante do destino que lhe reservaram. Busca na memória os acontecimentos bons que lhe marcaram a vida; ignora os momentos difíceis da sua condição. Lembra dos espaços abertos, águas e gramíneas, seres iguais em volta. O coração sorri.

Está pronto. É hora de ser conduzido ao último corredor do abatedouro. Depois do derradeiro choque elétrico vai se transformar, para eles, num monte de carne diferenciada, fonte de proteína para todos os paladares. Mas sabe, porque recebeu a Anunciação, que depois do golpe fatal, quando o sangue começar a jorrar por todos os cortes industrializados, romperá concreto e ferro, paredes, numa fuga desenfreada em busca do Éden selvagem.

Jaime Ambrosio nasceu em Anita Garibaldi, SC, em 1958. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina, tendo também freqüentado o curso de Letras. Participou de movimentos literários na vida acadêmica e foi premiado em alguns concursos, com destaque para o de contos da Sinergia. Em 1998, ganhou o Premio Cruz e Sousa com o livro Por um punhado de contos (historias do bem, historias do mal), publicado pela FCC Edições. Jornalista profissional, atua como editor de texto no SBT, em Florianópolis.
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Meat the Truth – Uma Verdade mais que Incoveniente  

Documentário que retrata as conseqüências do consumo da carne principalmente em relação ao meio ambiente, apontando a pecuária como o principal agravante do Aquecimento Global, até mesmo mais responsável pela devastação ambiental do que todos os meios de transporte do planeta juntos, segundo dados do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). É uma resposta ao documentário “An Inconvenient Truth” (Uma Verdade Incoveniente), protagonizado por Al Gore, que trata de muitas causas do Aquecimento Global, mas que deixa a questão da pecuária de lado (por motivos políticos). Também aborda questões sócio-político-econômicas como a questão alimentar e surpreende quando prova que a pecuária é responsável direta pela fome no planeta. Assista e se surpreenda com o que somos capazes de prevenir apenas transformando nossos hábitos alimentares, mesmo que não completamente. Faça download completo deste documentário neste endereço http://video.google.com/videoplay?docid=2756277227675684050#  Para assistir o vídeo no formato MP4 no seu PC abra o arquivo no software Media Player Classic Homecinema – v1.1.796.0
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Earthlings – Terráqueos

Um provocante documentário que expõe a desnecessária e cruel dependência que a humanidade mantém em relação aos animais como comida, vestimenta, entretenimento e experiências, filmado com cameras ocultas nas maiores industrias animais do mundo, revela o dia-a-dia das mesmas.

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A avicultura escancaradaA verdade sobre os animais que ninguém quer aceitar

 

Curta-metragem que mostra a realidade da produção da carne e dos ovos de galinha. Todas as imagens são de estabelecimentos de Pernambuco e foram capturadas entre dezembro de 2008 e fevereiro de 2009.

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Este video descreve bem a realidade do sofrimento dos animais, mas que muitos insistem em negá-la. Veja a verdade nua e crua, não aconselhável para menores de 18 anos e pessoas intolerantes a imagens fortes e impactantes.

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Você Bebe Leite? 28 Coisas que Você Deveria Saber

Um pequeno clipe sobre a questão da produção de leite, lacticínios, vitela…

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Vegetarianismo, uma questão de saúde, ética, econômica, ecológica ou pura compaixão?

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Texto retirado do livro de Marly Winckler.

O QUE É O VEGETARIANISMO?

É o regime alimentar segundo o qual nada que implique sacrifício de vidas animais deva servir à alimentação. Assim, os vegetarianos não comem carne e seus derivados, mas podem incluir em sua alimentação leite, laticínios e ovos. O regime vegetariano não é, pois, exclusivamente vegetal e seu nome não se origina de alimentação vegetal e, sim, do latim vegetus que significa “forte”, “vigoroso”, “saudável”.

Os vegetarianos puros, ou vegans, excluem de sua alimentação carnes, peixes, aves, laticínios (leite, manteiga, queijo, iogurte etc.), ovos, mel, gelatina etc. Os vegans também evitam, sempre que possível, o uso de couro, lã, pele e seda, e de produtos menos óbvios de origem animal, como óleos e secreções, presentes em sabonetes, xampus, cosméticos, detergentes, perfumes, filmes etc.

A dieta ideal de cada pessoa é única e varia segundo fatores de ordem físico-fisiológica (idade, sexo, clima, atividade, secreções endócrinas, superfície corporal, condições fisiológicas), de acordo com seu modo de vida, seus objetivos, seu desenvolvimento, grau evolutivo etc.

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PIRÂMIDE DA DIETA VEGETARIANA

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www.pelosanimais.org.pt/veg/alternativa_saudavel 

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SAÚDE

Do ponto de vista da saúde o regime vegetariano é amplamente favorável. Segundo a Dra. Jacqueline André (André, 1990), o consumo excessivo de carne é nocivo por muitas razões:

A carne e rica em gorduras, favorecendo a ateromatose e o infarto do miocárdio, os cânceres colorretais e a obesidade.
O fato de ser rica em colesterol faz dela uma causa de cânceres hormonodependentes (mama, próstata, útero). Seu alto teor de protídeos pode torná-la um fator de insuficiência renal. Além disso, o cozimento prolongado ou sob altas temperaturas de suas proteínas provoca a formação de agentes mutagênicos, que podem iniciar um câncer.
O fato de ser rica em ácidos nucléicos faz dela um fator de cálculos urinários, hiperuricemias e gota.
Os resíduos de antibióticos nela contidos podem, muito freqüentemente, causar alergias.
Os antibióticos, de cujo uso (veterinário ou a título de aditivos alimentares) a preparação industrial da carne necessita, são um fator de resistências transferíveis.
A rápida impressão de saciedade que sua ingestão provoca pode levar o consumidor a reduzir exageradamente a porção de fibras vegetais em sua ração alimentar, o que é, sobretudo, um fator de constipação, de diabete e de cânceres colorretais.
Aquele que retira o essencial de suas proteínas da carne freqüentemente negligencia o consumo de leguminosas; disso podem resultar carências de magnésio, responsáveis principalmente por distúrbios do ritmo cardíaco, depressões nervosas e oxalato na urina.

vegetarianismo-052Segundo as nutricionistas Vesanto Melina e Brenda Davis há um forte consenso de que a dieta vegetariana é mais saudável do que as que dão ênfase aos alimentos de origem animal. Além disso:
Uma dieta vegetariana reduz o risco de doenças crônicas e degenerativas, como cardiopatias, câncer, diabetes, obesidade, osteoporose, doenças da vesícula biliar e hipertensão.
Uma dieta baseada em vegetais atende, com mais freqüência, às recomendações atuais quanto ao percentual de gordura, carboidratos e proteínas do que as dietas onívoras. Segundo estas recomendações, devemos cortar as gorduras, sobretudo as saturadas, dar ênfase a grãos, frutas e vegetais e aumentar o consumo de fibras. Esta é uma tarefa muito simples para um vegetariano.
Em uma dieta sem carne há menos possibilidade de contrairmos infecções bacterianas como por exemplo E. Coli, Camphylobacter ou Salmonella. Doenças como a encefalopatia espongiforme bovina (BSE ou doença da vaca louca), o vírus de leucemia bovina (BLV) e o vírus de imunodeficiência bovina (BIV) encontrados em animais que podem afetar a saúde humana.

O Dr. Alberto Lyra (Lyra, 1973) aponta, entre outros, os seguintes inconvenientes da carne como alimento:
O Alimento excitante. A carne é um excitante muito forte, equiparável ao álcool, devido às substâncias tóxicas e extrativas dela provenientes. A sensação de vigor é esgotante, o que faz reclamar mais excitantes (álcool, açúcar, mais carne etc.). Há aparência de vigor, devido à excitação, e cria-se um apetite enganador, porque faz repelir os alimentos suaves. Daí a depressão inicial naqueles que abandonam o uso da carne. Devido ao seu poder excitante, que faz gastar as reservas vitais, e ao seu poder tóxico, a carne é um dos fatores da abreviação da vida.
Alimento que contribui para o aparecimento de diversas doenças e degenerações humanas. Apendicite, arteriosclerose, artritismo, eczema, enterite, gastrite, nefrite, reumatismo, úlcera gástrica, vegetações adenóides. Transmissor de doenças contagiosas e parasitarias: brucelose, intoxicações alimentares, salmonelose, tênia (solitária), triquinose, tuberculose. No decurso de moléstias do fígado, dos rins, dos intestinos, da pele, de perturbações nervosas, não há me1hor regime do que o vegetariano.

ECONÔMICAS

Do ponto de vista econômico, os cereais representam a escolha 1ógica como alimento principal. No Brasil, segundo dados fornecidos pelo IBGE e técnicos em agricultura (Instituto Cepa), um boi precisa de 3 a 4 hectares de terra e produz em media 210 quilos de carne, no período de 4 a 5 anos. Neste mesmo tempo e nesta mesma quantidade de terra, colhe-se, no Brasil, em media, 19 toneladas de arroz. Ou 8 toneladas de feijão; ou 34 toneladas de milho; ou 32 toneladas de soja; ou 23 toneladas de trigo. Isto sem dizer que podemos obter 2 ou ate 3 safras por ano destes cereais combinados, o que evidentemente aumenta o volume da produção, e também sem considerar que a produtividade destes cereais pode ser aumentada, e muito.

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Assim, tomando por referência a proteína contida, por exemplo, no arroz (8%), comparada aquela que e encontrada na carne (18,6%), chegamos ao seguinte: se criarmos boi nos 3,5 hectares e nos 4,5 anos em média que ele precisa para estar apto a ser consumido, teremos 39 quilos de proteína. Se plantarmos arroz nesta mesma quantidade de terra e no mesmo período de tempo, obtemos 1.520 quilos de proteína. Um homem de 70 quilos consome cerca de 70 gramas de proteína por dia. Isto significa que, se criarmos gado, teremos proteína para cerca de um ano e meio, enquanto que se plantarmos arroz teremos proteína para alimentar este homem por cerca de 60 anos. Ou, dizendo de outro modo, isto representa multiplicar por 40 o número de pessoas que poderiam ser alimentadas.

Também é digno de nota o fato de que 85% do milho produzido no Brasil destina-se a alimentação de animais. Ou seja, além de o gado produzir menos alimento, ainda consome cereais e pasto.

Como regra geral é mais barato comprar proteína proveniente do reino vegetal do que a quantidade equivalente do reino animal. Mas o custo do alimento não é o único fator a ser considerado. Existem custos indiretos, inclusive custos médicos e outros ligados ao tratamento das águas, redução dos efeitos do desmatamento etc.

ESTÉTICAS

O comércio de carne é uma das principais fontes de grosseria e brutalidade que há no mundo. O vegetarianismo promove beleza, refinamento e cultura. A comparação dos horríveis espetáculos, sons e odores de um matadouro, com a beleza e o perfume de uma horta ou de um pomar não deixa lugar a dúvidas quanto a esta questão.

ECOLÓGICAS

A criação de gado devasta imensas áreas verdes naturais. O homem provoca desequilíbrio na Natureza ao alterar processos evolutivos normais de animais e vegetais. A demanda por carne barata é uma das principais causas da destruição das florestas tropicais e outras florestas em todo o mundo. Isto contribui para a extinção das espécies e para a desertificação, além da poluição causada pelo dióxido de carbono.

burning the Amazon Rainforest

Estudos recentes realizados nos Estados Unidos revelam que o rebanho bovino é responsável por pelo menos 12% do gás metano (uma das substâncias que mais influenciam no aumento da temperatura no planeta – efeito estufa) liberado para o meio ambiente. A industria da carne é um dos agentes mais poluentes e que mais consomem água. O solo fértil também sofre com a criação de gado, que é uma das causas de seu esgotamento. Segundo o Worldwatch Institute, “alimentar a população mundial atual com uma dieta baseada no estilo americano requereria 2% vezes a quantidade de grãos produzidos no mundo para todos os fins. Um mundo futuro de 8 a 14 bilhões de pessoas alimentando-se com a ração americana de 220 gramas diários de carne gerada a partir do consumo de grãos não passa de um vôo da fantasia”.

OS FATOS

Número de pessoas que poderiam ser nutridas usando a terra, a água e a energia liberadas se os norte-americanos reduzissem seu consumo de carne em 10%: 100.000.000
Quantidade, em quilos, de grãos e soja usados para produzir um quilo de alimento a partir de: carne de gado 7,2kg, porco 2,7kg, galinha/ovo 1,3kg.
Nutrientes desperdiçados para obter proteína animal alimentando gado com grãos e soja: proteína 90%, carboidratos 99%, fibras 100%.
Número de pessoas que seriam alimentadas com cereais usados para gerar 225g de carne: 40.
Quantidade de terra boa no mundo destinada a pastagens para o gado: metade
Produtos comestíveis que podem ser produzidos em 1 hectare de terra boa em quilos: feijão11.200kg, maçã 22.400kg, cenoura 34.900kg, batata 44.800kg, tomate 56.000kg, carne 280kg.
Quantidade de soja cultivada nos Estados Unidos consumida pelo gado: 90%
Quantidade de milho cultivado no Brasil consumido pelos animais de criação: 90%
Quantidade total de grãos produzidos nos Estados Unidos consumidos pelo gado: 70%.
Quantidade da colheita mundial de grãos consumida pelo gado nos anos oitenta: metade
Quantidade total de energia gasta na agricultura dos Estados Unidos destinada a criação de gado: quase a metade.
Atividade responsável por mais de metade de toda a água consumida para todos os fins nos Estados Unidos: criação de gado.
Número de litros de água necessários, na Califórnia, para produzir 1 quilo de tomate 39, trigo 42, leite 222, ovos 932, frango 1.397, porco 2794, boi 8.938.
Taxa atual da extinção das espécies devido à destruição das florestas tropicais e seus hábitats para ceder espaço para a criação de gado: 1.000/ano
Remédios disponíveis hoje derivados das plantas: um quarto
(Dados retirados, em boa medida, de: Our Food Our World, EarthSave Foundation, Santa Cruz).

ÉTICAS

Do ponto de vista ético a carne em nossa mesa implica em crueldade com os animais, bem como com o próprio ser humano, uma vez que sua produção é antieconômica e a quantidade de alimento produzido em uma mesma extensão de terra é muito menor do que quando dedicada a lavoura. Portanto, em um mundo onde a fome ainda é uma REALIDADE para grande parte da família humana, torna-se, o comer carne, um hábito suntuoso, totalmente inaceitável.

CURIOSIDADES

Os animais mais fortes da terra, tais como os elefantes, os gorilas, os cavalos e os bois, são todos vegetarianos.
Os vegetarianos conquistam recordes atléticos.
Único atleta a vencer o triatlo no Ironman mais de duas vezes: Dave Scott (venceu 6 vezes), um vegetariano.
Milhões de pessoas na Índia, e em outros países, vivem, desenvolvem-se e multiplicam-se há milhares de anos sem provar carne de espécie alguma.
Os únicos animais que vivem mais do que o homem, as tartarugas gigantes de Galápagos e das Ilhas Seychelle, são vegetarianos.
O mamífero que tem vida mais longa, além do homem, é o elefante, um vegetariano.
Os papagaios, que detém o recorde de longevidade entre os pássaros, são vegetarianos.
Os parentes mais próximos do homem, os grandes macacos, são vegetarianos.
Os vegetarianos têm descontos no seguro de vida na Inglaterra.
Na Inglaterra, as escolas oferecem a opção de refeições vegetarianas.
Mais de dez por cento da população inglesa é vegetariana.
A cada semana cerca de 2.000 ingleses viram vegetarianos.
Nos Estados Unidos, açougueiros não podem participar de júris criminais.
Os países que mais consomem laticínios apresentam os índices mais altos de osteoporose. – Os habitantes de Vilcabamba, Equador, vivem freqüentemente mais de cem anos: eles comem menos de 30 gramas de carne por semana.

PONTO DE VISTA

“Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará em muito o destino da humanidade.”
Albert Einstein

“O homem implora a misericórdia de Deus mas não tem piedade dos animais, para os quais ele é um deus. Os animais que sacrificais já vos deram o doce tributo de seu leite, a maciez de sua lã, e depositaram confiança nas mãos criminosas que os degolam. Ninguém purifica seu espírito com sangue. Na inocente cabeça do animal não é possível colocar o peso de um fio de cabelo das maldades e erros pelos quais cada um terá de responder.”
Buda

“Ser vegetariano é discordar: discordar do curso que as coisas tomaram hoje. Fome, crueldade, desperdício, guerras – precisamos nos posicionar contra estas coisas. O vegetarianismo é minha forma de me posicionar.”
Isaac Bashevis Singer

Maily Winckler, socióloga, tradutora, é Secretária Regional para América Latina da União Vegetariana Internacional (IVU), com sede na Inglaterra.

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Aqui vão alguns conceitos de dietas que excluem a carne vermelha. Antes de aderir a um deles procure um médico ou nutricionista para ajudar na composição de sua dieta. E lembre-se, alimentos integrais e orgânicos são infinitamente mais saudáveis e saborosos.

O ovolactovegetarianismo é uma dieta composta por alimentos de origem vegetal, ovos, leite e derivados deles. Os que seguem o ovolactovegetarianismo não comem qualquer tipo de carne.

O semivegetarianismo é considerada a dieta do indivíduo que come carne (geralmente branca) em menos de três refeições por semana. Esse grupo não é vegetariano. Há também outras definições, como a prática de uma dieta em que se retira da alimentação alguns tipos de carne, sobretudo a vermelha, não havendo impedimento estrito ao consumo de peixes, aves de capoeira, leite, ovos, e derivados destes produtos, embora muitas vezes mesmo esses produtos sejam evitados.

O lactovegetarianismo é uma dieta composta por alimentos de origem vegetal, leite e seus derivados. Os que a seguem não comem ovos nem qualquer tipo de carne.

O ovovegetarianismo é uma dieta composta apenas por alimentos de origem vegetal e ovos. Os que seguem esta dieta não comem, assim, qualquer tipo de carnes ou laticínios.

O crudivorismo é um tipo de dieta vegetariana restrita, ou seja, o indivíduo não consome nada de origem animal, e além disso, seus alimentos não são cozidos.

Nessa dieta, nada pode ser preparado ao fogo, por acreditarem que este tipo de preparação causa perda de nutrientes. Não quer dizer, necessariamente, que se comam apenas alimentos crus. Existem processos de preparação que não causam perda de nutrientes, como a desidratação dos alimentos.

A alimentação crudívora, também chamada de “alimentação viva” ou “comida viva”, é uma forma de alimentação baseada em alimentos crus, frutos frescos e secos (hidratados), vegetais, sementes, grãos germinados como o germe de trigo e algas, ricos em enzimas e nutrientes. Os quais têm toda a vitalidade nutricional necessária para uma vida saudável.

Frugivorismo é uma forma mais restrita de dieta vegetariana, em que se ingerem apenas frutas. Como em outras dietas, algumas pessoas se consideram frugívoras mesmo não tendo uma dieta constituída apenas por frutos. As razões para isso podem ser porque ainda estão a caminho da dieta total ou por considerarem que o estágio atingido já é o suficiente. Enquanto a ingestão de frutos de uma pessoa representar a maior parte de sua alimentação, ela pode ser considerada (parcialmente) frugívora.

Fonte: Wikipédia.ogr

16 pensamentos sobre “Vegetarianismo

  1. Há quase um ano, já, sou vegetariana. E foi através de uma página assim que fui informada de quão cruéis são todos estes processos já citados no texto acima. Vocês estão de PARABÉNS. 😀 Vejo que tem gente que se empenha mesmo! Muito legal. É lendo textos assim que temos argumentos (e bota argumentos nisso) quando começam a encherem nosso saco por não comermos carne (oh, que coisa terrível)
    |Bom, como já disse, vocês estão de parabéns! Agora não posso navegar mto aqui pois estou na universidade, mas qdo chegar em casa vou dar uma olhada melhor. : )

  2. Sou professor de biológia a mais de 15 anos e em minhas pesquisas sobre comportamento e meio ambiente, tenho cada dia mais convicção que o vegetarianismo é o início de uma revolução ética sócio-ambiental que pode resgatar a dignidade da natureza humana e evitar o agravamento da crise ambiental. Agradeço em nome das futuras gerações, todo o esforço em despertar consciências adormecidas. Um abraço!

  3. Pô Parabéns, Virei vegetariano a 4 mêses por seguir o estilo de vida rastafari, mas hoje o que mais me impulciona a ser vegetariano é saber das crueldades que são feitas com animais e do bem que estou fazendo a mim, ao mundo e aos animais pois o unico que pode dizer quem vive e que morre é Jah(deus) e não os homens.

    Parabén (added favoritos)

  4. começo por te dizer que o teu blog é uma mais valia de conhecimento! parabens por divulgares ás pessoas as inúmeras vantagens de uma dieta vegetariana!! são pequenos gestos como este que vão marcando uma posição na defesa da Mãe Natureza e de todos os animais irracionais que não se podem defender do maior predador do mundo,o homem!!

    beijinho*

  5. BOM DIA FIQUEI QUASE UM ANO SEM INTERNET, MAS VOLTEI COM MUITA FORÇA, NO SENTIDO DE CONVERTER SE NÃO TODOS; OS MELHORES AMIGOS AO VEGETARIANISMO.
    QUANTO A MINHA FAMILIA, OK.
    TENHO 58 ANOS DE IDADE E SOU VEGETARIANO HÁ 18 ANOS SIMPLESMENTE EM SOLIEDARIEDADE AOS ANIMAIS!

  6. muito obrigada seu blog é muito informativo tenho 19 anos e serei mais um ser solidario verdadeiramente aos animais os amo e eis aqui mais um passo para a evolução do homem em respeito ao que dizem ser HUMANO

  7. Parabens pelo trabalho. O minimo que podemos fazer por esses animais sofredores e não colaborar com esses assassinos, que é essa industria da carne. São animais puros e inocentes que merecem uma vida digna na natureza. Depois o que nos resta fazer é tentar concientizar os humanos, divulgando nossa causa para quem sabe um dia acabar com esse HOLOCAUSTO!

  8. acho este blog super interessante.
    cada vez que o abro, ate me da vontade de chorar ao ver estes pobres animais a sofrer, tudo por causa do ser humano
    concordo plenamente com a imagem a cima, ” se voce ama uns, porque come outros?”
    5* na minha opiniao
    se sabemos estimar uns, porque não estimamos os outros?

  9. primeiramente quero parabénisar pelo site, estou no começo do vegetarianismo, faz á uns dois meses que não como carnes já havia tentado uma vez mas agora é pra valer tenho buscado informaçoês sobre o assunto e tenho ficado muito triste em saber que ocorre tanto disrespeito pelos animais , tenho um filho de 9 anos que só em eu relatar como são maltratados os animais que ele está me seguindo na dieta, gostaria de receber por imail sugestões sobre pratos saudaveis para ele pois ele ainda é criança e tenho que substituir a carne por outros alimentos desde já agradeço ………..

  10. Pooxa, amei tudo, os vídeos, os textos, tudo isso só me deu mais vontade de continuar a ser vegetariana, fui vegetariana por mais de 3 anos e durante 6 meses tive que voltar a comer carne ¬¬ por obrigação e questões médicas, mas agora estou voltando ao vegetarianismo e tudo isso só me ajudou! Ameei tudo! Parabéns, add aos favoritos já!

  11. Sou vegetariana há quase 8 anos. Moro em um sítio temos algumas galinhas mais em hipótese alguma deixo matá-las ficam aqui até envelhecer e morrer naturalmente. Amo com extrema paixão todos os animais e plantas e acho triste quando as pessoas dizem que os animais nos foram deixados como alimentos. Basta olhar nos olhos dos bichinhos para ver tanto amor e compaixão. Espero que um dia além de nos respeitarmos mais, respeitemos também esta quantidade de animais que também tem direito a vida.

  12. Parabéns pelo seu site! Trata-se de uma iniciativa muito nobre, disponibilizando informação de qualidade para quem quer sair do lugar comum do consumismo e para sensibilizar àqueles que simplesmente seguem sua vida imitando os padrões comportamentais que a mídia, o sistema financeiro, o governo e a moda se esforçam para manter. Sou produtor rural, vegetariano e adepto da permacultura. Produzo cogumelos frescos de forma comercial e me disponibilizo a esclarecer quaisquer dúvidas técnicas ao meu alcance para quem tiver interesse. Não tenho site e nem interesse de vender nada nem prestar consultoria. Apenas posso colaborar na divulgação de informações. Grato.

    • Olá Carlos. É sempre gratificante e esperançoso saber que mais pessoas estão envolvidas nessa caminhada. Fico muito grato pela sua disponibilidade de responder questões referentes ao cultivo de cogumelo. Um grande abraço, Gardel.

  13. um problema é q a piramide vegetariana ta mostrando como se fosse bom o consumo de ovos e laticinios mas esses produtos tambem vem de uma indusria q explora os animais.

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