O Clã das Gralhas

Foi num domingo após o sábado de temporale muita ventania que a Simone resolveu dar uma volta com a cachorrada pela estrada do sítio. Não passou cinco minutos ela apareceu com dois filhotes de gralha que caíram do ninho no alto de um jacatirão próximo a estrada. Pensamos na possibilidade de devolvê-los ao ninho, pois eram muito jovens para sobreviver no chão e não conseguiam nem parar em pé de tão pequenos e fracos. O acesso até o topo da árvore era muito difícil e o ninho não apresentava mais condições para recebê-los, pois o temporal havia destruído boa parte dele.

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Tentamos improvisar um ninho em um suporte plástico com palha e colocá-los em outra árvore de melhor acesso. Passou o dia inteiro e os pais não apareceram, foi aí então que decidimos intervir no inevitável destino que eles teriam se ficassem no chão, pois no sítio, além dos nossos cachorros, há uma infinidade de predadores (cobras, lagartos e gaviões) que fariam dos filhotes um ótimo almoço. Passei a alimentá-los com uma pasta de ração inicial para pinto sempre com alguma fruta, banana ou mamão. Minhocas e pequenas lagartas e baratinhas também faziam parte do cardápio.

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A cada dia que passava elas ficavam mais fortes e com mais penas. Toda tarde elas eram soltas para as primeiras aulas de vôo e obtenção de alimentos na natureza como frutas nativas e pequenos insetos, mas sempre com minha constante observação, pois os cachorros também estavam aprendendo a conviver com estes novos amigos. Nossa intenção era alimentá-las até que ficassem fortes e soubessem voar e depois deixá-las para ir embora e cumprir seu destino natural.

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Mas as coisas não aconteceram exatamente assim. Depois que foram soltas definitivamente, elas resolveram que queriam ficar aqui. Hoje quando saio para fazer qualquer tarefa na rua, sou sempre escoltado por exímios observadores tanto pelo céu quanto pela terra. Não importa onde eu vá elas estão sempre presentes e querendo participar. Se estamos na horta, limpando ou remexendo a terra elas estão sempre “ajudando” comendo pequenos insetos, lagartas e algumas minhocas desafortunadas. Até quando alguma galinha escapa do galinheiro posso sempre contar com a ajuda do Guri, meu cachorro ajudante e os irmãs gralhas que dão rasantes sobre a galinha fujona.

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Mas o mais impressionante foi o dia que eu e a Simone estávamos vendo TV dentro de casa e ouvimos as gralhas emitirem um som diferente do habitual e nossos cães também estavam um pouco tensos, então resolvemos sair e verificar o que estava ocorrendo. Só deu tempo da Simone dar um grito para chamar os cachorros para a garagem. Quando saí percebi as gralhas extremamente irritadas e olhando para um mesmo ponto. Era uma imensa cobra coral, a maior que já presenciei aqui no sítio.

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Sim elas deram o alarme que o território da nossa “matilha ou clã” estava sendo invadido e que a integridade do grupo estava sendo violada. Enquanto escrevia este texto a Simone presenciou as gralhas expulsando uma saracura que teve a petulância de chegar muito próximo a casa. Parece incrível, mas já fazemos parte do bando, onde nós, os cachorros e as gralhas formamos um clã muito especial.

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Já não é a primeira vez que meus amigos arriscam suas próprias vidas para nos defender. Há algum tempo atrás nossa akita pagou um preço bem caro para nos avisar que havia um jararacuçu muito próximo de nós, quando caminhávamos no morro do sítio. Levou uma mordida bem acima do olho, mas foi medicada rapidamente e, apesar de todo o sofrimento, melhorou.

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Adoram ficar em cima do Jeep e ficar observando o movimento na cozinha. 

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As costas da Simone viraram pista de aeroporto.

Vídeo em homenagem a liberdade de todos os pássaros. Um pássaro feliz é um pássaro solto.

As gralhas já comem sozinhas, mas não recusam um mimo.

Gostam de carinho e são extremamente curiosas.

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São amistosas e curiosas com as visitas.

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Juliano, filho do meu vizinho Marcelo, fez um novo amigo.

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Alegria e tristeza, a natureza seguiu o seu curso.

Caros amigos, há tempos que queria escrever sobre esse assunto mais faltou um pouco de coragem, pois ainda havia esperança de que elas voltassem. O inevitável aconteceu, meus amiguinhos voltaram a ser gralhas. Quando resolvemos adotá-las foi com a intenção de que quando ficassem fortes e aprendessem a voar, voltassem ao bando para seguir seu curso natural. Há tempos percebíamos algumas gralhas rodeando a casa, convidando nossas a amigas a partirem. Mas não imaginávamos que fosse tão cedo. Talvez tenham arranjados parceiros ou simplesmente perceberam que nós não somos da mesma espécie. Esperamos que elas estejam felizes com os novos amigos e que um dia possam nos visitar só para matar a saudade. Agora deixamos os cuidados com a Mãe Natureza e que o Espírito do Curupira possa protegê-las dos humanos mal intencionados.

Gardel Silveira, um curupira do sítio.
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A LENDA DA GRALHA AZUL

Era madrugada, o sol não demoraria a nascer e a gralha ainda estava acomodada no galho amigo onde dormira à noite, quando ouviu a batida aguda do machado e o gemido surdo do pinheiro. Lá estava o machadeiro golpeando a árvore para transformá-la em tábuas. Quantos anos levou a natureza para que o pinheiro atingisse aquele porte majestoso? E agora, em poucas horas, estaria estendido no solo, desgalhado e pronto para entrar na serraria do grotão. A gralha acordou assustada. As pancadas repetidas pareciam repercutir em seu coração. Num momento de desespero e agonia, partiu em vôo vertical, subindo cada vez mais. Subiu muito além das nuvens para não ouvir mais os estertores do pinheiro amigo. Já lá nas alturas, escutou uma voz cheia de ternura:

Ainda bem que as aves se revoltam com as dores alheias.

A gralha ainda ouvia os golpes do machado e assim subiu ainda mais, na imensidão. Novamente a mesma voz a ela se dirigiu:

Ah, bela ave! De hoje em diante, Eu a vestirei de azul, da cor deste céu e, ao voltar aos pinheirais, você vai ser minha ajudante, vai plantar os pinheiros. Volte avezinha bondosa, vai novamente para os pinheirais …O pinheiro é o símbolo da fraternidade, com seus braços abertos para todos. Ele dá um fruto que mata a fome no inverno. Ao comer o pinhão, tira-lhe primeiramente a cabeça, para depois, a bicadas, abrir-lhe a casca. Nunca esquece de, antes de terminar o seu repasto, enterrar alguns pinhões com a ponta para cima, já sem cabeça, para que a podridão não destrua o novo pinheiro que dali nascerá. Assim tu, ave amiga, irá plantar pinheiros e manter a vida com  os pinheiros que vão nascendo. “Do pinheiro nasce a pinha, da pinha nasce o pinhão… “.

A gralha por uns instantes atingiu as alturas, parou no vôo e olhou-se. Que surpresa! Onde seus olhos conseguiam ver o seu próprio corpo, observou que estava toda azul. Um azul profundo, brilhante, lindo! Somente ao redor da cabeça, onde não enxergava, continuou preto. Sim preto, porque ela é um corvídeo. Ao ver a beleza de suas penas da cor do céu, compreendeu o que a voz disse e voltou feliz para os pinheirais. Tão alegre ficou que seu canto passou a ser um verdadeiro alarido que mais parece com vozes de crianças brincando.

A gralha azul voltou. Alegre e feliz iniciou seu trabalho de ajudante celeste: plantar pinheiros nas matas.  E assim, o pinhão, esta semente que alegra as festas, onde o as pessoas compartilham a vida, histórias, alegrias, sempre acaba fazendo barulho, de vozes, de risos… É como um bando de gralhas azuis matracando nos galhos altaneiros dos pinheirais. E os pinheiros altivos mostra seus galhos como braços abertos, permanentemente acolhendo a todos que veem uma bela floresta de araucárias.

Fonte: Adaptado do Texto de Alceu Maynard Araújo

http://terrasdosul.pampasonline.com.br/lendas.htm

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Ficha Técnica 

GRALHA-AZUL (Cyanocorax caeruleus) 

A Gralha-azul é um membro da família dos Corvídeos, que são aves com ampla distribuição geográfica, que ocorrem principalmente em regiões de clima temperado. No Brasil, esta espécie é encontrada na área que atinge do Estado de São Paulo até o Rio Grande do Sul. É uma ave de médio porte (39 cm de comprimento) e de aspecto robusto. O corpo tem coloração azul reluzente; a cabeça, a garganta e o peito são negros, com as penas da fronte arrepiadas. Seus olhos são escuros. A coloração da plumagem é semelhante, tanto na fêmea como no macho. Habitante de florestas ocorre principalmente nas áreas de floresta com araucária. No Estado do Paraná, a Gralha-azul é oficialmente reconhecida como ave-símbolo, por intermédio da Lei número 7957, de novembro de 1984. Embora cientificamente não comprovado, muitas pessoas acreditam que a Gralha-azul “planta o pinhão” (semente do pinheiro). Na verdade, esta ave é considerada um agente dispersor em potencial das sementes do pinheiro. Durante a atividade de alimentação as gralhas transportam o pinhão de uma árvore para a outra, deixando muitas vezes cair a semente ao chão, a qual penetra no solo devido ao impacto da queda, vindo a germinar posteriormente. Entretanto, esta espécie de ave não é totalmente dependente das matas de araucária, apesar de suas relações com o pinheiro. Sua área de distribuição abrange também os domínios da Floresta Atlântica. Apesar de facilmente encontrada em sua área de ocorrência, a Gralha-azul leva hoje o status de vulnerável, principalmente devido à destruição de seu habitat natural. No Estado do Paraná, sua principal área de ocorrência atual, restam, hoje, cerca de 3% de sua cobertura vegetal original, reduzindo drasticamente as populações de Gralha-azul.

Foi observado um ninho em eucalipto a invasão freqüente de Ramphastos vitellinus (tucano de bico preto). A defesa do território pelas gralhas era imediata, embora conseguiam manter os intrusos afastados temporariamente.         

Mapa de distribuição da Gralha Azul

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Fonte da ficha técnica: As Aves em Santa Catarina, Distribuição Geográfica e Meio Ambiente, Lenir Alda do Rosário.

Texto: Dr. Roberto Bóçon, Zoólogo/consultor de fauna (rbocob@gmail.com).  

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NÃO COMPRE ANIMAIS SILVESTRES! NÃO MANIPULE ANIMAIS SELVAGENS, VOCÊ PODE SE MACHUCAR OU MACHUCÁ-LOS!

 

 
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27 pensamentos sobre “O Clã das Gralhas

  1. Amig@s,
    que fantástica história! Realmente integrados ao ecossistema local! É evidente, viver como vivem é sintonizar em frequências naturais, as mesmas das gralhas, das cobras, das plantas todas… e de Curupira..
    abraços

  2. É realmente fantástica a relação de vcs com a natureza q os envolve, sem sombra de dúvida nos faz repensar as nossas vidas aqui, tão urbanas e distantes cada vez mais da natureza e d nós mesmo,bj e me orgulho muito da coragem das escolhas de vcs!

  3. Muito legal… As gralhas estão ficando bem bonitas.
    E o Curupira então!!!! Que trabalho bacana. Eu sonho com uma chance de ficar mais tempo no nosso sitio (Norton e Andréa) para poder pensar em tantas coisas legais que o sitio dá de possibilidade.
    Um grande abraço para vcs…

  4. Fantástica história! usei-a até no meu trabalho de faculdade!
    como é bom encontrar pessoas assim, que se preocupam com o meio ambiente!
    Felicidades!

  5. Olá ,
    Adorei a sua historia e meus pais vivem em uma cahacara que passamos por isso com dois pombos do mato,e até hoje eles aparecem para nos visitar e filar umas frutas,não se preocupe pois a hora que vc menos esperar vai receber a visita…

  6. Gostei imenso. Tive uma experiencia assim com um filhote de anu branco. Caiu do ninho e cuidei dele, até que descobri que enrolado num trapo a noite ficava aquecido e parava de piar, aflito que estava. Ele se afeiçoou a mim, andava no meu ombro. Levei-o junto a araucaria onde estava sua familia, assisti ao encontro. Cumprimentou os familiares e voltou para ficar comigo. Tive, entretanto de viajar, problema sério de saúde na familia e o caseiro, passsarinheiro, ficou tomando conta dele. Divertiu-se dando-lhe tantos gafanhotos para comer. Quanto mais comia, mais ria da avezinhs que morreu no dia seguinte. E eu só pude retornar dois meses depois.

  7. Oi Gardel… Parabens pelo site… cheio de conteudo… e como ja te falei uma vez, vcs são um exemplo de vida para mim e pra Deisi… Essa historia é uma exemplo que a natureza sabe muito bem seguir seu curso… chego a ficar emocionado… abração pra vcs…

  8. Amei a história e as gralhas são aves lindas!Eu cuidei de um Curruira filhote quando ele caiu do ninho,passamos um bom tempo juntos e ai ele teve que ir ,a natureza o chamava,e ele voou.Amo ficar perto da natureza,bem longe dessa urbanização toda,apesar de eu morar em uma cidade urbanizada.Um dia quem sabe..

  9. Adorei o blog, vim porque comprei duas galinhas, um galo e dois patinhos e tenho, eu e meu filho(8 anos), um mês para organizar um casinha para eles. Achei muito legal a história do galinheiro “ambulante”, e essas gralhas são demais! Moro também em Florianópolis e convivo com muitas aqui na minha residência, mas jamais consegui fotografar legal uma…Elas são normalmente muito ariscas e ficam bem no alto.
    Obrigada!

  10. ainda bem que achei vcs, estou pesquisando justamente sobre um passarinho iguel a esse que uma amiga achou aqui em São Paulo, como é muito pequenininho estou dando papa, mas como posso fazer ele voltar a natureza que é seu lugar?
    Me dói pensar que um bichinho desse possa ficar dependente de mim.
    abç

  11. Muito legal essa experiência. Parabéns pela iniciativa e pelo carinho com as gralhas. Aqui em Florianópolis elas são abundantes.

  12. Lindo exemplo de preservação.
    Estou com minha filha Júlia (7) e o João (4) pesquisando sobre as gralhas azuis e encontramos seu blog, parabéns pelas imagens e pela linda família, nós aqui de Goiânia nos orgulhamos de pessoas como vocês, um abraço.

    Família Picazo Rigueiral

  13. Que história mais linda,essa das gralhas.
    Viajo muito à Minas,para fazer compras de artesanatos em tear manual.
    Me hospedo em uma Pousada perto de Alfenas,na represa de Furnas.
    Lá existe muitos pássaros e fotografo-os sempre quando estou por lá.
    A penúltima vez que estive lá,acordei com um grande barulho na janela do meu quarto.Levantei correndo,troquei de roupa e já estava lá fora com a máquina na mão.
    Foi ái que vi,uma das cenas mais emocionantes:um bando de gralhas,de peito amarelo e de um azul tão forte,que mais se assemelhava ao preto.Nunca tinha visto um bando tão enorme.Comecei a “caçá-las”….rsss…elas voaram para cima de uma goiabeira…fui atrás e comecei a bater as fotos.Uma das fotos ,está exposta em uma exposição que estou fazendo esse mês,com o tema “Natureza”.Que lindas,fiquei apaixonada por elas.Coloquei-as no meu blog.
    Eu fiquei aqui lendo o que vc escreveu e fiquei encantada de saber que elas avisavam vcs de qualquer perigo,nossa que coisa maravilhosa,acho que ficaria muito triste sabendo que um dia elas partiriam para sempre…que história emocionante.Sou apaixonada por pássaros,hoje mesmo sai para fotografar os beija-flores nas eritrinas lá da nossa chácara.
    Nossa estou adorando ler tudo o que vcs escrevem aqui,vou adicioná-los aos meus favoritos.
    Um grande abraço
    Sonia Novaes

  14. Fascinante e emocionatne seu relato sobre a Gralha Azul. Abençoados são vocês, pelo previlégio deste íntimo contato com a Natureza. No meu tempo de criança, aquí na cidade de São Paulo um pouquinho afastado do centro, nas belas tardes de domingo, presenciava a revoada alegre das Gralhas Azuis, retornando aos Pinheirais. Porém os anos passaram, naquele lugar tudo se acabou, foi invadido por loteamentos clandestinhos. Hoje tristemente visitei o local encontrei um único ´solitário velho Pinheiro, à sombra dele, sentei e chorei, imaginando tamanha destruição sómente por muita misericórdia haverá perdão. Parabéns. Uma braço forte. Alaíde Santos

  15. A historia sempre se repete, sou veterinario e acabei de receber dois filhotoes como os de vcs, espero ter a mesma competencia que vcs. Espero tbem que o fim seja o mesmo, adaptação e por fim a partida.
    parabens

  16. Olá pessoal do Sitio Currupira, sou o Biólogo Roberto Bóçon, vi que vocês utilizaram um texto que escrevi sobre a gralha. Acho que na época eu havia escrito para a ciência hoje das criânças se não me engano, mas gostaria de registrar aqui meus parabéns pelo trabalho de vocês e pela iniciativa de pesquisar um texto técnico para postar no site. Me alegra saber que meu conhecimento esta indo além do que imaginava. Ápenas um detalhe, não pertenço mais ao quadro do IBAMA, assim se quiserem atualizar o crédito podem inserir como Dr. Roberto Bóçon, Zoólogo/consultor de fauna (rbocob@gmail.com). Também fico à disposição para colaborar com textos ou eventuais conhecimentos que necessitem sobre fauna, em especial ornitologia.
    Abraço e sucesso a todos.
    Bóçon

    • Olá Dr. Roberto.
      Muito obrigado pela sua contribuição.
      Os créditos já foram atualizados na página “O Clã das Gralhas”.
      Um grande abraço, Gardel Silveira.

  17. OK, parabéns novamente pelo trabalho e pela bela história dos filhotes de gralha. Precisando de alguma informação é so entrar em contato.
    abraços

  18. Surpresa!!! estava aqui buscando na internet informações sobre o pinhão (pois não os como ha décadas e decidi ir ao Brasil para este fim desta vez:), acabei buscando imagens da gralha azul e achei o site/blog de vocês e falei para meu namorado: ei, estes dois são amigos da minha irmã e cunhado! 😉 Mundo pequeno ficou este né….
    Bacana o trabalho de vocês!! Me aguardem – e guarde uns pinhões – pois vou visitá-los em breve!

    Bjs de Frankfurt e linda páscoa!

    Clara

  19. Olá! Sou agrônoma e ilustradora, moro em Florianópolis e esta semana encontramos um filhotinho de gralha azul, de umas duas semanas (igualzinho aos de vocês!) que caiu de um ninho na mata próxima. Ele estava muito mal e eu e minha filha o recolhemos pois temos vários cães que poderiam matá-lo. Estamos cuidando dele, mas tenho muitas dúvidas, especialmente em relação á alimentação dele e á sua necessidade de líquidos, além do fato dele estar com alguns bernes. Estamos fazendo o possível e torcendo para que ele cresça saudável e reencontre o seu bando. Não encontrei o contato de vocês no blog, então agradeço muuuito se puderem me enviar um e-mail: harioapa@gmail.com Muito obrigado e parabéns pelo trabalho!!!

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