Cogumelos, cultive em casa
Cultivo de Pleurotus ostreatus para principiantes
O mundo dos fungos
Acredita-se hoje que existam cerca de 200.000 espécies diferentes de fungos, distribuídos na natureza nos diferentes ambientes. São numerosos os cogumelos úteis ao homem. Entre eles, citam-se diversos fungos produtores de antibióticos, sendo o mais conhecido o Penicillinum chrysogenum, produtor da penicilina.
Os fungos fermentadores têm importante papel na fabricação de pães, queijos, vinhos e cervejas. Mas a grande e fundamental importância dos fungos na natureza é o papel de decompositor.
Eles crescem sobre a matéria orgânica, restos de vegetais e animais, assimilando-os e transformando-os em substâncias mais simples para serem absorvidos pelos vegetais, permitindo assim a reciclagem dos elementos da natureza.
É um trabalho que nos passa desapercebido, mas sem ele a recirculação dos elementos da natureza estaria prejudicada, dificultando todas as outras formas de vida.
Pleurotus ostreatus – histórico
O Pleurotus é um cogumelo que pode ser encontrado praticamente em quase todo o mundo, sendo frequentemente também nas matas brasileiras. Seu modo de vida é como decompositor de matéria vegetal, principalmente de madeira e, portanto, é facilmente encontrado em troncos velhos junto à mata nativa em lugares sombreados.
No início do século passado, era realizada uma forma de cultivo rústica, à base de troncos de madeiras colocados em florestas.
No final da década de 50, inicia-se os primeiros experimentos á base de serragem como substrato para o cultivo e, no início da década de 60, é que se começou a usar a palha na produção em massa.
É conhecido pelos orientais como Hiratake e, no caso de cogumelos colhidos menores e crescimento sob condições de menos iluminação, tem sido denominado como Shiimeji.
Etapas do Cultivo
- 1. Obtenção e conservação das sementes
- 2. Escolha do vegetal para o composto
- 3. Processamento e montagem dos substratos
- 4. Pasteurização
- 5. Inoculação da semente
- 6. Indução térmica
- 7. Frutificação e predadores
- 8. Colheita e conservação
1. Obtenção e conservação das sementes
O nosso processo de cultivo inicia-se a partir da semente já inoculada, pressupondo que os iniciantes já tenham comprado a semente de um produtor idôneo. A conservação das sementes na geladeira deverá ser de no máximo 3 meses, não devendo ser congelada. Para obtenção da semente indico a produtora Margarida Matos Mendonça margarid1@terra.com.br ou pelo fone 48 99821190.
A espécie Pleurotus ostreatus-roseus, não deverá nunca ser armazenada em geladeira e sim usada o mais breve possível, pois esse fungo é sensível ao frio continuo. Apesar de poder conservar em geladeira, o ideal é que o inóculo em sementes de cereais seja usado o quanto antes, pois o seu envelhecimento causa a liberação de metabólitos do próprio fungo que serão prejudiciais a ele mesmo, enfraquecendo-o, podendo ainda favorecer o aparecimento de competidores dentro do frasco. O aparecimento de competidores (fungos, bactérias,etc) inviabiliza o uso posterior dessa semente para inoculação dos compostos ou outros frascos.O ideal é adquirir somente a quantidade de sementes suficiente para uso imediato.
2. Escolha do substrato para o composto: folha seca de bananeira
As folhas de bananeiras utilizadas devem ser colhidas quando ainda estiverem presas ao caule da planta, porém não devem estar úmidas e nem verdes. Para que possam ser usadas como substrato, as folhas devem estar totalmente secas (ao apertar as folhas elas se quebram com facilidade). As folhas devem ter aspecto sadio e cor clara, não devendo estar contaminadas com fungos (folhas com aspecto escuro). Não coletar diretamente do chão (folhas caídas), a fim de que se minimize a contaminação por microorganismos presentes no solo.
3. Processamento e montagem dos substratos
Picar as folhas em um picador, triturador ou simplesmente cortá-las com tesoura em pedaços que fiquem em torno de 3cm, para facilitar o manuseio e enchimento dos sacos.
Umedecer as folhas picadas, mergulhando-as em água fria não clorada por pelo menos 4h.
Escorrer as folhas molhadas, deixando-as sobre um estrado/tela em local sombreado até que escorra todo o excedente de água.
O substrato ideal tem que ter aproximadamente 70% de umidade. Na prática, ao apertar o substrato na mão, não pode escorrer água pelos dedos, somente apenas pequenas gotas.
Para aumentar a produtividade, caso se utilize outro substrato que não a folha de bananeira, pode-se acrescentar farelo de arroz ou soja na quantidade de 10 a 20%. Para regular o pH do substrato pode-se acrescentar 2% de carbonato de cálcio ou 4% de cal hidratada. O pH ideal do composto deve estar por volta de 6,0.
Material usado para montagem dos sacos com substrato:
- TNT (não-tecido)
- Saco plástico (polietileno) resistente à fervura
- Elástico
- Pedaços de 4 cm de cano de 50mm
- Pedaços de bambu (servirá de guia para as sementes após a pasteurização)
A montagem do substrato
A. Preencha o saco plástico com a folha de bananeira picada e umedecida, mantendo o bambu bem no centro. O cumprimento do bambu irá variar de acordo com a altura do preenchimento do saco.
B. Passe o plástico por dentro do cano plástico, abra para fora e puxe para baixo.
C. Coloque o pedaço de TNT sobre o plástico e o cano e prenda com o elástico.
D. O substrato está pronto para ser levado para a pasteurização.
4. Pasteurização
A pasteurização é o tratamento térmico feito pela passagem de vapor de água através do substrato. Seu objetivo é eliminar os microorganismos presentes no substrato. Geralmente estes microorganismos competidores ou patogênicos da cultura morrem quando expostos à temperatura superior a 55°C por mais de 12 horas.
Não há nenhum padrão obrigatório de tempo e temperatura de pasteurização. De modo geral, os tratamentos variam de intervalos de 55 a 90°C e de 5 a 96 horas. A pasteurização sugerida será feita pelo vapor da água fervente numa temperatura que pode variar de 80 a 90°C no intervalo de 5 a 6 horas.
Estrado de metal
Para acomodação dos substratos no tonel utilizamos dois estrados de metal são acomodados nas duas partes superiores. É importante que o estrado não encoste nas paredes do tonel, pois isso poderia superaquecer o plástico do substrato, fazendo-o derreter.
Tonel pasteurizador
É um tonel de metal de 200 litros, com tampa e grampo. Usamos também borracha para vedação da tampa no tonel, uma válvula de água (2,5 cm de diâmetro – medida interna) e durepoxi para prendê-la na tampa.
Montagem do substrato no tonel
Coloque água até que atinja um pouco menos de 1/3 da altura do latão.
Distribua os sacos dentro dos estrados, sempre deixando alguns centímetros entre eles, assim como um espaço livre no centro, para circulação do vapor quente.
Na foto ao lado utilizei dois protetores de ventilador industrial comprados em ferro-velho e bem no centro coloquei um tijolo de 6 furos para facilitar a passagem do vapor e também para que os sacos não caiam para o lado.
Tempo de fervura
O tempo que estipulei como ideal para fazer uma boa pasteurização, com um mínimo de contaminação, foi de 5 a 6 horas com uma temperatura interna em torno dos 80 a 90ºC. Ao final desse tempo suspenda o fogo e aguarde que pare de sair vapor pela válvula.
Para abrir o tonel, que ainda vai estar muito quente, utilize luvas de couro ou sintéticas bem reforçadas como as da foto ao lado.
5. Inoculação da semente
Após a fervura, retire os substratos e deixe-os esfriarem na sombra em lugar ventilado. Na inoculação do substrato, poderá haver risco de contaminação por esporos, então feche todas as janelas, prenda os cabelos e lave as mãos e o material a ser usado com álcool. Tudo terá que ser feito rapidamente em ambiente sem ventilação e com materiais esterilizados.
Uma corrente de calor ascendente ajuda para que os esporos do ambiente não entrem no saco. Para conseguir esta corrente de calor ascendente utilize um bico-de-bunsen ou faça a transferência da semente perto do bico do fogão aceso. Quando a temperatura interna atingir uma média de 25°C retire o elástico, o TNT e o bambu e nesse espaço coloque as sementes.
A quantidade de sementes a ser colocada nos sacos é o equivalente a 0,5% a 2% do peso do substrato. Exemplo: se o substrato pesa 2 kg a quantidade de semente a 2% será 40g. O excesso de sementes pode aumentar a produção de gás carbônico e retardar o crescimento. Feche tudo novamente e o substrato está pronto. Daí pra frente é só colocar os substratos em local escuro e com ventilação moderada que a natureza faz o resto. A temperatura ideal para que o micélio espalhe-se pelo substrato é de 24°C com uma umidade de 80 a 95%. O tempo para que o cogumelo se espalhe pelo substrato varia de 20 a 35 dias, dependendo as condições de umidade e temperatura externa.
6. Indução térmica
Quando perceber que o saco está tomado por uma “teia” branca (micélio) e já se passou em torno de 30 dias é hora de acordá-lo com um choque térmico numa temperatura de 10 a 15°C. Deixe o substrato dentro da geladeira por 24h e depois é só abri-lo que o cogumelo brotará em 7 dias.
Apesar de recomendado por especialistas, hoje em dia não faço mais este processo, apenas deixo que a temperatura mais fria de uma determinada noite ou que uma mudança brusca natural na temperatura ambiente faça isso e tem funcionado muito bem. Após a indução térmica, alguns cortes em formato de “X” terão que ser feitos com um estilete ao redor do substrato. Faça estes cortes procurando sempre aproximá-los das concentrações de micélios. O micélio concentrado tem a aparência que lembra ricota.
7. Frutificação e predadores
A frutificação é o momento em que os predadores mais gostam de atacar. Entre eles está uma mosquinha que gosta de botar os ovos debaixo do chapéu para que suas larvas se alimentem do cogumelo. Outro predador é um besouro marrom que come o cogumelo, mas este é o que menos lhe trará problemas, pois é só retirá-los e colher os chapéus para o consumo.
Para se proteger destes pilhadores indesejáveis você pode usar uma telinha fina ou tecido tipo mosquiteiro ao redor dos substratos, impedindo a passagem de invasores. Na foto ao lado aparece uma mini-estufa plástica para proteger o substrato da luz direta e da entrada de insetos.
Uma estante de metal ou madeira, localizada em lugar sombreado e coberta por um mosquiteiro é um ótimo lugar para a frutificação.
Tabela para ambientação dos substratos:
Corrida micelial – Temperatura: 24°C – Umidade relativa: 85 a 95% – Duração desta fase: 15 a 30 dias – Troca de ar: pouca – Luz: não precisa
Indução dos primórdios – Temperatura: 10 a 15°C – Umidade relativa: 95 a 100% – Duração desta fase: 24h – Troca de ar: moderada – Luz: iluminação indireta
Frutificação – Temperatura: 10 a 21°C – Umidade relativa: 85 a 90% – Duração desta fase: 4 a 7 dias – Troca de ar: moderada – Luz: iluminação indireta Número de frutificações: Podemos ter de 3 a 4 frutificações (com intervalos entre elas de 7 a 14 dias) por um período total de 45 a 55 dias.
8. Colheita e conservação
Os cogumelos devem ser colhidos antes que as suas bordas comecem a enrolar para cima. Para sua segurança, principalmente se for alérgico e estiver em ambiente fechado, utilize durante a colheita uma máscara de papel ou de gaze.
O cogumelo é um produto muito perecível, podendo, quando deteriorado, causar problemas de saúde. Não consuma cogumelos com aparência ruim, murchos ou fungados.
A sua conservação deve ser feita em geladeira, dentro de sacos de papel e não de plástico, como é habitual. Este procedimento evita apodrecimentos. Os cogumelos também podem ser desidratados ou ainda congelados.
Com o tempo e a prática, você pode aprimorar seu espaço e construir estufas plásticas com telas, utilizar exaustores, umidificadores e até mesmo ar-condicionado, mas isto já é outra história e deixo para aqueles que apreciam o cultivo de precisão.
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Gardel dos Santos Silveira - www.sitiocurupira.wordpress.com
Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução desde que seja citado como fonte: Gardel dos Santos Silveira ( www.sitiocurupira.wordpress.com ).
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Esquema para pasteurização com 1 ou 2 latões.


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Fontes para pesquisa
Livro: Cultivo de Cogumelos Comestíveis – Vera Bononi, Maria Capelari, Rosana Maziero e Sandra Trufem – Editora Ícone.
Site: Cogumelo Hobby – http://www.cogumelohobby.bravehost.com/
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Galeria de fotos
Hiratake – Pleurotus ostreatus
Espécie comestível muito conhecida, cresce em camadas ou prateleiras nos troncos de árvores mortas, com chapéu marrom-acinzentado, amarelo, rosa ou branco. Na natureza ocorre nos meses de verão outono e inverno. É excelente para comer e é cultivado comercialmente. O tamanho de seu chapéu varia de 3 a 7 cm de diâmetro, seu caule é muito pequeno, sua carne é grossa e com um cheiro agradável de cogumelo silvestre. É um dos cogumelos mais fáceis de cultivar em casa.




Pleurotus germinando

Shimeji escaneado, pois nesta época não tínhamos máquina digital

Colheita de Pleurotus cultivado em tronco de madeira, técnica descrita no livro Cultivo de Cogumelos Comestíveis.

Pleurotus rosa encontrado em tronco velho de embaúba aqui no sítio

Pleurotus cinza


Livros para identificação de cogumelos na natureza.

Espécie de Agáricus comestível colhido nocampo de braquiária aqui no sítio

Mesma espécie anterior

Agaricus com o chapéu aberto, 200 gramas.

Espécie de Boletus não identificado achado aqui no sítio
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O mundo dos fungos

Acredita-se hoje que existam cerca de 200.000 espécies diferentes de fungos, distribuídos na natureza nos diferentes ambientes. São numerosos os cogumelos úteis ao homem. Entre eles, citam-se diversos fungos produtores de antibióticos, sendo o mais conhecido o Penicillinum chrysogenum, produtor da penicilina.
Os fungos fermentadores têm importante papel na fabricação de pães, queijos, vinhos e cervejas. Mas a grande e fundamental importância dos fungos na natureza é o papel de decompositor. Eles crescem sobre a matéria orgânica, restos de vegetais e animais, assimilando-os e, transformando-os em substâncias mais simples para serem absorvidos pelos vegetais, permitindo assim, a reciclagem dos elementos da natureza. É um trabalho que nos passa desapercebido, mas sem ele a recirculação dos elementos da natureza estaria prejudicada, dificultando todas as outras formas de vida.
Recentemente com o desenvolvimento da biotecnologia, muitos fungos estão sendo estudados visando sua aplicação na decomposição de resíduos industriais e de difícil degradação e no tratamento de esgoto. Veja o vídeo “Talks Paul Stamets em 6 maneiras para salvar o mundo com cogumelos” onde o Micologista Paul Stamets lista 6 maneiras pelas quais os micélios fúngicos podem ajudar a salvar o mundo: limpando o solo poluído, fazendo inseticidas, tratando varíola e até gripe. Assistam com legenda em português no site da TED.
O livro Mycelium Running explora o poder digestivo dos micélios – estruturas filamentosas que correspondem à parte subsuperficial dos cogumelos – para reforçar a sustentabilidade do ambiente ao mesmo tempo em que gera uma enorme gama de benefícios biológicos. Micélios reciclam carbono, nitrogênio, e outros elementos essenciais à medida que decompõe resíduos animais e vegetais para formar novas camadas de solo. Paul Stamets explora e exemplifica como os micélios conseguem degradar moléculas de hidrocarbonetos – componente básico em muitos poluentes. Dessa forma, quando um solo contaminado com óleo diesel, por exemplo, é inoculado com esporos de cogumelo ostra, os componentes tóxicos do óleo são removidos em apenas 8 semanas, sem deixar rastros nem mesmo nos próprios cogumelos. Idioma: Inglês
Para adquirir este livro acesse o site da Livraria Tapioca http://www.livrariatapioca.net/
De um modo geral os fungos são pouco conhecidos pelos brasileiros. Nossos índios utilizavam algumas poucas espécies na alimentação ou com fins medicinais. Designavam os fungos por nomes diferentes: o termo urupê, em tupi-guarani, designa cogumelo e os vocábulos urupê-tinga, urupê-piranga etc. referem-se a fungos distintos mostrando que os índios tinham alguma noção de taxonomia. Esse conhecimento e muitos outros dos indígenas, foi praticamente perdido e não faz parte da cultura brasileira atual à utilização de cogumelos como alimento.
Vídeo – O Mundo Secreto dos Jardins – Fungos
Outros povos, em outros paises, apresentam maior atração por esses organismos. São populações ditas micófilas. Em muitos paises europeus são comuns excursões às matas para coleta de cogumelos utilizados na preparação de pratos, em finais de semana ou férias.
Nas Américas, os mexicanos, principalmente os de origem indígena, colhem fungos silvestres que são vendidos nas feiras e mercados. São utilizados tanto como alimento, como por suas propriedades terapêuticas ou ainda em cerimônias religiosas.
Para os gregos e romanos, a origem dos fungos era um mistério. Ficavam maravilhados com o aparecimento dos fungos, uma vez que não apresentavam sementes. Acreditavam que alguns fungos, como as trufas, eram produzidos pelos trovões ou ainda, os relacionavam a entidades mágicas, como os duendes e bruxas.
Fonte da pesquisa: Cultivo de Cogumelos Comestíveis, Editora Ícone.





Jorge
julho 9, 2009 at 11:28 am
Oi, Gardel
Excelente!!!
Assim se posta informação para ajudar ao próximo, o mundo agradece tua dedicação e disposição para transmitir a tua experiência.
Um grande abraço e comeremos muitos cogumelos.
Jorge
Suzana
julho 9, 2009 at 11:44 am
Gardel
Que super!!!!!!!!!!!!!
A explicação é super clara e as fotos ajudam mesmo a compreender!!!!
Logo logo faremos esta exeriência lá em Yvy Porã….
Parabéns e obrigada por compartilhar este saber!
Um beijo
Suzana e Jorge
Celso Cyrillo
julho 10, 2009 at 8:07 am
Ola.
Achei bastante didática a sua explicação e fica bastante fácil de entender e produzir. Uma curiosidade: é difícil produzir as sementes???
Se tiver alguma literatura, pesquisas teses, gostaria de estudar, independente de qualquer coisa, a título de conhecimento.
Valeu. Abraços…
sitiocurupira
julho 10, 2009 at 11:05 am
Olá Celso, tudo bem?
Nunca tentei fazer minhas próprias sementes, só replicá-las, mas isso é possivel a partir da cepa. A Cogumelo Hobby comercializa a cepa via correio, faça contato com eles.
Sérgio Pamplona
julho 10, 2009 at 9:41 am
Oi, Gardel, muito legal mesmo, parabéns.
sitiocurupira
julho 12, 2009 at 8:15 am
Aos interessados em geral, gostaríamos que dessem uma boa lida nas páginas do Curupira e entendessem nossa filosofia e o objetivo da divulgação de nossos experimentos. Em nenhum momento incentivamos qualquer tipo de cultivo ou construções ecológicas com a finalidade comercial. Nosso objetivo não é incentivar a produção para gerar renda ou lucro, mas sim a produção de alimentos saudáveis para o próprio consumo e, quando houver excedentes, incentivamos a troca por outros produtos ou serviços. Então não adianta enviar perguntas sobre custos de material, pois utilizamos material de sucata, reciclável ou com um mínimo de investimento. Não adianta perguntarem sobre comercialização, margem de lucro, posto de venda, pois o que produzimos costumamos trocar por outras mercadorias ou serviços. Então não estranhem se não respondemos a perguntas referentes a comércio ou margem lucro.
Carapeços Arriada Mônica
julho 16, 2009 at 7:47 pm
Olá Gardel!
Ficou excelente! Certamente será muito útil para muitos aprendizes!
Eu vi uma panela a vapor de 18 litros para produzir sucos. Acredito que sirva também para pasteurizar os saquinhos de substrato. Quando me organizar para fazer minha primeira produção, vou ver se consigo uma emprestada para testar…
Vistes o final das postagens do estágio no meu Blog?
Bjs para vc e Simone.
luan delgado
agosto 26, 2009 at 1:34 pm
boa tarde pessoal,
muito interessante,ja fiz um curso, mais tenho uma dúvida e em relação a ameaças biológicas,como eu vou saber se posso consumir ou não o cogumelo comestível? tenho medo de cultivar e perder a produção por ameaça biológica….podem me ajudar?
sitiocurupira
agosto 31, 2009 at 7:40 am
Olá Luan tudo bem?
Primeiramente gostaria de saber qual o cogumelo que você fez o curso e o que você considera uma “ameaça biologia”. No caso do Pleurotus ostreatus (Hiratake) as únicas “ameaças biológicas” que presenciei foi a mosquinha que coloca os ovos debaixo do chapéu do cogumelo, para que ele sirva de alimento para as futuras larvas que eclodirão. O outro inseto mais comum é um cascudinho ou besouro que se alimenta do próprio cogumelo. Este último é o que oferece menos problema, pois é só sacudir que eles caem. Tudo isso é resolvido com uma tela tipo mosquiteiro bem fininha em torno das prateleiras ou aberturas da sala que eles ficarão confinados para a frutificação. Só não use inseticidas ou outros venenos, pois você pode envenenar o fungo e a si mesmo. Agora… ácaros, nematóides e fungos parasitas é tudo uma questão de higiene, boa pasteurização e manuseio cuidadoso. Geralmente isso ocorre por falha humana. Não tenha medo, comece pequeno e aprenda com os erros.
Uma coisa você tem que tem que ter em mente: sempre que trabalhar com o cultivo ou criação extensiva de animais, plantas ou fungos estará sujeito ao aparecimento de algum tipo de praga ou doença, pois toda a concentração de uma mesma espécie num mesmo lugar é um desequilíbrio para a natureza. E o único jeito que a natureza tem para controlar este desequilíbrio é respondendo com “pragas” e todo tipo de doença para neutralizar esta super-população. Cabe ao homem (criador ou cultivador) prevenir-se criando e cultivando o máximo de diversidade possível dentro de sua propriedade, e sempre em pequena ou média escala para que não tenha que pagar o preço da famigerada “perda de safra”, como presenciamos regularmente com os grandes monocultures.
Espero ter ajudado, Gardel Silveira.
Luan Delgado
setembro 2, 2009 at 2:48 pm
olá Gardel,
fiz o curso de produção e processamento de shiitake (Lentinula edodes) e Hiratake…muito obrigado pela dica me esclareceu muita coisa,irei começar a produzir pouco só para consumo e ir fazendo o que você falou até me adaptar a média escala.
abração
ADILSOM ROCHA
setembro 2, 2009 at 4:04 pm
eu só queria saber onde eu poderia emcontrar sementes de gogumelos pleurutuz.
quem fornece a semente ? qual será o valor? Ass.Adilsom rocha
sitiocurupira
setembro 3, 2009 at 8:08 am
Olá Adilson, esta informação ja estava postada na página, veja: “Para obtenção de sementes ou substratos já inoculados indico a profª Margarida, microbiologista e produtora de cogumelos em Tijucas/SC (contatos pelo e-mail: margarid1@terra.com.br). Para os que são de fora de Santa Catarina, o site http://www.cogumelohobby.com/ é um ótimo lugar para comprar suas sementes.”
rosani
março 26, 2012 at 6:36 pm
ola eu tambem quero sementes.vc. conseguio? obrigada
Rogério Vieira (BikeUrbanity)
outubro 10, 2009 at 1:52 pm
Olá pessoal, muito obrigado por essa matéria, isto despertou em mim o interesse pelo cultivo de cogumelos, o quanto as familias brasileiras tem perdido ao longo dos anos, é triste saber que as pessoas ao construirem suas residencias principalmente em regiões da periferia, cimentam tudo e muitas das casas nem se quer tem um pouco de verde, não tem nem um toco de madeira velho para que cresça cogumelos, pois bem quando construir quero dividir meu espaço com as plantas e os animais.
joao henrique truffi
novembro 11, 2009 at 1:26 pm
eu gostaria de saber das postagem prontas para frutificar omde posso comcegir e qual o preço de cada postagem teho um quarto em casa gostaria de saber se é posivel cultivar em pouco espaço e si tenho retorno finamceiro a ums 7 anos atras vi um vidio casete de uma empressa que fornecia postagems e equipamentos para cultivo de shiitak comfeço que sou leigo mas esto desenpregado e presisso fasser algo da minha vida espero sua resposta obs derepente uma coperativa.
bom DEUS abençõe voçeis
sitiocurupira
novembro 12, 2009 at 7:46 am
Caro João e pessoas com o mesmo interesse, repito aqui um trecho retirado desta mesma página: Não comercializamos nada, só difundimos conhecimento. O único e maior interesse é desmistificar a técnica de cultivo do cogumelo Pleurotus ostreatus, popularmente conhecido como Hiratake.
Por favor, leiam todo texto antes de formularem suas quetões.
Obrigado.
jaqueline
novembro 17, 2009 at 1:20 pm
encontrei em minha casa um cogumelo parecido com este Boletus. Gostaria de saber mais informações, pois o meu possui em cima marrom e em baixo amarelo, será que é venenoso? aqui fico com minha dúvida.
sitiocurupira
novembro 18, 2009 at 11:33 am
Olá Jaqueline tudo bem?
Bem, por mais que descreva as características de seu fungo dificilmente alguém conseguirá identificá-lo apenas com uma descrição por escrito, pois as espécies são muito parecidas e sempre corre-se o risco de confundi-las. E um erro neste caso pode causar intoxicação e até óbito para quem decide comê-lo. Até mesmo os acadêmicos e especialistas no assunto só afirmarão com certeza após analise em laboratório, com direito a visualização da cor e forma dos esporos em microscópio eletrônico. E outros ainda pedirão exemplares do cogumelo em diversas fazes do seu crescimento, assim como época de colheita (estação do ano), tipo de vegetação no entorno da frutificação do fungo (gramíneas, tipo de árvores, arbustos, troncos velhos… e assim por diante).
Os livros que indiquei nesta página servem apenas para uma pré-identificação, eles não devem ser usados para uma identificação definitiva. Para não ter erro consulte alguém que já tenha comido o fungo, pois estes micófilos (pessoas que tradicionalmente saem para colher cogumelos na natureza) conhecem bem os cogumelos comestíveis.
Espero ter ajudado, Gardel.
Miriam Cristina
dezembro 22, 2009 at 3:16 pm
Boa tarde Gardel, bom eu estou a dias tentando intender como foi feita a tua mini-estufa para cogumelos e num compreendi, será que não dava para vc explicar assim como o barril de esterização?
Desde já mto obrigada por sua atenção .
Miriam
Adelino Taveira Guedes
fevereiro 4, 2010 at 6:37 am
gostaria de produzir cugumelos em casa mas nao sei como fazer
tenho alambique en cobrs mas nao tenho folas de palmeira posso fazer com outrs folhas e on encontrar as sementes agradecia resposta
sitiocurupira
fevereiro 8, 2010 at 9:13 am
Olá Adelino.
É possível cultivar cogumelos Pleurotus ostreatus a partir de várias gramíneas como baquearia seca, capim limão e até mesmo bagaço de cana-de-açúcar. Para saber mais detalhes do procedimento de manejo de cada gramínea sugiro que pesquise na internet ou consulte o livro Cultivo de Cogumelos Comestíveis que está indicado nesta mesma página.
Att. Gardel
Ricardo
março 17, 2010 at 10:01 am
Olá,
Tenho uma pequena propriedade em Apiúna/SC, onde gostaria de produzir cogumelos, principalmente o Champignon. Já colhi muitas informações sobre várias espécies, mas me faltam sobre o champignon, que apesar de mais comum, está sendo o mais difícil. Podem me passar alguma orientação?
Desde já agradeço.
sitiocurupira
março 17, 2010 at 10:32 pm
Olá Ricardo tudo bem?
Não tenho nenhuma experiência com o cultivo do cogumelo Champignon, mas a biografia indicada na página, Cultivo de Cogumelos Comestíveis, pode ajudar bastante. Visitar alguém que cultiva esta espécie também ajuda, pois poderá presenciar na prática como funciona todo o processo de cultivo.
Deixarei sua questão na página para alguém com mais experiência poder indicar outros caminhos.
Att. Gardel
Ricardo
março 25, 2010 at 9:42 am
Olá Gardel,
Comprei o livro que você me recomendou, realmente é muito bom. Preciso agora encontrar quem possa me vender a “semente”. Se puder me repassar algum contato, agradeço.
sitiocurupira
março 26, 2010 at 8:46 am
Por favor, leiam o texto com atenção. Este parágrafo foi retirado da própria página.
Para obtenção de sementes ou substratos já inoculados indico a profª Margarida, microbiologista e produtora de cogumelos em Tijucas/SC (contatos pelo e-mail: margarid1@terra.com.br). Para os que são de fora de Santa Catarina, o site http://www.cogumelohobby.com/ é um ótimo lugar para comprar suas sementes.
Squish
janeiro 5, 2012 at 4:50 am
http://cogumelosyamashita.com/Champignon.htm
Achei esta página sobre cultivo de Champignons.
Ricardo
março 26, 2010 at 12:36 pm
Lí o seu texto com muita atenção, só que o e-mail repassado não me responde, talves esteja com a caixa de entrada muito cheia, e no site não encontrei sementes ou substratos inoculados de champignon, por isso recorri a vocês novamente. Desculpe.
Tony Pavanello
junho 9, 2010 at 10:29 pm
Gostaria de saber quem vede os champignon de paris, na regiao de jaragua do sul
Gostaria que entre em cotato, 47 9911 8669
Tony Pavanello
carolina
junho 20, 2010 at 12:56 am
gostaria de saber se alquem sabe onde posso encontrar semente para vende,estou na sidade de sorocaba gostaria de iniciar o cultivo do cogumelo se alguem poder me dar uma ajuda vou agradecer
Mario Vicentin
junho 20, 2010 at 2:11 pm
http://www.brasmicel.com.br/
Olá Carolina, descobri esse hj, vamos ver se da certo.
Abraço
Mario Vicentin
junho 20, 2010 at 2:00 pm
Olá Gardel,
Primeiramente parabens mais uma vez, por meio das suas explicações consegui entender algumas coisas q nem nos livros tinha conseguido, porem gostaria de fazer 2 perguntas:
1- Com esta tecnica q vc apresentou é possivel q o cogumelo frutifique mais de 1 vez no mesmo substrato? Se positivo como funciona isto?
2- Tinha como vc me passar alguma dica acerca da sua estufa?
Desde ja agradeço.
Grande abraço
sitiocurupira
junho 20, 2010 at 9:04 pm
1- Com esta técnica que você apresentou é possível que o cogumelo frutifique mais de 1 vez no mesmo substrato? Se positivo como funciona isto? Sim, se o substrato estiver em boas condições (sem incidência de ataque de outros fungos, ambiente com temperatura e umidade adequadas, boa condição de higiene no seu manuseio e local de floração…) ele poderá frutificar de 3 a 4 vezes. Em cada nova frutificação a produção cairá gradativamente, isto é natural, pois quanto mais tempo passa, menos alimento o micélio encontrará no substrato. Para cada nova frutificação, o substrato deverá ser fechado e submetido a um novo choque térmico, seja por imersão em água gelada ou dentro da geladeira como sugerido no site. Aqui no sítio dispensamos todos estes procedimentos de cultivo de precisão, apenas deixamos que eles floresçam naturalmente. Deste jeito não temos um controle preciso sobre a colheita, mas diminuímos muito nosso trabalho.
2- Tinha como você me passar alguma dica acerca da sua estufa? Na realidade, chamo de “mini-estufa”, o modelo apresentado na “Galeria de fotos” da página do sítio, não pela função térmica, mas sim pelo seu formato e estrutura que se assemelha a qualquer tipo de estufa utilizada para cultivo de hortaliças. A única diferença são as duas aberturas laterais e uma no centro. As laterais são compostas de duas camadas, uma de plástico para controlar a umidade e temperatura interna (não é possível um controle preciso, mas dá para amenizar os extremos), e outra de uma tela tipo mosquiteiro para impedir a entrada de insetos. A abertura do centro (formato de porta) utilizo para observar, colocar e retirar os substratos e colher os cogumelos. Para o revestimento da estrutura da “mini-estufa” utilizo um plástico preto, pois estes fungos não toleram incidência direta de sol. A iluminação é importante para o crescimento e pigmentação do fungo, desde que seja de maneira indireta.
Att. Gardel Silveira
Ton
julho 21, 2010 at 6:45 pm
Muito interessante o site e os comentários dos visitantes.
Faço um TCC e o cultivo de cogumelos é o meu tema, se alguém tiver alguma curiosidade e quiser me mandar eu citarei o nome no trabalho.
Abraço a todos.
wellingtonpraddo@hotmail.com
Brigida
agosto 6, 2010 at 11:57 pm
Olá
Agradeço a informação, vou pôr em prática!
Queria saber uma coisa… Se os esporos dele pegarem em algum lugar, tem problema eu comer?
Grata
Claudio
agosto 16, 2010 at 10:23 am
Maravilhosas as explicações, adorei, agora é tentar colocar em pratica.
Voce esta de parabens.
Fernanda
agosto 22, 2010 at 3:20 pm
Oi Gardel e Simone!!
td bem por ai?
Nosso Pleurotus está lindo!! já sairam alguns e está quase pronto para colher!
um dos sacos, infelizmente ficou meio verde…você sabe dizer o que fizemos de errado?
beijo
Fernanda e André
sitiocurupira
agosto 23, 2010 at 11:33 am
Olá Fernanda, tudo bem?
Os substratos de cogumelos que montamos ainda não começaram a frutificar, pois tivemos vários dias com temperatura muito baixa aqui em SC, atrasando o desenvolvimento do micélio, mas isso é comum aqui no inverno.
O fungo verde que apareceu no seu substrato, provavelmente é o Penicillium chrysogenum, que geralmente se desenvolve pelo excesso de umidade dentro do substrato. Percebi que isso vem ocorrendo nos meus últimos cultivos, geralmente no último substrato que foi montado. Pois apesar de deixarmos escorrer o excesso de água sobre a tela, sempre fica um pouco mais de água no último substrato que montamos, pois a água continua escorrendo quando colocamos o substrato (folha de bananeira molhada) dentro da bacia para posterior envasamento. Para evitar este tipo de problema deveríamos descartar o resto de substrato na bacia ou deixar aquele resto escorrer mais um pouco antes do envasamento. Não há muito que fazer depois de contaminado. Fica ai a experiência, pois apesar de todos os cuidados que tivemos sempre haverá uma possibilidade de contaminação, seja na hora da inoculação da semente, na pasteurização ou até mesmo pelo excesso de umidade (água). Geralmente o fundo do Pleurotus consegue crescer mais rápido e acaba controlando o crescimento do fungo invasor (Penicillium). O substrato contaminado poderá até mesmo frutificar, mas neste caso a produção deste substrato será menor que num substrato não contaminado.
Os substratos que inoculei com a Raquel (estagiária da semana anterior a de vocês) já estão começando a frutificar e apenas um saco, provavelmente o último a ser envasado, houve o crescimento do Penicillium.
Logo estarei publicando fotos da frutificação de nossos substratos.
Um grande abraço, Gardel Silveira.
Mario Vicentin
agosto 29, 2010 at 4:34 pm
Olá Gardel,
Tenho mais uma dúvida, vamos lá:
Depois do choque termico no substrato, em qual momento devo abrir os sacos plásticos para a frutificação? Devo abrir a parte superior totalmente?
Grande abraço.
sitiocurupira
agosto 29, 2010 at 7:51 pm
Olá Mario tudo bem?
Após o choque térmico o substrato pode ser aberto de duas maneiras.
a. Caso o substrato esteja em local onde a umidade e a temperatura são controladas (estufas de frutificação), você pode abrir toda parte superior do substrato que a frutificação crescerá naturalmente em no máximo 7 dias.
b. Caso o substrato não esteja em ambiente controlado é recomendável fazer pequenos cortes com um estilete em formato de cruz (2cm) na lateral superior do saco ou nos locais onde o micélio está mais concentrado. Fazendo um corte em cruz ou xis no plástico evita a contaminação de esporos externos e um possível ressecamento pela baixa umidade do ar.
silvio bilia
agosto 31, 2010 at 12:38 pm
Gardel, parabens em primeiro lugar pela postura de não ficar guardando segredos de experiências produtivas. Isto é Gaia. após , vou tentar fazer em minha casa em Nova Granada SP, onde moro num bairro popular, e os resultados serão repassados a quantos moradores tenham interesse, . Estarei sempre em contato para absorver/compartilhar informações. Grat a vc e s/ esposa pelo desprendimento. abraço silvio.
Angélica Ghenov Ceban Figueiredo
setembro 16, 2010 at 9:30 pm
Gardel, parabens pela excelente aula. comecei a procurar como fazer um desidratador de frutas,pois moro em uma chácara na Grande S.P. e tenho espaço, e o que conheci como cultivar hiratake é simples e principalmente barata. Já tive experiencia com escargos e com minhocário. Talvez não seja muito difícil conseguir as sementes na minha região pois tem muitos japoneses.Estarei sempre em contato pois aprendi muito, e também me coloco a disposição. Um grande abraço a vc e a sua esposa Angélica
antoninho
outubro 17, 2010 at 8:37 pm
eu gostaria de começar cultivar cogumelo
preciso de saber como comeso o cultivo
tenho paixão por cogumelo
sitiocurupira
outubro 18, 2010 at 11:02 am
Olá Antoninho.
Todas as informações que disponho bem como referências bibliográficas estão postadas nesta mesma página.
Att. Gardel
Maurício
novembro 2, 2010 at 2:25 pm
Olá Gardel. Gostaria de parabenizar você e a toda sua equipe, por este maravilhovo site. Curso C. Biológicas, e sou apaixonado por micologia. Sua publicação será muito útil para mim e para outras pessoas! Mais umas vez meus parabéns,e tudo de bom de bom pra vocês.
waldir
janeiro 2, 2011 at 12:02 pm
Então demoro pra mim encontrar algo asim sobre cogumelos,sempre tive intenção de os cultivar,porem nao encontrava nada bem descrito como em seu blog,agora resta uma duvida ,onde comprar as sementes.
Outra coisa todo esse processo descrito em seu blog se aplica a cultivo em tocos de madeira tambem?
Aguardo uma resposta sua em meu e-mail,wmotta3@gmail.com
grato
sitiocurupira
janeiro 4, 2011 at 8:00 am
Olá Waldir.
Para conseguir as sementes já foi sugerido duas possibilidades no inicio desta página, mas nem sempre é possível adquiri-las de imediato. Tente fazer contato com a Cogumelo Hobby pelo site deles http://www.cogumelohobby.com/
O cultivo do pleurotus em toras é diferente do cultivo do shiitake em toras de eucalipto, esta forma de cultivo está descrita no livro Cultivo de Cogumelos Comestíveis – Vera Bononi, Maria Capelari, Rosana Maziero e Sandra Trufem – Editora Ícone.
Espero ter ajudado, Gardel.
reginaldo goçalves
janeiro 27, 2011 at 10:28 pm
oi sou um inisiante gostaria de saber como posso adqiurir as semente, moro em sao bernardo do campo obrigado.
Regina
março 26, 2011 at 12:35 pm
Bom dia.
Adorei o processo de cogumelo. Quero também fazer assim, mas onde encontro os materiais para o substrato, sem ter que comprar pronto? Quero eu mesma fazer o composto. Por favor, se souberem me informe, por favor.
Muito obrigada
sitiocurupira
março 28, 2011 at 3:48 pm
Olá Regina.
Não consegui entender onde ficou sua dúvida, pois todos os materiais utilizados para fazer o substrato estão citados, fotografados e publicados nesta página. Por favor, seja mais específica para poder esclarecer suas dúvidas.
Att. Gardel Silveira.
jorge rodrigues
maio 2, 2011 at 4:43 pm
Obrigado pela exposição do seu trabalho que está muito bem explicado, eu sou de portugal a minha dificuldade está em fazer a semente, já li um tabalho na net á um ano atraz, neste momento não o encontro. Se possivel um site ou um endereço.
A minha intenção é trabalhar com fungos da minha região e fazer cultivo directaente na terra uma vez que tenho um terreno com 70ha de floresta (sobreiros) com exposição nascente norte.
Com os melhores cumprimentos.
jorge
sonia camposa
outubro 26, 2011 at 10:13 pm
Gostaria de saber, onde posso comprar sementes de cogumelo champion paris. Obrigada
Priscilla
janeiro 3, 2012 at 6:00 pm
Olá,
Adorei a sua matéria, gostaria de saber se é possivel cultivar Pleurotus cinza em apartamento para consumo próprio?
Abs
Priscilla
Sítio Curupira
janeiro 8, 2012 at 9:03 pm
Olá Priscilla.
É possível sim cultivar Pleurotus em pequenos espaços. O mais difícil seria a pasteurização do substrato que pode ser feita na casa de um amigo ou interessado em cultivar também. Já vi em algum site, não lembro qual, a pasteurização sendo feita em panela de pressão, tipo industrial.
edy
janeiro 31, 2012 at 7:48 pm
fico grato pela colaboração para o bem ! espero ser-lhes útil a vcs também !
fiz tudo de forma similar como vcs ensinaram , mas não tenho sementes de espécies seguramente comestíveis , estou tentando desenvolver em casa uns fungos q achei na mata só por experiencia , e gostaria de saber sobre uma orelha de pau vermelha q achei , qual seria a espécie , se puderes me ajudar mando a foto por email e até amostra por correio ! grato
Sítio Curupira
fevereiro 4, 2012 at 11:35 am
Olá Edy.
Algumas especies são muito difíceis de identificar, mesmo tendo um livro com fotos. O ideal seria comprar a semente de algum produtor idôneo. Agora, se você tiver um laboratório e material disponível para produzir sementes, sugiro que compre no mercado especies comestíveis. Assim terá garantia que a especie é comestível.
marileide siqueira
fevereiro 6, 2012 at 5:38 pm
muinto grata pelas informações que me possa fornecer sobre o cultivo de cogumelos.pena nao tenho como obiter as sementes tam faces ,tudo de bom e si ouver possibilidade de mais conhecimento só temos que ficar feliz em poder realizar nossos sonhos …
Gilberto Miranda
fevereiro 7, 2012 at 11:48 am
Olá,
Achei bem interesante suas dicas de cultivar cogumelos em casa, e quero fazer uma pequena produção de Cogumelos do sol aqui em casa usando o seus metodos de cultivo. Moro em Brasília e preciso saber a onde eu consigo sementes de cogumelos do sol, aqui no Distrito Federal.
Gilberto Miranda
Brasília-DF
Fernanda Costa
fevereiro 9, 2012 at 9:29 pm
Otimas dicas!!!
Infelizmente já procurei bancos de espóros de cogumelos, mais só achei carimbos de alucinogenos…
Vc sabe onde arrumo carimbo de espóros de cogumelos comestiveis???
Obrigada
Fernanda Costa
São Paulo-SP
Sítio Curupira
fevereiro 14, 2012 at 10:38 am
Olá Fernanda. A melhor maneira de produzir “sementes” de cogumelo comestível é adquirindo um cogumelo comestível. E o melhor lugar para achá-los é nas gôndulas dos supermercados ou diretamente com empresas que cultivam estes cogumelos. O processo de produção de sementes por esporos ou mesmo por um pedaço do chapéu é bem complicado e exige um pequeno laboratório com vários equipamentos extremamente esterilizados. Sugiro que compre as sementes já inoculas, pois é bem mais rápido, barato e eficaz.
Paulo
abril 16, 2012 at 3:30 pm
Gostei da maneira simples mas tecnicamente embastada como vcs trataram o assunto do cultivo, as informações veiculadas serviram para ampliar a gama de utilidade que os fungos possuem e a pouca utilização que a humanidade ainda faz deles, uma iniciação que terá bom proveito para mim que querocultivar cogumelos como hobby e fo te saudável e rica de alimentos, grato
ana monteiro
abril 20, 2012 at 8:49 am
Ola, alguem me sabe informar onde posso adquirir os kits em Portugal? Ja procurei na internet mas so aparecem sites brasileiros. Aguardo resposta. Obrigada
Leonardo nunes
maio 13, 2012 at 6:25 pm
Estou a pensar ainda não experimentei o processo. Tenho que objectivar.